Sistema, conhecido como ‘lay-off’, vai ser usado para 1,8 mil funcionários da Fiat e pela Volkswagen; na Renault, programa de demissão voluntária vai cortar 250 vagas de emprego
A crise chega na multinacional fabricante de veículos Renault! A indústria automotiva do Brasil está a beira de um colapso e se prepara para um fim de ano de baixa produção e fábricas fechadas. Até agora, a maioria das montadoras, como a Fiat e a Volkswagen, adotaram períodos de férias coletivas, plano de demissão voluntária, suspensão de contratos de trabalho, antecipação de feriados e folgas aos funcionários para driblar a falta de componentes para a produção, em especial de semicondutores.
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Funcionários da multinacional Renault, instalada em São José dos Pinhais, aprovaram na tarde de ontem (29/09) um conjunto de medidas que inclui plano de demissão voluntária (PDV), plano de demissão involuntária (PDI), regime de redução de jornada e layoff. As propostas são resultado da crise mundial de componentes que tem impactado o funcionamento da indústria automobilística.
Confira abaixo o vídeo do Presidente do SMC, Sérgio Butka, falando sobre o PDV, PDI, Layoff e redução de jornada aprovados na Renault
A escassez mundial de semicondutores – componente fundamental nos veículos modernos –, fez a multinacional Renault acumular cerca de 37 dias sem produção em 2021 na planta paranaense. Com isso, a montadora alega perda de competitividade.
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De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), a proposta conjunta de empresa e sindicato visa a redução de 250 vagas de emprego via PDV e PDI. Além disso, a empresa deve implementar um regime de layoff – em que os funcionários não vão para a fábrica e têm seu salário reduzido – e de redução de jornada.
550 trabalhadores dos 5 mil funcionários da área de produção, da fábrica da Renault, serão afetados.
Produção de veículos deve ser menor do que a prevista
Em julho, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projetou para este ano a produção de 2,46 milhões de veículos, o que representaria alta de 22% em relação a 2020. Afetado pela pandemia, foi um dos piores anos da história do setor.
Neste ano, até agosto, foram fabricados 1,47 milhão de veículos e a previsão da Anfavea não deve se confirmar. As montadoras empregam atualmente 103 mil funcionários, quase o mesmo número de igual período do ano passado.
Há três anos com reajuste salarial inferior à inflação, metalúrgicos declaram ontem (29/09) greve na fábrica da General Motors
Ontem (29), os metalúrgicos da General Motors de São Caetano do Sul aprovaram o estado de greve na fábrica. O motivo é a tentativa da montadora de adiar o reajuste salarial e diminuir direitos dos trabalhadores. A data-base da categoria é 1º de setembro e operários querem proposta de reajuste que atenda suas necessidades.
Os metalúrgicos também defendem a estabilidade no emprego para todos os lesionados. Hoje, apenas quem foi contratado antes de 2017 têm direito a esse benefício. A GM quer manter a exclusão dos novos dessa cláusula e, ainda por cima, reduzir o período de estabilidade dos antigos.
Enquanto a General Motors não para de lucrar, os salários dos metalúrgicos perdem o poder de compra. Há três anos, os reajustes são inferiores à inflação. No segundo trimestre deste ano, o grupo teve lucro líquido de 2,8 bilhões de dólares, o que reverteu todo o prejuízo atribuído à pandemia.
O Sindicato e a CSP-Conlutas prestam todo apoio e solidariedade à luta dos metalúrgicos de São Caetano.
“Com o aumento dos preços e a inflação galopante, as dívidas não esperam, não podem ser parceladas. É um absurdo a GM ter a cara de pau de querer aplicar a inflação da data-base apenas no ano que vem. Nós estamos juntos nessa luta e vamos pra cima ao lado dos companheiros de São Caetano”, afirma Luiz Carlos Prates, o Mancha, dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.


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