Enzo Bard, de 11 anos, começou usando ingredientes da despensa para produzir pavês vendidos a R$ 5 no Rio de Janeiro. Após vender mais de 100 unidades e arrecadar R$ 500, somou o valor às doações de vizinhos e ajudou a montar quase 100 cestas básicas para famílias locais carentes.
Enzo Bard, então com 11 anos, começou a preparar pavês dentro de casa e vendê-los no condomínio onde morava, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. A iniciativa nasceu durante o isolamento social provocado pela Covid-19 e tinha como objetivo ajudar famílias da comunidade do Coroado que enfrentavam dificuldades financeiras.
As informações foram publicadas pelo Só Notícia Boa em 26 de maio de 2020, em texto de Rinaldo de Oliveira. Estudante da sexta série do Ensino Fundamental, Enzo começou usando ingredientes disponíveis na própria despensa, vendeu mais de 100 sobremesas por R$ 5 cada e havia arrecadado R$ 500 para ajudar na montagem de cestas básicas.
Enzo decidiu agir após ver famílias sem emprego durante o isolamento
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Enzo se sensibilizou com pessoas que estavam sem emprego enquanto estabelecimentos permaneciam fechados e decidiu usar uma atividade que gostava de fazer para levantar recursos.
Pavê era a sobremesa favorita do menino de 11 anos

A escolha do produto vendido surgiu da própria rotina de Enzo.
O garoto passou a preparar pavês, sua sobremesa favorita, e a oferecer as unidades aos moradores do condomínio onde vivia.
Primeiras sobremesas foram feitas com ingredientes da despensa

O projeto começou sem uma estrutura comercial previamente montada.
Enzo utilizava inicialmente os ingredientes que já existiam na despensa de casa. Depois que as vendas começaram, passou a separar uma parte do dinheiro recebido para comprar novos ingredientes e manter a produção.
Cada pavê era vendido por R$ 5
O preço definido para cada sobremesa era de R$ 5.
A renda obtida não ficava integralmente com o menino. Depois de reservar o necessário para continuar produzindo, o restante era direcionado à iniciativa de compra de alimentos.
Mais de 100 pavês foram vendidos
A ação começou dentro do próprio condomínio, mas passou a alcançar moradores de prédios vizinhos.
Enzo já havia vendido mais de 100 pavês quando a história foi publicada, ampliando a clientela conforme outras pessoas conheciam a iniciativa.
WhatsApp levou pedidos para outros condomínios
A divulgação ocorreu principalmente entre os próprios moradores.
Segundo Sérgio, pai de Enzo, a venda começou no condomínio da família e acabou chegando a outros prédios depois que as pessoas souberam da ação pelo WhatsApp.
Vendas renderam R$ 500 para ajudar nas cestas

Enzo informou que havia conseguido arrecadar R$ 500 com a venda dos pavês.
O dinheiro foi direcionado à compra de produtos para as cestas básicas, enquanto os pais ajudavam na organização e complementação dos alimentos necessários.
Vizinhos passaram a doar alimentos em uma caixa
A mobilização não ficou restrita às compras dos pavês.
A mãe de Enzo, a professora Michelle Bard, contou que uma caixa foi colocada no condomínio para que moradores também pudessem contribuir diretamente com alimentos.
As doações eram reunidas ao dinheiro arrecadado pelo menino antes da montagem das cestas.
Família complementava produtos necessários para montar as doações
Os pais participavam da organização da iniciativa.
Michelle explicou que os alimentos deixados pelos vizinhos eram somados aos recursos das vendas e, quando necessário, a família completava o que faltava para formar as cestas básicas.
Quase 100 cestas já haviam sido entregues
A mãe estimou que quase 100 cestas básicas já haviam sido doadas desde o início da iniciativa.
A família também recebia pães, que eram levados junto com outros alimentos para as pessoas atendidas.
Doações eram destinadas à comunidade do Coroado

Os alimentos seguiam para a comunidade do Coroado, localizada na zona oeste do Rio de Janeiro, próxima ao Recreio dos Bandeirantes.
Michelle descreveu a área como uma comunidade muito carente e relatou a existência de moradias em condições precárias.
Enzo participava pessoalmente das entregas
O envolvimento do menino não terminava depois da preparação e venda dos pavês.
Com a ajuda dos pais, Enzo participava pessoalmente da entrega das cestas básicas às famílias atendidas pela mobilização.
Pais já realizavam trabalhos sociais havia anos
A solidariedade fazia parte da rotina familiar antes da iniciativa dos pavês.
Sérgio contou que ele e Michelle já desenvolviam trabalhos sociais e colaboravam com ações de Natal. O pai também se vestia de Papai Noel todos os anos nessas atividades.
Enzo acompanhava ações sociais havia cinco anos
O menino já participava desse ambiente desde mais novo.
Segundo o pai, Enzo acompanhava a família em trabalhos sociais havia cinco anos, experiência anterior à decisão de começar a produzir sobremesas para arrecadar recursos.
Sérgio também era responsável por administrar os valores obtidos pelo filho.
Receita do pavê permaneceu em segredo
Enzo não divulgou a receita usada na preparação da sobremesa.
Ao explicar o que considerava importante no preparo, o menino resumiu sua forma de trabalhar destacando amor, carinho e dedicação ao que estava fazendo.
Mobilização uniu vendas, vizinhos e família para chegar a quase 100 cestas
A iniciativa iniciada com ingredientes disponíveis em casa cresceu à medida que moradores passaram a comprar os pavês e contribuir também com alimentos.
Com mais de 100 unidades vendidas por R$ 5, R$ 500 arrecadados e participação dos pais e vizinhos, Enzo ajudou a transformar a produção das sobremesas em quase 100 cestas básicas destinadas a famílias da comunidade do Coroado.
Na sua opinião, o que mais chama atenção na iniciativa de Enzo Bard: começar aos 11 anos com ingredientes da própria despensa, mobilizar os vizinhos ou participar pessoalmente das entregas às famílias? Deixe sua opinião nos comentários.

