Levita, Zoraide e Zulina, nascidas no interior de Sergipe, têm 109, 104 e 103 anos e foram reconhecidas como o trio de irmãos vivos mais longevo do mundo após análise de documentos pela LongeviQuest oficialmente
As irmãs mais longevas do mundo vivem atualmente no Rio de Janeiro, acumulam juntas 316 anos de idade e passaram a despertar o interesse de pesquisadores que tentam compreender os fatores biológicos relacionados à longevidade extrema.
Levita de Deus Nunes, de 109 anos, Zoraide de Deus Mota, de 104, e Zulina de Deus Nunes, de 103, participam de uma pesquisa da Universidade de São Paulo liderada pela geneticista Mayana Zatz, que busca identificar genes protetores associados à longevidade.
Amostras das três irmãs foram coletadas para análise de DNA. O objetivo é investigar fatores que podem ajudar algumas pessoas a preservar funções físicas e cognitivas mesmo em idades avançadas.
-
Menos água, mais energia e a mesma quantidade de tomates: a Universidade demonstra que painéis solares semitransparentes podem ser o futuro da agricultura
-
Aos 17 anos, jovem indiano vê o tio idoso desistir de comer por causa dos tremores do Parkinson, reúne sensores, motores, microcontroladores e uma impressora 3D e cria colher inteligente que compensa os movimentos involuntários da mão
-
Defesa Civil de Santa Catarina emitiu alerta vermelho de tempestade severa às 19h31 do domingo (30) e colocou 18 cidades do Oeste catarinense, entre elas Chapecó, Xanxerê e Xaxim, sob risco muito alto de raios, rajadas de vento, granizo e alagamentos por uma hora, até as 20h31
-
Adeus, chuveiro elétrico: Xiaomi vai além dos celulares e lança aquecedor a gás inteligente que entrega 16 litros de água quente por minuto, dispensa dreno extra de condensação, mas só está disponível na China
Segundo Zatz, famílias que reúnem vários centenários têm importância especial para esse tipo de investigação porque aumentam a precisão na busca por genes associados à longevidade.
A equipe pretende reunir dados de 500 centenários para chegar a conclusões mais robustas sobre os fatores biológicos envolvidos no envelhecimento.

Família com três centenárias oferece caso raro para pesquisas sobre envelhecimento
O interesse científico ocorre paralelamente ao reconhecimento da longevidade excepcional das três brasileiras.
Levita, Zoraide e Zulina tiveram suas idades validadas depois de uma análise documental conduzida pela LongeviQuest, organização especializada na pesquisa e certificação de casos de longevidade extrema.
Juntas, as irmãs alcançam 316 anos, formando uma combinação excepcional de longevidade dentro de uma mesma família.
Registros desse tipo também fornecem informações importantes para pesquisas relacionadas ao envelhecimento humano, principalmente quando diferentes pessoas centenárias possuem vínculos familiares próximos.
Além de conduzir pesquisas e certificações na área, a LongeviQuest é parceira oficial do Guinness World Records na análise de casos de longevidade extrema.
As três brasileiras passaram oficialmente a integrar os registros do Guinness World Records em 23 de junho.
Documentos confirmaram idade combinada de 316 anos
A história das irmãs chegou à LongeviQuest após uma homenagem publicada nas redes sociais pelos 108 anos de Levita.
A partir dessa publicação, começou um processo de investigação destinado a comprovar oficialmente as idades das três mulheres.
Foram confrontadas certidões de nascimento, batismo e casamento, além de carteiras de trabalho e documentos atuais de identificação.
A validação foi conduzida pela brasileira Iara Souza e pelo americano Gabriel Ainsworth.
O cruzamento dessas informações confirmou as datas de nascimento e levou ao reconhecimento de Levita, Zoraide e Zulina como o trio de irmãos vivos mais longevo do mundo.
Infância no interior de Sergipe também chama atenção na trajetória das irmãs
As três nasceram em Cedro de São João, no interior de Sergipe, onde cresceram em uma família de oito filhos.
A infância foi marcada por uma rotina rural e pelo consumo de alimentos produzidos dentro da própria propriedade.
O leite consumido pela família era retirado das vacas e cabras criadas pelo pai. Frutas, verduras e legumes vinham do quintal, enquanto o milho era ralado manualmente para preparar o cuscuz.
Ao falarem sobre os próprios anos de vida, as irmãs relacionam a trajetória centenária à vida simples, à tranquilidade e à proximidade com a natureza desde a infância.
Cada uma apresenta ainda sua própria explicação sobre o assunto.
Zulina resume sua filosofia na frase: “O segredo é saber viver”.
Zoraide afirma que é preciso viver tranquilamente, não fazer mal aos outros e pensar no dia seguinte.
Levita, a mais velha das três, relaciona os muitos anos de vida à espiritualidade e considera sua longevidade uma “graça a Deus”.
De Sergipe ao Rio, três irmãs atravessaram diferentes gerações
Embora tenham nascido e crescido no interior sergipano, Levita, Zoraide e Zulina se mudaram para o Rio de Janeiro em diferentes momentos da vida adulta.
Na capital fluminense, construíram suas famílias e estabeleceram novas raízes.
Atualmente, vivem cercadas por filhos, netos, bisnetos e tataranetos, reunindo diferentes gerações em torno das três irmãs centenárias.
Agora, além do reconhecimento pela idade, a família também se tornou objeto de interesse científico.
A participação das três irmãs na pesquisa liderada por Mayana Zatz permite analisar características genéticas compartilhadas por pessoas da mesma família que chegaram a idades superiores aos 100 anos.
Com amostras de DNA e a ampliação prevista da pesquisa para 500 centenários, os cientistas buscam reunir informações que possam contribuir para a compreensão dos fatores biológicos envolvidos na longevidade humana.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações da LongeviQuest e do Guinness World Records presentes no material fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.


