Projeto da Torre de Jeddah atingiu 102 andares na Arábia Saudita, terá pelo menos 157 pavimentos, 59 elevadores e 530 mil metros quadrados de área útil, enquanto estrutura de concreto e fundação de cinco metros sustentam a retomada da obra após anos de atrasos e incertezas sobre sua conclusão final.
A Torre de Jeddah, em construção na cidade portuária de Jeddah, na Arábia Saudita, alcançou 102 andares e voltou a avançar em direção à altura planejada de mais de 1 quilômetro. O arranha-céu pretende ultrapassar o Burj Khalifa, de Dubai, e assumir o posto de prédio mais alto do mundo.
As informações foram publicadas pelo New Atlas em 4 de junho de 2026, com base em dados dos escritórios Adrian Smith + Gordon Gill e Thornton Tomasetti. O edifício deverá ter ao menos 157 andares, 59 elevadores e aproximadamente 530 mil metros quadrados de área interna.
Torre ultrapassou a barreira dos 100 andares

A Torre de Jeddah alcançou 102 pavimentos depois de registrar 69 andares em novembro do ano anterior. O avanço colocou o empreendimento entre o grupo restrito de edifícios que conseguiram ultrapassar a marca de 100 andares em todo o mundo.
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O ritmo recente indica uma aceleração significativa depois de um longo período de paralisações e atrasos. Apesar do novo impulso, o cronograma completo da obra não foi detalhado na fonte, e a conclusão ainda depende da continuidade das etapas estruturais e do acabamento interno.
Altura deve superar 1 quilômetro
O projeto prevê que a Torre de Jeddah ultrapasse a marca de 1 quilômetro, embora a altura definitiva não tenha sido informada. Com isso, o edifício será significativamente maior que o Burj Khalifa, atual recordista mundial, com 828 metros.
A diferença também será expressiva em relação ao One World Trade Center, em Nova York, que possui 541 metros. A escala da construção transforma cada decisão estrutural em um desafio de engenharia, especialmente diante da ação do vento e do peso acumulado pelos pavimentos.
Fundação utiliza 270 estacas profundas

A base da Torre de Jeddah é formada por uma laje de concreto com aproximadamente cinco metros de espessura. Essa estrutura distribui o peso do edifício sobre 270 estacas escavadas no terreno.
Cada estaca possui cerca de 1,8 metro de diâmetro e alcança profundidades de até 105 metros. A fundação foi dimensionada para suportar uma carga excepcional, transferindo o peso do arranha-céu para camadas mais resistentes do solo.
Concreto domina o sistema estrutural
O projeto utiliza concreto como material principal, seguindo práticas amplamente adotadas na construção civil do Oriente Médio. A solução aproveita técnicas, mão de obra e resistências de concreto já utilizadas na Arábia Saudita.
Segundo a engenharia responsável, o sistema foi desenhado para reduzir elementos desnecessários e facilitar a execução. As paredes interligadas resistem simultaneamente às cargas verticais da gravidade e aos esforços laterais provocados pelo vento.
Estrutura elimina colunas convencionais
O desenho da Torre de Jeddah não depende de uma organização tradicional baseada em colunas, contraventamentos e grandes transferências verticais. As paredes estruturais trabalham de forma integrada e distribuem os esforços por toda a edificação.
Essa configuração busca tornar a construção mais eficiente e reduzir pontos de descontinuidade. Em um prédio com mais de 1 quilômetro, qualquer transferência estrutural complexa pode aumentar peso, consumo de material e dificuldade de execução.
Forma ajuda a enfrentar a força dos ventos
Embora a fonte não detalhe todas as soluções aerodinâmicas, a forma alongada e afunilada da Torre de Jeddah está diretamente relacionada à necessidade de controlar os efeitos do vento. Quanto maior a altura, mais intensas podem ser as oscilações no topo.
A geometria variável também impede que rajadas atinjam toda a fachada da mesma maneira. O objetivo é reduzir vibrações e evitar que forças repetitivas comprometam o conforto dos ocupantes ou sobrecarreguem a estrutura.
Edifício terá pelo menos 157 andares
Os arquitetos responsáveis confirmaram que a Torre de Jeddah contará com no mínimo 157 pavimentos. O número final poderá variar conforme o desenvolvimento das fases superiores e as definições internas do projeto.
O prédio abrigará áreas residenciais, escritórios, hotel e espaços de observação. A diversidade de usos aumenta a complexidade das instalações, pois cada setor precisa de sistemas próprios de circulação, segurança, climatização e abastecimento.
Sistema prevê 59 elevadores

A circulação vertical será atendida por 59 elevadores distribuídos pela torre. Em uma construção dessa altura, os equipamentos precisam superar limitações de velocidade, pressão, distância e consumo de energia.
Viagens diretas entre o térreo e os pavimentos mais altos nem sempre são a solução mais eficiente. Edifícios superaltos costumam dividir a circulação em zonas, com pontos de transferência que organizam o deslocamento e diminuem o espaço ocupado pelos poços de elevadores.
Mirante pretende ser o mais alto do mundo
Entre as atrações previstas está um ponto de observação projetado para se tornar o mais elevado do planeta. O espaço deverá oferecer uma vista ampla de Jeddah e do litoral do Mar Vermelho.
O mirante também funciona como símbolo comercial do empreendimento. Além de gerar receitas com visitantes, a atração reforça a disputa internacional por recordes arquitetônicos e ajuda a transformar o edifício em destino turístico.
Área útil alcançará 530 mil metros quadrados
A Torre de Jeddah deverá reunir cerca de 530 mil metros quadrados de área aproveitável. Esse espaço será distribuído entre apartamentos, escritórios, hotel, áreas técnicas e setores de circulação.
Administrar uma área desse porte exige sistemas complexos de energia, água, prevenção de incêndios e evacuação. A altura torna essas operações ainda mais difíceis, pois o funcionamento depende de equipamentos capazes de atender pavimentos separados por centenas de metros.
Projeto nasceu com outro nome

Antes de ser chamada de Torre de Jeddah, a construção ficou conhecida como Kingdom Tower e, posteriormente, JEC Tower. As mudanças de nome acompanharam diferentes fases institucionais e comerciais do empreendimento.
O arranha-céu ocupa uma posição central em um projeto urbano maior planejado para Jeddah. A intenção não é erguer apenas uma torre isolada, mas utilizar o edifício como referência para uma nova área residencial, comercial e turística.
Anos de atrasos interromperam o avanço
A obra passou por um longo período de lentidão e paralisação antes da retomada recente. Esses atrasos alimentaram dúvidas sobre a viabilidade e a conclusão de um projeto com custos e desafios técnicos elevados.
Enquanto outros megaprojetos sauditas tiveram suas ambições revistas, a Torre de Jeddah voltou a demonstrar atividade constante. O avanço além dos 100 andares é o sinal mais concreto de que a construção deixou a fase de incerteza e entrou novamente em ritmo produtivo.
Arranha-céu integra estratégia saudita de transformação
A Torre de Jeddah faz parte de uma série de grandes empreendimentos associados à tentativa da Arábia Saudita de ampliar turismo, investimento imobiliário e visibilidade internacional. O país busca diversificar sua economia e reduzir a dependência histórica das receitas do petróleo.
Projetos dessa escala, porém, também levantam debates sobre custos, consumo de recursos e utilidade urbana. O recorde de altura pode gerar valor simbólico e turístico, mas seu impacto dependerá da ocupação, da integração com a cidade e da sustentabilidade da operação.
Novo recorde ainda depende da conclusão
A Torre de Jeddah já superou 100 andares, mas somente será reconhecida como o prédio mais alto do mundo depois de concluída e oficialmente medida. Até lá, o Burj Khalifa continuará ocupando o primeiro lugar entre as construções finalizadas.
Com fundação profunda, estrutura de concreto e mais de 1 quilômetro previsto, o projeto representa uma das maiores apostas da engenharia contemporânea. Você considera esse tipo de megaconstrução um avanço técnico necessário ou uma disputa cara por recordes? Compartilhe sua opinião nos comentários.

