Sistema construído em IJmuiden retira o excesso de água do oeste dos Países Baixos, mas envelhecimento dos equipamentos e avanço do nível do mar exigem uma estrutura com capacidade 58% maior.
A maior estação de bombeamento da Europa está localizada em IJmuiden, nos Países Baixos, e consegue retirar até 260 mil litros de água por segundo. Essencial para proteger cerca de 4 milhões de pessoas, o complexo será substituído por uma estrutura maior, projetada para alcançar 410 mil litros por segundo.
Instalada na ligação entre o Canal do Mar do Norte e o Mar do Norte, a estação ajuda a controlar o nível da água em uma extensa área do oeste neerlandês. Amsterdam, Utrecht, o Aeroporto de Schiphol, áreas agrícolas e importantes redes de transporte estão dentro da região atendida.
O sistema atual, inaugurado em 1975, está envelhecido e não terá capacidade suficiente para enfrentar as condições esperadas nas próximas décadas. O governo neerlandês estima que a construção de uma nova estação poderá custar entre € 1,4 bilhão e € 2,3 bilhões.
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Estação de bombeamento pode retirar 260 mil litros por segundo
O complexo de IJmuiden utiliza duas formas principais para retirar o excesso de água dos canais. Quando o nível do Mar do Norte está mais baixo, a água escoa naturalmente por grandes canais de descarga. Quando o mar está mais alto, entram em funcionamento as seis bombas da estação.
Segundo o Rijkswaterstaat, órgão responsável pela infraestrutura hídrica dos Países Baixos, as bombas possuem capacidade máxima conjunta de 260 metros cúbicos por segundo. Isso corresponde a 260 mil litros retirados a cada segundo.
Os sete canais usados no escoamento por gravidade alcançam capacidade máxima ainda maior, de 700 metros cúbicos por segundo. A utilização de cada sistema depende principalmente da diferença entre os níveis da água no canal e no mar.
Aproximadamente 3 bilhões de metros cúbicos de água são enviados ao Mar do Norte todos os anos. O volume corresponde a cerca de 1,8 milhão de piscinas olímpicas, ou uma média equivalente a 137 piscinas por hora.
Esse resultado não significa que as bombas funcionem permanentemente em sua potência máxima. A comparação considera todo o volume anual eliminado pelo complexo, dividido entre o bombeamento mecânico e o escoamento natural.
Sistema protege Amsterdam, Utrecht e Schiphol
A área atendida diretamente pelo complexo alcança aproximadamente 2.300 quilômetros quadrados. Quando são consideradas as regiões que enviam água por outros canais e estruturas, a cobertura indireta chega a 4 mil quilômetros quadrados.
A estrutura controla o excesso de água proveniente dos canais Amsterdam-Reno e do Mar do Norte. Também integra a barreira primária contra o avanço do mar.
De acordo com a página oficial do projeto de modernização, aproximadamente 4 milhões de moradores dependem do funcionamento do complexo para reduzir os riscos de alagamentos.
Sem a retirada adequada da água durante períodos de chuvas intensas, grandes áreas poderiam ser inundadas. Entre as possíveis consequências apresentadas pelo órgão estão prejuízos à agricultura, indústria, navegação, estradas, rede elétrica, natureza e produção de água potável.
O nível dos canais também precisa permanecer suficientemente estável para permitir que embarcações circulem com segurança e passem sob as pontes. Por isso, a estação desempenha funções que vão além da prevenção imediata de enchentes.
Nível do mar reduzirá escoamento por gravidade
O principal desafio para o futuro é a elevação do nível do mar. Atualmente, parte considerável da água pode ser eliminada sem bombas quando o Mar do Norte está abaixo do nível dos canais.
A projeção oficial é que essas oportunidades de escoamento natural se tornem cada vez menos frequentes. Em determinadas condições meteorológicas, já é necessário depender exclusivamente das bombas.
Ao mesmo tempo, diferentes componentes do complexo estão chegando ao final de sua vida técnica. As quatro bombas mais antigas são de 1975, enquanto o sistema de operação, controle e segurança também precisa ser renovado.
Até que a substituição seja executada, o Rijkswaterstaat informou que realizará manutenção adicional nas bombas, canais de descarga e passagens de água. O complexo também receberá um novo sistema de operação e controle.
Nova estrutura terá capacidade 58% maior
Em fevereiro de 2026, o Rijkswaterstaat anunciou que três alternativas continuavam na fase de planejamento. Todas preveem a construção de uma instalação inteiramente nova, em vez da simples reforma da estação existente.
A capacidade planejada subirá dos atuais 260 para 410 metros cúbicos por segundo, aumento aproximado de 58%. As alternativas diferem principalmente pela localização da nova construção e pela maneira como a obra será executada.
O complexo precisará continuar funcionando durante os trabalhos. As três opções também consideram uma vida estrutural de 100 anos, espaço para futuras ampliações e medidas para aumentar a segurança dos peixes que atravessam a região.
Conforme a carta enviada pelo ministro R. Tieman ao Parlamento neerlandês, desenvolver e construir a nova estação levará pelo menos dez anos. A estimativa preliminar de investimento varia de € 1,4 bilhão a € 2,3 bilhões.
Os valores ainda serão detalhados conforme o projeto avançar. A decisão definitiva sobre o financiamento da construção caberá ao novo governo dos Países Baixos.

