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260.000 litros de água por segundo: equivalente a 137 piscinas olímpicas por hora, e duas bombas detentoras de recordes mundiais do Guinness

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 29/08/2026 às 08:21 Atualizado em 29/08/2026 às 10:02
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Sistema construído em IJmuiden retira o excesso de água do oeste dos Países Baixos, mas envelhecimento dos equipamentos e avanço do nível do mar exigem uma estrutura com capacidade 58% maior.

A maior estação de bombeamento da Europa está localizada em IJmuiden, nos Países Baixos, e consegue retirar até 260 mil litros de água por segundo. Essencial para proteger cerca de 4 milhões de pessoas, o complexo será substituído por uma estrutura maior, projetada para alcançar 410 mil litros por segundo.

Instalada na ligação entre o Canal do Mar do Norte e o Mar do Norte, a estação ajuda a controlar o nível da água em uma extensa área do oeste neerlandês. Amsterdam, Utrecht, o Aeroporto de Schiphol, áreas agrícolas e importantes redes de transporte estão dentro da região atendida.

O sistema atual, inaugurado em 1975, está envelhecido e não terá capacidade suficiente para enfrentar as condições esperadas nas próximas décadas. O governo neerlandês estima que a construção de uma nova estação poderá custar entre € 1,4 bilhão e € 2,3 bilhões.

Estação de bombeamento pode retirar 260 mil litros por segundo

O complexo de IJmuiden utiliza duas formas principais para retirar o excesso de água dos canais. Quando o nível do Mar do Norte está mais baixo, a água escoa naturalmente por grandes canais de descarga. Quando o mar está mais alto, entram em funcionamento as seis bombas da estação.

Segundo o Rijkswaterstaat, órgão responsável pela infraestrutura hídrica dos Países Baixos, as bombas possuem capacidade máxima conjunta de 260 metros cúbicos por segundo. Isso corresponde a 260 mil litros retirados a cada segundo.

Os sete canais usados no escoamento por gravidade alcançam capacidade máxima ainda maior, de 700 metros cúbicos por segundo. A utilização de cada sistema depende principalmente da diferença entre os níveis da água no canal e no mar.

Aproximadamente 3 bilhões de metros cúbicos de água são enviados ao Mar do Norte todos os anos. O volume corresponde a cerca de 1,8 milhão de piscinas olímpicas, ou uma média equivalente a 137 piscinas por hora.

Esse resultado não significa que as bombas funcionem permanentemente em sua potência máxima. A comparação considera todo o volume anual eliminado pelo complexo, dividido entre o bombeamento mecânico e o escoamento natural.

Sistema protege Amsterdam, Utrecht e Schiphol

A área atendida diretamente pelo complexo alcança aproximadamente 2.300 quilômetros quadrados. Quando são consideradas as regiões que enviam água por outros canais e estruturas, a cobertura indireta chega a 4 mil quilômetros quadrados.

A estrutura controla o excesso de água proveniente dos canais Amsterdam-Reno e do Mar do Norte. Também integra a barreira primária contra o avanço do mar.

De acordo com a página oficial do projeto de modernização, aproximadamente 4 milhões de moradores dependem do funcionamento do complexo para reduzir os riscos de alagamentos.

Sem a retirada adequada da água durante períodos de chuvas intensas, grandes áreas poderiam ser inundadas. Entre as possíveis consequências apresentadas pelo órgão estão prejuízos à agricultura, indústria, navegação, estradas, rede elétrica, natureza e produção de água potável.

O nível dos canais também precisa permanecer suficientemente estável para permitir que embarcações circulem com segurança e passem sob as pontes. Por isso, a estação desempenha funções que vão além da prevenção imediata de enchentes.

Nível do mar reduzirá escoamento por gravidade

O principal desafio para o futuro é a elevação do nível do mar. Atualmente, parte considerável da água pode ser eliminada sem bombas quando o Mar do Norte está abaixo do nível dos canais.

A projeção oficial é que essas oportunidades de escoamento natural se tornem cada vez menos frequentes. Em determinadas condições meteorológicas, já é necessário depender exclusivamente das bombas.

Ao mesmo tempo, diferentes componentes do complexo estão chegando ao final de sua vida técnica. As quatro bombas mais antigas são de 1975, enquanto o sistema de operação, controle e segurança também precisa ser renovado.

Até que a substituição seja executada, o Rijkswaterstaat informou que realizará manutenção adicional nas bombas, canais de descarga e passagens de água. O complexo também receberá um novo sistema de operação e controle.

Nova estrutura terá capacidade 58% maior

Em fevereiro de 2026, o Rijkswaterstaat anunciou que três alternativas continuavam na fase de planejamento. Todas preveem a construção de uma instalação inteiramente nova, em vez da simples reforma da estação existente.

A capacidade planejada subirá dos atuais 260 para 410 metros cúbicos por segundo, aumento aproximado de 58%. As alternativas diferem principalmente pela localização da nova construção e pela maneira como a obra será executada.

O complexo precisará continuar funcionando durante os trabalhos. As três opções também consideram uma vida estrutural de 100 anos, espaço para futuras ampliações e medidas para aumentar a segurança dos peixes que atravessam a região.

Conforme a carta enviada pelo ministro R. Tieman ao Parlamento neerlandês, desenvolver e construir a nova estação levará pelo menos dez anos. A estimativa preliminar de investimento varia de € 1,4 bilhão a € 2,3 bilhões.

Os valores ainda serão detalhados conforme o projeto avançar. A decisão definitiva sobre o financiamento da construção caberá ao novo governo dos Países Baixos.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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