O trecho subterrâneo de 8,5 quilômetros reúne 12 cabos de alta tensão em quatro valas e integra uma conexão elétrica criada para transportar energia, incluindo a futura produção da usina nuclear de Hinkley Point C.
O Reino Unido concluiu um programa de cabos de 400 mil volts instalado sob a região de Mendip Hills. A obra substituiu parte da rede aérea e permitiu retirar 35 torres de transmissão que antes atravessavam a paisagem.
O encerramento foi anunciado em 18 de setembro de 2026 pela National Grid, operadora da rede de transmissão elétrica britânica. A etapa final envolveu a recomposição das áreas afetadas e a conclusão dos acessos necessários para futuras manutenções.
A infraestrutura faz parte do projeto de conexão de Hinkley, criado para ampliar o transporte de eletricidade na região. Isso inclui a energia que poderá ser produzida pela usina nuclear de Hinkley Point C, mas não significa que a central nuclear entrou em operação.
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Trecho de 8,5 quilômetros mudou a paisagem de Mendip Hills
As antigas torres formavam uma sequência visível sobre campos e áreas rurais. Com a instalação subterrânea, a eletricidade passou a percorrer 8,5 quilômetros sob o solo, deixando a superfície livre de grande parte dessas estruturas.
A mudança exigiu mais do que simplesmente enterrar fios. O sistema precisava transportar eletricidade em altíssima tensão e manter a segurança e a capacidade esperadas para uma conexão importante da rede britânica.
A retirada das 35 torres ocorreu após a passagem dos cabos e a reorganização do trecho. Assim, o impacto mais fácil de perceber está na paisagem, enquanto a infraestrutura elétrica continua presente abaixo do terreno.
Quatro valas abrigam os 12 cabos de 400 mil volts
A quantidade de cabos está ligada à forma como a transmissão de eletricidade funciona. Cada vala recebeu três cabos, um para cada fase do sistema elétrico, formando um circuito completo.
Como foram abertas quatro valas, o conjunto chegou a 12 cabos. Essa divisão permite organizar os circuitos necessários para transportar uma grande quantidade de energia com segurança pelo trecho subterrâneo.

Os 400 mil volts, também representados por 400 kV, indicam a tensão usada na transmissão. Em termos simples, essa alta tensão permite levar grandes volumes de eletricidade por longas distâncias antes que a energia seja reduzida para distribuição a cidades, empresas e residências.
Operação movimentou 108 carretéis gigantes
A dimensão dos cabos também criou um desafio de transporte e instalação. A obra utilizou 108 grandes carretéis, cada um com aproximadamente 5 metros de altura.
Cada carretel apresentava massa entre 35 e 50 toneladas. Esses números ajudam a entender por que a execução precisou de planejamento específico, equipamentos pesados e uma sequência controlada de movimentação.
O uso de tantos carretéis mostra que os 8,5 quilômetros foram instalados em diferentes partes. Depois da passagem pelo solo, esses segmentos precisaram formar uma conexão contínua e adequada ao funcionamento da rede de alta tensão.
Obras começaram em 2021 e torres desapareceram em 2022
Os trabalhos do programa subterrâneo começaram em 2021, quando foram preparadas as áreas necessárias para receber os cabos e as demais estruturas.
A passagem dos cabos foi concluída em janeiro de 2022. Na sequência, as equipes avançaram sobre a antiga linha aérea e retiraram as 35 torres até abril de 2022.
A National Grid, operadora da rede de transmissão elétrica britânica, registrou setembro de 2026 como o encerramento do programa completo. Essa data inclui os serviços remanescentes, a recuperação do terreno e a preparação de acesso para manutenção.
Engenharia subterrânea deixa resultado visível na superfície
O programa reuniu 8,5 quilômetros de percurso, 12 cabos, quatro valas e 108 carretéis de grandes dimensões. Embora a maior parte dessa estrutura tenha ficado escondida, o efeito externo apareceu com a retirada das torres.
A conclusão em setembro de 2026 encerrou as atividades que permaneceram depois da instalação elétrica, incluindo a recuperação das áreas usadas durante a construção. O acesso permanente também permitirá que equipes cheguem ao trecho quando houver necessidade de inspeção ou manutenção.
O projeto mostra como uma rede de alta tensão pode ser reorganizada para transportar eletricidade sem manter toda a estrutura sobre o terreno. No caso de Mendip Hills, a solução subterrânea combinou transmissão elétrica e redução do impacto visual.
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