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Vendedor do ES vende entre 400 e 500 brigadeiros em um único dia, mira superar R$ 1,2 mil em vendas e acelera o atendimento no semáforo ao deixar clientes levarem o doce e fazerem o pagamento por Pix somente depois, quando chegarem em casa ou ao destino

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 13/09/2026 às 14:09 Atualizado em 13/09/2026 às 14:34
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Breno Alves adotou um sistema em que o doce é entregue durante a parada dos veículos, mas a transferência pode ficar para mais tarde. A prática reduz as etapas presenciais da venda e transfere para o próprio vendedor o risco de alguns pagamentos não serem concluídos.

Entregar o brigadeiro antes de receber o dinheiro foi a forma encontrada por Breno Alves para reduzir uma etapa da venda feita entre os carros. Enquanto o sinal permanece fechado, ele oferece o produto, entrega a compra e deixa o cliente concluir o Pix depois, quando chegar em casa ou ao destino.

A rotina foi relatada por Breno em reportagem publicada pelo Tempo Novo em agosto de 2025. Na época, o vendedor afirmou comercializar entre 400 e 500 brigadeiros por dia e trabalhar com a meta de superar R$ 1,2 mil em vendas diárias no ponto em frente ao Shopping Montserrat, na Serra, no Espírito Santo.

Os números correspondem à operação descrita naquela reportagem e não devem ser lidos como resultado atualizado do negócio. O relato apresentou o funcionamento do chamado “Pix da confiança”, modelo em que a entrega ocorre antes da confirmação bancária.

Como funciona o “Pix da confiança”

Vendedor da Serra vende até 500 brigadeiros por dia e aposta no Pix da confiança para agilizar vendas no semáforo e buscar R$ 1,2 mil.
Vendedor da Serra vende até 500 brigadeiros por dia e aposta no Pix da confiança para agilizar vendas no semáforo e buscar R$ 1,2 mil.

No formato adotado por Breno, o pagamento deixa de ocupar os poucos segundos disponíveis enquanto os veículos permanecem parados. O motorista pode receber os doces imediatamente e abrir o aplicativo bancário apenas mais tarde, sem concluir a transferência durante a abordagem.

A mudança reduz o tempo necessário para concluir o contato com cada comprador no semáforo. Breno não precisa esperar o cliente acessar o banco, preencher os dados e confirmar a operação antes de seguir para outro carro.

O vendedor contou ao Tempo Novo que conheceu uma experiência semelhante utilizada por outro empreendedor e decidiu adaptar a ideia à própria rotina. Em vez de condicionar a entrega à confirmação imediata do Pix, passou a confiar que o pagamento seria feito posteriormente.

O modelo também expõe o vendedor ao risco de não receber por todas as unidades entregues. Breno afirmou que algumas pessoas levam os brigadeiros e não fazem a transferência depois, porque o produto já foi entregue quando o sinal abre e o motorista segue viagem.

Ao mesmo tempo, ele relatou casos de consumidores que enviam valores maiores do que o preço da compra e de pessoas que fazem doações. Na avaliação apresentada por Breno ao veículo, esses pagamentos ajudam a compensar parte das situações em que o dinheiro não chega.

O formato está ligado às condições da venda de rua. Diferentemente de uma loja, onde cliente e atendente podem permanecer no caixa até concluir a operação, a abordagem entre carros depende do intervalo disponível antes de o trânsito voltar a andar.

Vendedor da Serra vende até 500 brigadeiros por dia e aposta no Pix da confiança para agilizar vendas no semáforo e buscar R$ 1,2 mil.
Vendedor da Serra vende até 500 brigadeiros por dia e aposta no Pix da confiança para agilizar vendas no semáforo e buscar R$ 1,2 mil.

Nesse intervalo, ficam concentradas as etapas que precisam ocorrer presencialmente: a oferta, a decisão do comprador e a entrega do produto. A transferência bancária é separada desse contato e pode ser realizada quando o cliente já estiver fora do trânsito.

Parceria divide produção e venda

O Nobrigadeiro Gourmet foi criado por Breno em parceria com Lucas Nobre. Quando a história foi publicada pelo Tempo Novo, os dois estavam havia cerca de três meses trabalhando juntos no negócio, baseado na produção artesanal e na venda direta aos consumidores.

As funções foram divididas entre os sócios. Breno ficou responsável pelas vendas e pela comunicação com os clientes, enquanto Lucas assumiu a produção dos brigadeiros em casa.

Com essa divisão, Lucas cuidava da fabricação e Breno permanecia voltado à comercialização. A rotina descrita pelo vendedor envolvia levar ao semáforo quantidade suficiente para atender um volume que, nos dias relatados, chegava à faixa de 400 a 500 brigadeiros.

A entrada no negócio ocorreu depois de uma mudança profissional. Breno contou que havia trabalhado para outras pessoas, passou por um período de desemprego e buscou uma nova fonte de renda, também ligada ao objetivo de melhorar as condições financeiras da família e oferecer mais qualidade de vida à filha.

Vendedor da Serra vende até 500 brigadeiros por dia e aposta no Pix da confiança para agilizar vendas no semáforo e buscar R$ 1,2 mil.
Vendedor da Serra vende até 500 brigadeiros por dia e aposta no Pix da confiança para agilizar vendas no semáforo e buscar R$ 1,2 mil.

O semáforo passou a funcionar como ponto de venda temporário, com sucessivas abordagens aos motoristas durante as paradas. Nesse ambiente, o tempo disponível antes da abertura do sinal determina quanto da transação precisa ocorrer diante do cliente e quanto pode ser deixado para depois.

Negócio avançou para outros produtos e pontos de venda

Além dos brigadeiros, Breno e Lucas passaram a produzir tortas salgadas. A dupla também relatou ter firmado parcerias com restaurantes e outros pontos comerciais, levando os produtos a canais diferentes da comercialização feita diretamente entre os veículos.

As novas frentes não haviam substituído o trabalho no sinal no período retratado. Breno afirmou que as vendas realizadas ali continuavam importantes para avançar em direção ao objetivo maior mantido pela dupla.

O plano apresentado pelos empreendedores era abrir uma confeitaria própria em Colinas de Laranjeiras, com estrutura para comercializar bolos, tortas, empadões e outros produtos. Na etapa descrita pela reportagem, porém, a loja ainda era um projeto, enquanto a produção artesanal, as parcerias e as vendas de rua sustentavam a operação.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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