Em uma montanha de New Hampshire, o castelo de 697 m² construído sobre granito avança há 25 temporadas com fundações ancoradas na rocha, paredes preenchidas com concreto e uma logística dificultada por neve, vento e estrada sinuosa, enquanto painéis solares, turbina eólica, baterias, aquecimento solar e geotermia permanecem planejados para fornecer energia ao imóvel.
Sem nunca ter projetado ou construído uma casa, Lance Keene passou 25 temporadas erguendo um castelo de aproximadamente 697 m². Em 2025, a obra avançou até a concretagem do pavimento superior nas montanhas de New Hampshire, nos Estados Unidos.
O responsável é Lance Keene, programador e empresário de software. A construção fica cerca de 183 metros acima do vale, sobre uma encosta de granito alcançada por uma estrada particular cheia de curvas. O local amplia o esforço necessário para levar concreto, equipamentos e outros materiais até a obra.
As informações foram divulgadas por Keene Castle, página oficial que registra o histórico da construção. O plano inclui painéis solares, turbina eólica, baterias, aquecimento solar e bomba de calor geotérmica, mas esses recursos ainda pertencem ao cronograma, sem comprovação de um sistema completo em funcionamento.
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Concretagem do pavimento superior marca o avanço da obra em 2025
A concretagem do pavimento superior colocou o castelo em uma nova etapa em 2025. Antes da chegada do material, foi necessário preparar as formas que seguram o concreto fresco, posicionar as barras de aço e verificar os pontos que dariam apoio à estrutura.
O acesso pela montanha torna essa tarefa mais difícil. A bomba de concreto conduz o material até áreas que o caminhão não consegue alcançar diretamente. Para funcionar, esse serviço depende de espaço para os equipamentos, planejamento da entrega e preparação prévia do local.
A construção também não foi executada apenas por Lance Keene. Uma equipe participou da concretagem de partes do castelo, enquanto o programador concentrou grande parte do trabalho acumulado ao longo das temporadas. Essa divisão mostra que iniciativa pessoal e serviço profissional convivem no mesmo projeto.
Granito exige fundações próprias e ancoragens resistentes
A encosta de granito oferece uma base rochosa, mas não elimina a dificuldade de construir. O formato irregular da superfície exige que cada trecho da fundação acompanhe o terreno e distribua o peso do castelo sem depender de uma área plana.
As ancoragens no granito fazem essa ligação. Barras de aço entram em pontos preparados na rocha e ajudam a manter a fundação presa ao local. Em linguagem simples, elas conectam o castelo à montanha e reduzem o risco de deslocamento entre a base e a pedra.
As paredes utilizam formas isolantes de concreto. Esses módulos vazados recebem aço e concreto no interior e permanecem na parede depois do preenchimento. Assim, a mesma solução forma o núcleo resistente e acrescenta uma camada que ajuda a isolar os ambientes.
Neve, vento e estrada sinuosa ajudam a explicar 25 temporadas
A montanha oferece uma curta temporada sem neve para a execução dos serviços externos. Quando o período favorável termina, partes da construção precisam permanecer protegidas até que o trabalho possa avançar outra vez.

O vento forte também interfere na montagem. Paredes ainda abertas, formas e pisos expostos precisam de apoio e proteção enquanto a estrutura definitiva não está completa. Por isso, uma parcela do tempo é usada para preservar o que já foi construído entre uma temporada e outra.
A estrada particular cheia de curvas limita a circulação de cargas grandes e exige atenção no transporte até o alto. Somados ao terreno rochoso e ao clima, esses obstáculos ajudam a entender por que o castelo chegou a 25 temporadas de obras sem seguir o ritmo de uma casa convencional.
Projeto nasceu no computador, mas passou por engenharia estrutural
Lance Keene afirma que não havia projetado nem construído uma casa quando iniciou o castelo. Ele criou o desenho em um programa residencial e adaptou os espaços ao formato da encosta, mesmo sem experiência anterior em construção.
Keene Castle, página oficial dedicada ao histórico da obra, detalhou a revisão dos desenhos por um engenheiro estrutural. Esse profissional verifica se fundações, paredes, pisos e pontos de apoio conseguem receber os esforços previstos com segurança.
O acompanhamento técnico estabelece um limite importante para a imagem de uma construção feita por uma só pessoa. Além da equipe envolvida no concreto, as instalações elétricas e hidráulicas deverão ser executadas por profissionais qualificados. Eletricidade e tubulações exigem conhecimento específico e não aparecem como trabalhos concluídos.
Energia solar, vento e geotermia permanecem no planejamento
O plano energético prevê uma combinação de energia solar e turbina eólica. Os painéis transformariam a luz do sol em eletricidade, enquanto a turbina aproveitaria o vento disponível no alto da montanha.

As baterias armazenariam parte da eletricidade para uso quando a geração diminuísse. O cronograma também inclui aquecimento solar e uma bomba de calor geotérmica, equipamento que troca calor com o solo para ajudar no aquecimento e no resfriamento dos ambientes.
Nenhum desses itens deve ser apresentado como sistema operacional comprovado. O castelo continua em construção e a autonomia energética permanece como etapa planejada. Sem o conjunto instalado e funcionando, não é possível afirmar que o imóvel já produz toda a energia que pretende consumir.
Castelo de 697 m² continua como uma obra em andamento
O castelo de aproximadamente 697 m² chegou à concretagem do pavimento superior em 2025, após uma trajetória marcada por granito, clima difícil e transporte complexo. A participação de engenharia e equipes especializadas ajuda a transformar o desenho de um programador em uma estrutura real. A combinação de sol, vento e geotermia foi planejada para tornar o imóvel mais independente, mas ainda não representa uma realidade operacional.
Você dedicaria 25 temporadas a uma casa para buscar autonomia energética? Conte nos comentários qual desafio mais impressionou você e compartilhe.

