Milhares de nuraghes atravessaram a Idade do Bronze e continuam entre os maiores enigmas arqueológicos do Mediterrâneo.
Uma das paisagens arqueológicas mais impressionantes da Europa fica na Sardenha, ilha do Mediterrâneo localizada a oeste da península Itálica.
Essas construções monumentais foram erguidas durante a Idade do Bronze e representam o principal legado da civilização nurágica.
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A presença desse povo na ilha ocorreu entre aproximadamente 1900 a.C. e 700 a.C., segundo registros arqueológicos.
Torres antigas lembram castelos, mas são muito mais velhas
A primeira impressão dos nuraghes da Sardenha pode confundir o visitante.
As estruturas lembram castelos medievais por causa das paredes grossas, das torres robustas e dos conjuntos cercados por muralhas.
A diferença impressiona: essas construções surgiram milênios antes da Idade Média.
A conservação das torres também chama atenção, já que muitas resistiram ao tempo quase intactas.
Esse resultado revela o alto domínio técnico dos construtores nurágicos.
Engenharia sem argamassa intriga especialistas
Os nuraghes foram construídos com grandes blocos de pedra encaixados.
Nenhuma argamassa era usada para fixar as estruturas.
O peso das pedras e o encaixe preciso garantiram estabilidade por milhares de anos.
Essa técnica reforça a importância dos nuraghes dentro da arqueologia europeia.

Função das torres ainda divide pesquisadores
Cerca de 7 mil nuraghes já foram identificados em diferentes áreas da Sardenha.
A quantidade impressiona, mas a função exata dessas construções ainda não tem consenso.
Pesquisadores discutem se elas serviam como:
- fortalezas militares;
- residências de grupos importantes;
- centros administrativos;
- templos religiosos;
- espaços com várias funções ao mesmo tempo.
O complexo de Su Nuraxi di Barumini, reconhecido pela Unesco, é o exemplo mais conhecido desse tipo de construção da Idade do Bronze.
Comércio, metais e poder na civilização nurágica
A posição estratégica da Sardenha favoreceu trocas comerciais e conflitos militares.
A civilização nurágica controlava portos e explorava reservas de cobre e chumbo.
Esse povo também importava estanho de outras regiões do Mediterrâneo.
A combinação desses metais permitia a produção de bronze para armas, joias, esculturas humanas, figuras de animais e miniaturas das próprias torres.
Aldeias cresciam ao redor dos nuraghes
Grande parte da população vivia em aldeias formadas por casas simples.
Muitas dessas moradias eram construídas ao redor dos nuraghes.
Os nurágicos não deixaram registros escritos.
Todo conhecimento disponível sobre essa sociedade depende, principalmente, das evidências arqueológicas encontradas na ilha.
Primeiros modelos surgiram antes das grandes torres
Os estudiosos classificam essas construções em três grandes grupos.
O modelo mais antigo é o protonuraghe, também conhecido como nuraghe de corredor.
Esse tipo foi erguido entre 1700 a.C. e 1500 a.C.
O formato era menos circular que o das torres posteriores.
A estrutura possuía corredores estreitos e também era construída sem argamassa.
Escadas levavam ao terraço superior, onde provavelmente existiam estruturas de madeira.
Mistério permanece após milhares de anos
Os nuraghes da Sardenha seguem entre os maiores mistérios da arqueologia mediterrânea.
Milhares de estruturas já foram estudadas, mas ainda existem dúvidas sobre defesa, religião, poder e organização social.
A ausência de textos escritos aumenta o mistério e torna cada ruína uma pista importante sobre essa civilização antiga.
O que você acha que essas torres eram de fato: fortalezas, templos ou construções usadas para várias funções ao mesmo tempo? Deixe sua opinião!
