Gilmar Ribeiro descobriu o caixão na quarta-feira (8) em Três Barras, no Litoral Norte de Santa Catarina. A Polícia Civil abriu o caixão, confirmou que havia restos mortais de um adulto e recolheu material pra análise de DNA. A esposa dele gravou vídeo mostrando o marido tomando sol ao lado da área isolada pela polícia
Imagine a cena. Você acabou de se mudar pra uma casa nova. Faz uma semana. O quintal tem terra boa. Você decide fazer uma hortinha. Pega a enxada, começa a cavar. E encontra um caixão.
Não é filme. Não é série de terror. É o que aconteceu com Gilmar Ribeiro, morador de Três Barras, no Litoral Norte de Santa Catarina, na última quarta-feira, 8 de abril de 2026.
O caixão era artesanal. Tinha uma cruz fixada na tampa. E quando a Polícia Civil chegou e abriu, confirmou o que ninguém queria ouvir: havia uma ossada humana lá dentro. Aparentemente de um adulto.
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O que a polícia encontrou
Os policiais isolaram a área do quintal e recolheram a ossada pra realizar análise forense e coleta de material genético. O objetivo é identificar quem era a pessoa enterrada ali e tentar determinar há quanto tempo os restos estavam no local.
Na sexta-feira (10), a equipe da Polícia Civil voltou ao terreno pra recolher mais vestígios. Não há informações públicas sobre suspeitos ou circunstâncias da morte. A investigação está em andamento.
O que se sabe até agora é que o caixão não era industrializado. Era feito de madeira, montado de forma artesanal, com uma cruz presa na parte de cima. Isso sugere que o enterro foi feito por alguém que preparou o sepultamento com algum tipo de cuidado, mas fora de qualquer cemitério ou registro oficial.
O morador que ficou
A parte da história que fez o caso viralizar não é o caixão. É o que Gilmar fez depois.
Ele ficou.
A esposa dele, Sandra Francelino dos Santos, gravou um vídeo nas redes sociais mostrando a área isolada pela polícia no quintal. No vídeo, Gilmar aparece ao lado da faixa de isolamento, tomando sol normalmente.
“Aqui está o local isolado, onde foi encontrado o cadáver. Meu marido continua ali trabalhando, tomando o solzinho dele, a vitamina D…”, narrou Sandra com bom humor. E completou: “E tomara que não encontre outro caixão, né amor? E que a vida volte à normalidade.”
Sandra contou que vizinhos e internautas perguntam se eles estão com medo e se pretendem se mudar. A resposta foi não. O casal pretende continuar na casa. A horta, provavelmente, vai ter que esperar.
Por que isso acontece
Enterros clandestinos em quintais e terrenos não são tão raros quanto parecem no Brasil. Em áreas rurais e periurbanas, especialmente em décadas passadas, era relativamente comum que pessoas fossem enterradas em propriedades privadas, às vezes por falta de acesso a cemitérios, às vezes por motivos que a polícia precisa investigar.
Três Barras é uma cidade pequena. Fica no Litoral Norte de Santa Catarina, entre Joinville e São Francisco do Sul. O tipo de lugar onde terrenos mudam de dono ao longo dos anos sem que a história completa do local acompanhe a escritura.
Gilmar comprou a casa sem saber o que tinha embaixo da terra. E agora a Polícia Civil tenta reconstruir uma história que pode ter décadas, começando pela análise dos ossos e do material genético encontrado dentro de um caixão de madeira com uma cruz, enterrado no quintal de uma casa onde um homem só queria plantar alface.
Com informações do Diário do Comércio e g1.

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