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A “cidade” quase vazia da Groenlândia que desafia a lógica urbana, reúne cerca de 531 mil km², concentra poucos habitantes e parece mais um território congelado do que uma metrópole tradicional

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 08/05/2026 às 08:39
Atualizado em 08/05/2026 às 08:42
Vista panorâmica de Sermersooq, na Groenlândia, com casas isoladas, fiordes congelados, geleiras, montanhas cobertas de neve e icebergs espalhados pelo mar
Paisagem de Sermersooq mostra o contraste entre pequenas áreas habitadas e a imensidão congelada da Groenlândia
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Município criado em 1º de janeiro de 2009 reúne cerca de 531 mil km², pouca ocupação humana, gelo permanente, isolamento extremo e algumas das paisagens naturais mais impressionantes do planeta

Sermersooq desafia completamente a ideia tradicional de cidade. Enquanto metrópoles como São Paulo e Tóquio são marcadas por alta densidade populacional, esse município da Groenlândia segue o caminho oposto: tem um território gigantesco, mas abriga poucos moradores.

Dados do município de Sermersooq, da Statistics Greenland e da Trap Greenland apontam que a região possui cerca de 531 mil km². A área supera o tamanho de muitos países e coloca o município entre os maiores do planeta em extensão territorial. Mesmo assim, a população gira em torno de pouco mais de 20 mil pessoas, criando uma densidade demográfica extremamente baixa.

Um território imenso onde o gelo limita a ocupação humana

A geografia ajuda a explicar esse contraste. Localizada na Groenlândia, Sermersooq tem grande parte do território coberta por gelo permanente, o que reduz drasticamente as áreas disponíveis para ocupação humana.

Na prática, enormes regiões permanecem completamente inabitadas. As poucas cidades existentes são pequenas, isoladas e separadas por distâncias imensas. A capital municipal, Nuuk, concentra boa parte da população, enquanto o restante do território segue praticamente vazio.

A maior cidade do mundo onde não mora ninguém: uma maravilha de belezas naturais. Imagem: Reprodução – Revista Fórum

Isolamento extremo transforma a rotina em um desafio constante

As condições naturais tornam a vida cotidiana mais difícil. Sermersooq enfrenta temperaturas extremas, longos períodos de gelo marítimo e barreiras logísticas que complicam deslocamentos e abastecimento.

Em áreas mais remotas, especialmente na costa leste, navios e aeronaves dependem de janelas climáticas restritas para operar. Por isso, há locais onde a presença humana é mínima e a infraestrutura contínua quase não existe.

Fiordes, geleiras e montanhas criam uma paisagem quase intocada

Se faltam moradores, sobra natureza. Sermersooq abriga fiordes gigantescos, geleiras extensas e montanhas praticamente intocadas, formando uma das paisagens mais impressionantes do planeta.

Em muitos pontos, a presença humana quase desaparece. A natureza segue dominante, com vastas áreas congeladas e praticamente vazias.

O município que parece uma cidade, mas funciona como um imenso território natural

O caso de Sermersooq mostra como o conceito de cidade pode ser enganoso. Embora seja oficialmente um município e esteja entre os maiores do mundo em área, ele funciona mais como um vasto território natural com pequenos núcleos habitados.

Justamente esse contraste torna Sermersooq tão fascinante: um lugar gigantesco, gelado, isolado e quase vazio, onde a natureza ocupa o espaço que, em outras cidades, seria tomado por avenidas, prédios e multidões.

Afinal, quantos lugares no mundo conseguem ser tão grandes, tão vazios e, ao mesmo tempo, tão impressionantes?

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Miguel Araujo
Miguel Araujo
12/05/2026 22:32

Pra quem gosta de solidão, é um prato feito.

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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