Novo Jeep Renegade chega com versão elétrica, plataforma inédita e visual retrô reforçado, enquanto o modelo atual ganha atualização híbrida no Brasil.
Depois de uma década como um dos SUVs compactos mais conhecidos do mercado, o Jeep Renegade se prepara para ganhar uma nova geração, com plataforma inédita, versão elétrica com cerca de 240 cv e autonomia estimada de 480 km, além de manter o estilo quadrado e o tradicional DNA 4×4 da marca.
Ao mesmo tempo, a atual geração seguirá em linha em mercados como o Brasil com um facelift híbrido e câmbio automatizado de dupla embreagem E-DCT previsto para 2026.
Plataforma STLA Small e dimensões preservadas
O chefe de planejamento de produto da Jeep na Europa, Marco Montepeloso, adiantou que o sucessor do Renegade não terá mudanças radicais de tamanho em relação ao modelo atual.
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A proposta é preservar o porte compacto que tornou o SUV reconhecido, mas com melhor aproveitamento interno de espaço.
Hoje, o Renegade brasileiro mede cerca de 4,26 metros de comprimento, tem 2,57 m de entre-eixos e oferece 320 litros de porta-malas, números abaixo dos principais concorrentes diretos no segmento de SUVs compactos.
A nova geração migrará para a arquitetura STLA Small, evolução da base CMP usada em modelos da Stellantis como o próprio Jeep Avenger, em substituição à plataforma Small Wide 4×4.
A nova base foi projetada para acomodar conjuntos híbridos e versões totalmente elétricas, com ganhos de espaço interno e eficiência.
Na prática, a combinação de dimensões semelhantes com uma plataforma mais moderna deve favorecer o espaço para pernas e joelhos no banco traseiro e permitir um porta-malas mais funcional que o atual, embora os números definitivos ainda não tenham sido divulgados pela fabricante.
Convivência com o Avenger e perfis de público distintos
Mesmo com a chegada do Avenger à gama global, Montepeloso reforça que o novo Renegade continuará com espaço próprio na linha Jeep.

Segundo o executivo, o Avenger mira quem busca um SUV mais compacto, enquanto o Renegade segue voltado a famílias em início de formação e clientes que precisam de mais versatilidade no dia a dia.
“Isso não é novidade. Vendemos o Avenger e o Renegade juntos nos últimos três anos [na Europa], e o ótimo desempenho do Avenger se deu com o Renegade ao lado”, afirmou o executivo.
Para ele, “não há risco de canibalização” porque os dois modelos atendem necessidades distintas.
O Jeep Avenger mede cerca de 4,08 m de comprimento e tem entre-eixos em torno de 2,56 m, ficando abaixo do Renegade em porte, mas com porta-malas maior, próximo de 380 litros.
O modelo já é produzido na Europa e teve a produção em Porto Real (RJ) confirmada para 2026, quando passará a atuar como o Jeep de entrada no mercado brasileiro.
Visual retrô e identidade 4×4 reforçada
No visual, a próxima geração do Renegade se afastará da linguagem mais fluida do Compass e reforçará a identidade retrô que sempre marcou o modelo.
A Jeep pretende manter a carroceria de linhas quadradas, a frente verticalizada e elementos clássicos como a grade de sete fendas, aproximando o SUV urbano dos modelos off-road tradicionais da marca.
Referências a veículos históricos da Jeep e ao elétrico Recon deverão aparecer em para-choques, para-lamas e assinatura luminosa.
Projeções independentes publicadas por estúdios de design automotivo ajudam a antecipar essas linhas, mas o desenho final ainda depende da apresentação oficial.
O estilo mais robusto continuará associado à oferta de versões 4×4, consideradas essenciais para preservar o posicionamento da marca.
Mesmo nas variantes eletrificadas, a Jeep tem reiterado que pretende manter ao menos uma opção com tração integral e recursos para uso fora de estrada.
Motores híbridos, versão elétrica e liberdade de escolha
Com a adoção da plataforma STLA Small, o novo Renegade terá um leque amplo de propulsão.
A Jeep já confirmou que a linha contará com sistemas híbridos e com uma versão totalmente elétrica, seguindo o conceito de “liberdade de escolha” defendido pela marca para se adaptar a diferentes legislações e perfis de uso.
Fontes ligadas aos planos da Stellantis indicam que a variante elétrica deverá entregar cerca de 240 cv de potência e autonomia aproximada de 480 km no ciclo WLTP.
Esses dados ainda aparecem em comunicados gerais e projeções de mercado, sem ficha técnica definitiva divulgada.

Além da configuração a bateria, a gama deve incluir motores a combustão com sistemas híbridos leves (MHEV) e possivelmente híbridos plug-in.
A oferta de tração dianteira ou integral e diferentes calibrações de desempenho deve variar conforme o mercado.
Facelift híbrido e câmbio E-DCT no Renegade brasileiro
Enquanto a nova geração não estreia, o Renegade produzido no Brasil passará por mais uma atualização.
A partir de 2026, o SUV receberá seu terceiro facelift, com retoques de estilo em para-choques, grade e rodas, além de atualizações internas para manter o produto competitivo até a chegada do sucessor.
O destaque estará no novo conjunto híbrido leve de 48 volts, que será combinado ao motor 1.3 turbo T270 já presente no modelo.
O sistema somará ao menos um motor elétrico integrado ao câmbio e outro atuando como gerador, melhorando consumo e emissões.
Nesse pacote, o Renegade brasileiro passará a usar um câmbio automatizado de dupla embreagem E-DCT de sete marchas, solução que também equipará a picape Fiat Toro em sua linha híbrida.
A transmissão permite trocas mais rápidas e melhor aproveitamento do torque do 1.3 turbo, além de integrar com mais eficiência o auxílio elétrico do sistema de 48 V.
Renegade segue relevante no Brasil
Depois de ser descontinuado na China, nos Estados Unidos e na Europa, o Renegade se mantém em produção principalmente no Brasil, de onde também é exportado para outros mercados da América do Sul.
A decisão de concentrar o modelo na fábrica de Goiana (PE) acompanha o desempenho regional do SUV e a importância do mercado brasileiro para a Jeep.
No passado, o modelo chegou a liderar o segmento de SUVs compactos no país.
Mesmo assim, segue como uma das bases do portfólio nacional, especialmente após a adoção do motor 1.3 turbo, que hoje entrega 176 cv e 27,5 kgfm de torque na linha 2025.
Com a chegada da plataforma STLA Small e a transição para propulsões híbridas e elétricas, o Renegade tende a recuperar protagonismo global na segunda metade da década.
Nesse cenário de transformações, o que deve pesar mais para você na escolha de um SUV compacto: a eletrificação, o espaço interno ou a tradição off-road associada ao nome Jeep?

A eletrificação e o 4×4.
Até hoje não entendo porque o renegade não tem o motor 1.0 turbo do grupo. Isso fez o carro ficar muito caro e despencar em vendas. E se vende, futuro é sair de linha.