Executivo do setor de óleo e gás com mais de 40 anos de carreira diz que Macaé orquestrará as operações na Bacia de Campos por conta dos descomissionamentos, entendam.
Com a revitalização dos campos maduros na Bacia de Campos, Macaé já foi confirmada como a cidade foco para perpetuar as operações logísticas e operacionais na região pelas grandes empresas. Sebastião Braz, executivo à mais de 20 anos no setor de óleo e gás e com mais de 40 anos de carreira como engenheiro, diz que a retomada deste mercado na região leva Macaé a grande destaque , sendo uma das mais procuradas pelas empresas que atuarão nestes ativo. Entendam com detalhes todas as suas considerações:
Sebastião Braz, executivo de óleo e gás
Não se pode falar exatamente de retomada do setor, mas sim adaptação novas necessidades. Os ativos que já estão em fase natural de declínio e a desmobilização de algumas plataformas offshore, já levam o mercado a se moldar para novos tipos de serviços. Naturalmente, com o sucesso absoluto dos último leilões, todo setor está otimista com a volta das operações offshore.
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Acontece que já conseguimos completar o ciclo de aprendizagem no últimos anos e agora é o momento de retomada, isto sem deixar de lado tudo que conquistamos durante este 40 anos da Bacia de Campos. As áreas que já estão estabelecidas e voltando com muita força é o de apoio logístico, estrutura a construção e montagem, coleta e gerenciamento de resíduos.
Há ressalvas em afirmar se as prestadoras de serviços e petroleiras estão preparadas para esta nova fase do mercado, Como foi apontado, todo sistema operacional já é de praxe. Acontece que o mercado ainda sofre com a questão das Operações da Lava Jato. Muitas empresas tradicionais no ramo de engenharia, hoje estão impedidas de prestar serviços para a Petrobras, que é a atual demandante de contratos. Também à chegada ou aumento de presença de estrangeiras no Brasil requer adequações e demandas diferenciadas, estamos em uma verdadeira “metamorfose ambulante”.
Estas novas empresas que se instalarão na região, encontrarão um layout operacional muito fora dos padrões. Na verdade há uma estimativa que nesta primeira fase, elas terão algum prejuízo por que a Bacia de Campos detém características muito particulares. A nossa logística é diferente, as bacias sedimentar é diferente …. em outras palavras, são questões que podem sobrepor a própria engenharia. Naturalmente, estas empresas, em sua maioria estrangeiras, terão que absorver profissionais experientes nestes ativos, não há como correr disto e o know-how é brasileiro.
Macaé estará preparada para à retomada?
Macaé ainda continuará sendo o foco operacional para estas empresas que atuarão na Bacia de Campos, mas naturalmente ela precisa de adaptações, principalmente de custos. O Porto do Açú também está influenciando muito a região devido as suas múltiplas utilidades, foram criadas até mesmo Zonas Especiais de Negócios, apesar disto, por enquanto não existe outro local tão bem preparado em infraestrutura, logística e tecnológica ainda como a cidade de Macaé neste setor. Fonte Petronoticias e readaptado pelo Click Petróleo e Gás

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