Índia aprova compra de 97 caças Tejas Mk1A por US$ 7,4 bilhões, fortalecendo a Força Aérea e ampliando produção nacional até 2032
O Comitê de Segurança do Gabinete (CCS) indiano aprovou, em agosto de 2025, a compra de 97 caças militares Tejas Mk1A. A medida reforça a frota da Força Aérea Indiana (IAF) e envolve um contrato estimado em US$ 7,4 bilhões, cerca de 62 mil crore.
A fabricante Hindustan Aeronautics Limited (HAL), sediada em Bangalore e subordinada ao Ministério da Defesa, confirmou a aprovação.
O acordo faz parte da iniciativa governamental Make in India, que busca fortalecer a produção nacional em até 25 setores.
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O mais importante é que o plano também pretende transformar a Índia em centro global de design e manufatura, além de aumentar o PIB em 25% até 2025.
Histórico de encomendas
A encomenda atual amplia um processo iniciado em 2023, quando o governo autorizou a compra anterior de 83 jatos.
Esse primeiro contrato incluía 73 caças monolugares Mk1A e 10 treinadores Mk1 de dois lugares. A soma dos pedidos, com a nova compra, eleva a frota encomendada para 180 aeronaves.
Além disso, entre 2006 e 2010, a HAL já havia entregue 40 caças Tejas monolugares à IAF. Portanto, quando todos os novos lotes forem recebidos, a Índia contará com 220 unidades do modelo, consolidando a maior frota já formada no país desse tipo de aeronave.
Entregas previstas
O cronograma inicial previa que as 83 aeronaves encomendadas em 2023 seriam entregues até 2029. No entanto, três unidades já foram entregues em 2024, e a HAL elevou sua capacidade de produção para 16 aeronaves por ano entre 2024 e 2029.
Segundo o diretor da empresa, D. K. Sunil, durante o evento Aero India 2025, pelo menos onze caças devem ser entregues até março de 2026.
Além disso, a expectativa é que o restante das 83 aeronaves chegue até meados de 2028. Já os 97 novos caças terão entregas concluídas até 2032.
Características do Tejas Mk1A
O Tejas Mk1A faz parte do programa Light Combat Aircraft (LCA) da estatal HAL. Ele é classificado como caça leve multifunção de quarta geração.
O projeto nasceu para reduzir a dependência indiana de aeronaves estrangeiras e modernizar a frota da IAF.
Essas aeronaves podem executar missões de interceptação aérea em combates de curto e médio alcance. Também atuam em ataques ao solo, destruição de alvos terrestres e reconhecimento tático.
A proposta central é oferecer caças leves, ágeis, de manutenção simples e capazes de atingir altas velocidades.
Concorrência internacional
O modelo disputa espaço no mercado de caças leves com outros nomes conhecidos. Entre eles estão o JF-17 Thunder, usado por Paquistão e China, e o F-16 Block 70, empregado pelas forças aéreas dos Estados Unidos.
Com alcance operacional de 1.850 km, os novos Tejas virão equipados com motores GE F404 de pós-combustão, adquiridos pela IAF. Esse conjunto deve atualizar a versão de combate leve e ampliar suas capacidades estratégicas.
Sistemas modernos e armamentos
O Mk1A carrega radar AESA (Active Electronically Scanned Array), além de sistemas aviônicos e de guerra eletrônica avançados.
Outro destaque é a compatibilidade com armamentos modernos, como o míssil ar-ar Astra Mk1 e o míssil de cruzeiro BrahMos-NG.
Portanto, a aprovação do novo contrato não apenas aumenta a frota indiana, mas reforça o esforço do país em fortalecer sua defesa aérea com tecnologia própria e competitiva frente a rivais internacionais.
Com informações de Revista Fórum.