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Reino Unido conclui obra de cabos de 400 mil volts sob Mendip Hills, retira 35 torres da paisagem e reforça rota ligada à energia nuclear

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 22/09/2026 às 21:45 Atualizado em 22/09/2026 às 21:50
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Reino Unido conclui obra de cabos de 400 mil volts sob Mendip Hills
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O trecho subterrâneo de 8,5 quilômetros reúne 12 cabos de alta tensão em quatro valas e integra uma conexão elétrica criada para transportar energia, incluindo a futura produção da usina nuclear de Hinkley Point C.

O Reino Unido concluiu um programa de cabos de 400 mil volts instalado sob a região de Mendip Hills. A obra substituiu parte da rede aérea e permitiu retirar 35 torres de transmissão que antes atravessavam a paisagem.

O encerramento foi anunciado em 18 de setembro de 2026 pela National Grid, operadora da rede de transmissão elétrica britânica. A etapa final envolveu a recomposição das áreas afetadas e a conclusão dos acessos necessários para futuras manutenções.

A infraestrutura faz parte do projeto de conexão de Hinkley, criado para ampliar o transporte de eletricidade na região. Isso inclui a energia que poderá ser produzida pela usina nuclear de Hinkley Point C, mas não significa que a central nuclear entrou em operação.

Trecho de 8,5 quilômetros mudou a paisagem de Mendip Hills

As antigas torres formavam uma sequência visível sobre campos e áreas rurais. Com a instalação subterrânea, a eletricidade passou a percorrer 8,5 quilômetros sob o solo, deixando a superfície livre de grande parte dessas estruturas.

A mudança exigiu mais do que simplesmente enterrar fios. O sistema precisava transportar eletricidade em altíssima tensão e manter a segurança e a capacidade esperadas para uma conexão importante da rede britânica.

A retirada das 35 torres ocorreu após a passagem dos cabos e a reorganização do trecho. Assim, o impacto mais fácil de perceber está na paisagem, enquanto a infraestrutura elétrica continua presente abaixo do terreno.

Quatro valas abrigam os 12 cabos de 400 mil volts

A quantidade de cabos está ligada à forma como a transmissão de eletricidade funciona. Cada vala recebeu três cabos, um para cada fase do sistema elétrico, formando um circuito completo.

Como foram abertas quatro valas, o conjunto chegou a 12 cabos. Essa divisão permite organizar os circuitos necessários para transportar uma grande quantidade de energia com segurança pelo trecho subterrâneo.

Quatro valas abrigam os 12 cabos de 400 mil volts
Quatro valas abrigam os 12 cabos de 400 mil volts.

Os 400 mil volts, também representados por 400 kV, indicam a tensão usada na transmissão. Em termos simples, essa alta tensão permite levar grandes volumes de eletricidade por longas distâncias antes que a energia seja reduzida para distribuição a cidades, empresas e residências.

Operação movimentou 108 carretéis gigantes

A dimensão dos cabos também criou um desafio de transporte e instalação. A obra utilizou 108 grandes carretéis, cada um com aproximadamente 5 metros de altura.

Cada carretel apresentava massa entre 35 e 50 toneladas. Esses números ajudam a entender por que a execução precisou de planejamento específico, equipamentos pesados e uma sequência controlada de movimentação.

O uso de tantos carretéis mostra que os 8,5 quilômetros foram instalados em diferentes partes. Depois da passagem pelo solo, esses segmentos precisaram formar uma conexão contínua e adequada ao funcionamento da rede de alta tensão.

Obras começaram em 2021 e torres desapareceram em 2022

Os trabalhos do programa subterrâneo começaram em 2021, quando foram preparadas as áreas necessárias para receber os cabos e as demais estruturas.

A passagem dos cabos foi concluída em janeiro de 2022. Na sequência, as equipes avançaram sobre a antiga linha aérea e retiraram as 35 torres até abril de 2022.

A National Grid, operadora da rede de transmissão elétrica britânica, registrou setembro de 2026 como o encerramento do programa completo. Essa data inclui os serviços remanescentes, a recuperação do terreno e a preparação de acesso para manutenção.

Engenharia subterrânea deixa resultado visível na superfície

O programa reuniu 8,5 quilômetros de percurso, 12 cabos, quatro valas e 108 carretéis de grandes dimensões. Embora a maior parte dessa estrutura tenha ficado escondida, o efeito externo apareceu com a retirada das torres.

A conclusão em setembro de 2026 encerrou as atividades que permaneceram depois da instalação elétrica, incluindo a recuperação das áreas usadas durante a construção. O acesso permanente também permitirá que equipes cheguem ao trecho quando houver necessidade de inspeção ou manutenção.

O projeto mostra como uma rede de alta tensão pode ser reorganizada para transportar eletricidade sem manter toda a estrutura sobre o terreno. No caso de Mendip Hills, a solução subterrânea combinou transmissão elétrica e redução do impacto visual.

Você considera que mais linhas de alta tensão deveriam ser enterradas em áreas de paisagem protegida? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta matéria.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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