Tiba Camargos, tetraplégico desde fevereiro de 2025, descobriu dois cistos na região da lesão medular e precisa passar por nova cirurgia. Ele pede à Anvisa autorização para receber polilaminina experimental no mesmo procedimento. O vídeo do apelo, publicado ao lado da esposa Déa, superou 11,4 milhões de visualizações no Instagram.
Thiago “Tiba” Camargos, tetraplégico desde fevereiro de 2025, descobriu dois cistos na região de sua lesão medular e precisará passar por uma nova cirurgia para retirá-los. Diante do procedimento, ele e a esposa, Déa Camargos, pedem autorização prévia da Anvisa para que a polilaminina, ainda experimental, possa ser aplicada durante a mesma intervenção.
As informações foram publicadas pelo Só Notícia Boa em 31 de agosto de 2026, em reportagem de Rinaldo de Oliveira. O casal fez o apelo em um vídeo divulgado no domingo, 30 de agosto, e a publicação já havia alcançado 11,4 milhões de visualizações no Instagram quando a matéria foi publicada.
Tiba tornou-se tetraplégico após tentar salvar o filho em 2025
O acidente que mudou a rotina de Tiba aconteceu em 9 de fevereiro de 2025.
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Segundo a fonte, ele entrou na água para salvar um dos filhos, que estava se afogando. Durante a tentativa de resgate, sofreu uma lesão cervical que o deixou tetraplégico.
Dois cistos surgiram na região da lesão medular
A nova preocupação médica apareceu depois da descoberta de dois cistos na área da lesão.
Os cistos precisam ser retirados cirurgicamente. Isso significa que a região da medula será novamente abordada durante o procedimento previsto.
Família quer aproveitar a cirurgia para aplicar polilaminina
A necessidade da operação abriu uma possibilidade que Tiba e Déa passaram a defender publicamente.
O pedido é para que a polilaminina seja aplicada no mesmo ato cirúrgico, desde que haja autorização da Anvisa antes da entrada de Tiba no centro cirúrgico.
Déa afirmou no vídeo que, como a medula estará acessível durante a cirurgia, a substância poderia ser aplicada com acompanhamento e responsabilidade médica, desde que a autorização exista previamente.
Polilaminina ainda é considerada experimental

A substância está ligada a pesquisas lideradas pela professora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A polilaminina ainda é experimental. Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou a fase 1 do estudo clínico, que, segundo a fonte, ainda não havia começado oficialmente.
Anvisa alterou regras relacionadas ao uso em abril
A fonte informa que, em abril, a Anvisa suspendeu o uso compassivo e reduziu de 90 dias para 3 dias a janela para permissão de utilização do medicamento.
Essa mudança passou a limitar o perfil de pacientes que poderia se enquadrar nos critérios atuais apresentados para o estudo.
Critérios atuais consideram lesões com menos de 72 horas
A nova janela citada na reportagem prevê pacientes entre 18 e 72 anos.
Entre os demais critérios apresentados estão lesões agudas completas da medula torácica, entre T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica.
Lesão de Tiba ocorreu há mais de um ano
Tiba afirma que não consegue se enquadrar nesses critérios atuais porque sua lesão ocorreu em fevereiro de 2025.
No vídeo, ele também relata limitações decorrentes da tetraplegia e diz que não consegue mais abraçar os filhos.
O pedido feito agora, portanto, não se baseia em uma lesão recém-ocorrida, mas na nova cirurgia necessária para retirada dos cistos.
Cirurgia não foi marcada para tentar entrar no estudo
Tiba ressaltou que o procedimento não está sendo realizado com o objetivo de tentar adequá-lo às regras da pesquisa.
A cirurgia é necessária por causa dos dois cistos encontrados na região da lesão medular. O casal argumenta que essa intervenção cria uma oportunidade específica para pedir autorização de aplicação no mesmo momento.
Déa diz que autorização precisa existir antes da operação
A esposa de Tiba reforçou que qualquer eventual aplicação dependeria de uma decisão tomada antes da cirurgia.
Déa explicou que a família quer autorização formal para que a polilaminina possa ser utilizada durante o procedimento, com acompanhamento médico.
Vídeo ultrapassou 11,4 milhões de visualizações
O apelo ganhou grande repercussão nas redes sociais.
O vídeo publicado por Tiba e Déa já havia superado 11,4 milhões de visualizações no Instagram e vinha sendo compartilhado por seguidores, influenciadores e religiosos.
Tiba pede que seguidores ampliem mobilização
O casal pediu que as pessoas compartilhem a publicação e marquem órgãos e autoridades relacionados ao tema.
Entre os citados estão a Anvisa, o Ministério da Saúde e a Comissão de Saúde da Câmara.
Tiba e Déa também pedem que manifestações sejam registradas na Ouvidoria da agência.
Tiba relaciona pedido ao acidente em que tentou salvar o filho
Na publicação, Tiba retomou o episódio que causou sua lesão.
Ele afirmou que entrou no rio sem hesitar para salvar o filho e pediu que o país também considere rapidamente o caso apresentado agora à Anvisa.
Em outro trecho, escreveu que, embora não consiga levantar o próprio corpo, ainda consegue usar sua voz e pediu o apoio das pessoas que acompanham sua história.
Anvisa ainda não havia se pronunciado sobre o pedido
Até o fechamento da reportagem do Só Notícia Boa, a Anvisa não havia se pronunciado sobre o caso de Tiba Camargos.
Assim, a aplicação da polilaminina durante a nova cirurgia permanecia apenas como uma possibilidade condicionada à autorização da agência, e não como procedimento já aprovado.
Nova cirurgia mantém pedido dependente de decisão prévia da agência
Tiba precisa passar pela operação para retirar os dois cistos encontrados na região da lesão, enquanto sua família tenta obter uma autorização específica para uso da polilaminina durante o mesmo procedimento.
O caso ganhou alcance nacional com mais de 11,4 milhões de visualizações, mas a substância continua experimental e o pedido permanecia sem resposta da Anvisa no momento da publicação.
Na sua opinião, a Anvisa deveria analisar individualmente pedidos como o de Tiba quando uma cirurgia necessária já está prevista, mesmo que o paciente não se enquadre nos critérios atuais do estudo? Deixe sua opinião nos comentários.


CLARO QUE SIM…. a Anvisa nao tem o mesmo conhecimento tecnico que a propria cientista Dra Tatiana que descobriu a droga, e por isso nao teria se quer direito de limitar a aplicacao da droga somente para 3 dias apos o acidente. A dra Tatiana sabe que a droga nao tem um protocolo padrao e ela diz que a mesma, segue protocolos especificos e individuais de cada paciente.