Empresa em que é sócia com a Cosan, a Raízen, teve a compra da Cosan Biomassa aprovado pelo CADE e Shell entra em mais um negócio de combustíveis no país
Com a aprovação pelo CADE da compra de 81,5% de participação acionária na Cosan Biomassa pela Raízen, empresa que a Shell detém em sociedade com a Cosan no setor de combustíveis, a multinacional petrolífera anglo-holandesa está pronta para entrar em mais um ramo de energia no Brasil. Veja os acordos que o governo brasileiro está assinando com a China !
A Shell e Cosan são sócias, cada uma com 50%, da Raízen Combustíveis e Raízen Energia e diversas subsidiárias. As empresas produzem açúcar e etanol e atuam na distribuição e logística de combustíveis.
A Cosan Biomassa, alvo do negócio, produz e comercializa pellets de bagaço e palha de cana-de-açúcar, biomassas utilizadas como combustível, por enquanto vendidas à clientes do exterior, que as utilizam em caráter experimental.
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Crescimento do setor
O setor de biomassa tem crescido muito no Brasil e segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a produção de etanol de milho tem potencial para atingir 8% da oferta nacional do biocombustível em 2020 e chegar a 20% em 2028.
Atualmente o estado do Mato Grosso é o maior produtor nacional de Etanol de Milho.
Durante a 19ª Conferência Internacional Datagro Sobre Açúcar e Etanol, o o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, declarou que: “Contamos, mais do que nunca, com o etanol, para liderar este novo período que inicia para os biocombustíveis”.
Vale lembrar que o ministro do MME está em visita à China, junto com o presidente Jair Bolsonaro, tentando convencer os chineses a investir no segmento de biocombustíveis no Brasil.
A Datagro Consultoria estima que a moagem de cana-de-açúcar na safra 2019/2020 no Centro-Sul seja de 593,16 milhões de toneladas, alta de 3,5% em relação à safra 2018/2019.

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