Máquina desenvolvida pela divisão de robótica Aimoga foi apresentada na China e está prevista para atuar no atendimento das lojas brasileiras. Grupo também prepara a comercialização de um cachorro-robô capaz de realizar movimentos interativos.
O Grupo Chery prepara a chegada de um robô humanoide às concessionárias Omoda Jaecoo no Brasil, onde a máquina poderá conversar com consumidores, responder a perguntas sobre os veículos e auxiliar os vendedores durante o atendimento e as negociações. O equipamento tem autonomia de duas horas e já recebeu homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A novidade foi apresentada em Wuhu, na China, pela divisão de robótica Aimoga e divulgada pelo programa Auto Record Brasília, do R7, em de outubro de 2026. A proposta é incorporar a tecnologia à experiência dos clientes nas lojas, permitindo que o humanoide participe de atividades normalmente realizadas pelas equipes comerciais. A chegada ao Brasil está prevista, mas ainda não há uma data divulgada para o início do atendimento nas concessionárias.
Robô poderá explicar carros e participar de negociações

O papel planejado para o humanoide envolve a interação direta com o público. Em vez de funcionar apenas como uma atração tecnológica dentro da loja, a máquina deverá auxiliar em diferentes momentos do atendimento comercial.
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Entre as funções previstas estão responder às dúvidas dos consumidores, fornecer explicações sobre os automóveis e apoiar o contato entre clientes e vendedores durante as negociações.
Isso significa que o robô poderá ser utilizado tanto na apresentação inicial de um veículo quanto em conversas relacionadas à compra. Entretanto, não há indicação de que ele terá autonomia para definir preços, conceder descontos ou concluir contratos sem participação humana.
O projeto amplia as aplicações da robótica para um ambiente em que a comunicação com o consumidor é parte central do serviço.
Para a Omoda Jaecoo, a tecnologia representa uma nova forma de atendimento nas concessionárias. A operação efetiva, porém, dependerá da implantação dos equipamentos nas unidades brasileiras.
Autonomia de duas horas exige atenção ao tempo de funcionamento
Uma das características anunciadas para o robô é a capacidade de funcionar por até duas horas de autonomia.
Esse período estabelece um limite para sua utilização contínua antes que seja necessário repor a energia utilizada pelo equipamento.
A autonomia é particularmente relevante em concessionárias, onde o fluxo de clientes pode variar ao longo do dia e os atendimentos podem envolver demonstrações e conversas prolongadas.
Ainda não foram informados detalhes sobre a capacidade da bateria, o tempo de recarga ou a forma como a máquina será utilizada durante o expediente das lojas.
Também não há especificações suficientes para determinar quantos clientes poderão ser atendidos durante cada período de funcionamento.
Homologação da Anatel abre caminho para utilização no Brasil
O humanoide já recebeu homologação da Anatel, uma etapa regulatória importante para equipamentos de telecomunicações que precisam atender às exigências técnicas brasileiras.
A homologação está relacionada à conformidade dos recursos de telecomunicações do produto. Ela não equivale, por si só, à aprovação integral de todas as funções robóticas nem garante que o equipamento esteja pronto para começar a trabalhar nas concessionárias.
A conclusão dessa etapa elimina uma das pendências regulatórias relacionadas à utilização dos recursos de comunicação do dispositivo no país.
Ainda será necessário definir como ocorrerá a implantação comercial, quais unidades receberão os robôs e quando os consumidores poderão interagir com eles.
Chery também apresenta cachorro-robô capaz de dar a pata e fazer salto mortal
Além do humanoide destinado às concessionárias, a divisão Aimoga apresentou o Argos, um cachorro-robô que também deverá ser comercializado no mercado brasileiro.
O equipamento tem autonomia anunciada de duas horas e consegue executar movimentos interativos, incluindo dar a pata, rolar e realizar um salto mortal para trás.
Diferentemente do humanoide, que foi apresentado com funções específicas de atendimento e vendas, o Argos se destaca pelas capacidades de movimentação e interação.
A apresentação dos dois equipamentos mostra que os investimentos do Grupo Chery em robótica não estão restritos à fabricação de automóveis. A empresa busca desenvolver produtos para aplicações diferentes, combinando máquinas humanoides destinadas a serviços e robôs com movimentos inspirados em animais.
O cachorro-robô também está previsto para o Brasil, embora ainda não tenham sido anunciados o preço, a data de lançamento ou os canais de comercialização.
Quando os robôs da Chery chegarão ao Brasil?
A instalação dos humanoides nas concessionárias Omoda Jaecoo faz parte dos planos apresentados pelo Grupo Chery, mas ainda não existe um cronograma público com as primeiras lojas contempladas.
Também não foram divulgados quantos robôs serão enviados ao país ou se todas as unidades da rede receberão a tecnologia.
O que já está confirmado no anúncio é a proposta de utilizar o humanoide para auxiliar o atendimento aos clientes, sua autonomia de duas horas e a homologação obtida junto à Anatel.
A entrada efetiva em operação será o próximo passo para avaliar como essa tecnologia funcionará no ambiente comercial e quais tarefas poderá realizar durante uma negociação de veículos.
Até lá, o projeto permanece como uma iniciativa anunciada para o mercado brasileiro, enquanto o Grupo Chery amplia sua atuação em robótica por meio da divisão Aimoga.

