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Três irmãos passam por 16 lares de acolhimento em apenas quatro anos até pai solteiro que já havia criado três filhos conhecer a história, decidir receber todos juntos e encerrar uma sequência de mudanças iniciada ainda na infância

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Escrito por Geovane Souza Publicado em 01/09/2026 às 23:18 Atualizado em 01/09/2026 às 23:19
Pai solteiro adota três irmãos após crianças passarem por 16 lares de acolhimento em quatro anos nos Estados Unidos
Pai solteiro adota três irmãos após crianças passarem por 16 lares de acolhimento em quatro anos nos Estados Unidos. (Foto: Darryl Andersen)
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Miquel, Willis e Nevaeh entraram no sistema de acolhimento dos Estados Unidos em 2016 e chegaram a passar por 16 diferentes colocações antes da adoção, concluída em outubro de 2020. Darryl Andersen, de Utah, já tinha criado três filhos e decidiu ampliar a família depois de conhecer a situação dos irmãos e perceber que mantê-los juntos seria parte essencial da decisão.

Três irmãos que passaram boa parte da infância mudando de um lar de acolhimento para outro encontraram uma família permanente em Vernal, no estado norte-americano de Utah. Miquel, Willis e Nevaeh tinham 4, 6 e 9 anos quando foram adotados juntos por Darryl Andersen, pai solteiro que já havia criado três filhos.

O caso aconteceu em 2020 e ganhou repercussão após uma reportagem da emissora local KSL News. Os irmãos estavam sob cuidados do sistema de acolhimento desde 2016 e, nesse intervalo, passaram por 16 diferentes colocações, incluindo casas de famílias acolhedoras e residências coletivas. Reproduções posteriores da reportagem confirmam que a adoção foi finalizada em outubro de 2020.

A quantidade de mudanças é um dos elementos centrais da história. Não se tratava, como algumas versões publicadas posteriormente sugeriram, de 16 famílias que simplesmente “rejeitaram” as crianças. O relato atribuído à KSL fala em 16 colocações dentro do sistema de acolhimento, algumas delas em lares coletivos, durante aproximadamente quatro anos.

Irmãos entraram no sistema em 2016 e passaram a depender cada vez mais uns dos outros

Miquel, Willis e Nevaeh chegaram ao sistema de foster care dos Estados Unidos em 2016. À medida que eram transferidos, uma relação permaneceu constante: a que existia entre os três irmãos.

Ao falar sobre o período, Andersen contou à KSL que as crianças eram muito próximas justamente porque, depois de tantas mudanças, frequentemente só tinham umas às outras como referência permanente.

A preocupação em preservar esse vínculo vai além daquele caso específico. A Utah Foster Care, organização que atua com famílias acolhedoras no estado, afirma que existe necessidade especial de casas capazes de receber grupos de irmãos. A entidade explica que separar crianças dos pais e, posteriormente, também dos irmãos pode acrescentar uma nova ruptura a uma experiência que já envolve perdas e mudanças profundas.

A própria regulamentação de Utah estabelece que grupos de irmãos não devem ser separados sempre que isso for possível e compatível com o bem-estar das crianças. Quando a adoção conjunta não é viável, as normas estaduais preveem esforços para preservar o contato entre eles.

No caso de Miquel, Willis e Nevaeh, apesar das sucessivas transferências, os três permaneceram juntos.

Pai solteiro já tinha criado três filhos quando decidiu começar novamente

Pai solteiro já tinha criado três filhos quando decidiu começar novamente
Darryl Andersen consultou os filhos adultos antes de decidir adotar os três irmãos juntos (Foto: Darryl Andersen)

Darryl Andersen vivia em Vernal e tinha três filhos de uma relação anterior, já crescidos quando começou a considerar a possibilidade de adotar. Segundo os relatos publicados a partir da entrevista concedida à KSL, ele conversou com os próprios filhos antes de seguir adiante com a decisão.

A história dos três irmãos mudou a dimensão do plano. Em vez de receber apenas uma criança, Andersen passou a considerar uma adoção conjunta.

Uma das perguntas que ele fez durante a entrevista resume o que pesou na escolha: “Quando chega o Natal, para onde eles vão?” A preocupação era com crianças que atravessavam aniversários, feriados e outros momentos sem saber qual seria o próximo endereço permanente.

Andersen também associou a escolha à ideia de devolver parte das oportunidades que havia recebido durante a própria vida. Ele já conhecia a rotina de criar filhos e decidiu recomeçar justamente quando seus três primeiros filhos estavam adultos.

O resultado foi uma mudança expressiva dentro de casa. De pai de três filhos já crescidos, passou novamente à rotina diária com três crianças de 4, 6 e 9 anos.

Adoção dos três irmãos foi concluída em outubro de 2020

A adoção foi formalizada em outubro de 2020. No mês seguinte, durante o National Adoption Month nos Estados Unidos, a KSL apresentou a nova rotina da família.

As imagens mostravam uma vida doméstica que contrastava com os anos anteriores. Havia brinquedos espalhados, brincadeiras entre os irmãos e uma árvore de Natal decorada principalmente na parte de baixo porque as crianças ainda não alcançavam os galhos mais altos. Andersen havia deixado que elas próprias colocassem os enfeites.

Era justamente o tipo de situação cotidiana que ele dizia querer proporcionar. Depois de tantas mudanças, o objetivo passou a ser construir referências permanentes dentro de uma mesma casa.

O contexto nacional ajuda a dimensionar o problema. Durante o National Adoption Month de 2020, organizações ligadas ao sistema de adoção dos Estados Unidos estimavam que mais de 122 mil crianças que estavam em foster care aguardavam uma família adotiva.

Grupos de irmãos estão entre os casos que exigem famílias preparadas para receber mais de uma criança simultaneamente. Em Utah, a demanda por famílias dispostas a acolher irmãos continua sendo destacada pelos próprios serviços de foster care do estado.

Depois de 16 mudanças, as crianças passaram a ter um endereço permanente

Para Andersen, concluir a adoção não significava tentar apagar aquilo que havia acontecido antes. Ele disse que queria que as crianças entendessem que o passado existia, mas que não precisava determinar aquilo que elas poderiam fazer no futuro.

A relação entre os quatro já aparecia de forma espontânea na entrevista televisionada. Em determinado momento, os irmãos disseram ao novo pai que o amavam “mais do que a Terra” e o chamaram de um bom pai.

Meses depois, uma publicação atribuída ao próprio Andersen relatava que fazia um ano desde a chegada das crianças à casa. Ele dizia que a adoção já estava finalizada e que os três estavam felizes e saudáveis, um registro que reforçou a sequência apresentada inicialmente pela reportagem local.

A diferença mais concreta, porém, estava no endereço. Depois de 16 colocações desde 2016, os irmãos já não precisavam aguardar uma nova transferência nem enfrentar a possibilidade de serem encaminhados para famílias diferentes.

O que você acha da decisão de Andersen de adotar os três irmãos juntos em vez de receber apenas uma das crianças?

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Camila Amaral
Camila Amaral
02/09/2026 00:38

Eu acho um ato de amor e coragem. Fico feliz pelo pai e pelas crianças. desejo que Deus abençoe essa família linda.

Leila
Leila
02/09/2026 00:01

Eu acho um homem de um coração gigante. Parabéns fico feliz por ele e pelas crianças. Deus os abençoes sempre. 😍😍😍😍

Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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