O Aeroporto Dulles passará por uma reforma estimada em US$ 22 bilhões, com 465 mil metros quadrados de áreas novas ou renovadas, novos saguões, mais portões, túnel central para pedestres, sistema ferroviário interno e garagem vertical de 32 mil vagas, sem demolir o terminal histórico original projetado por Eero Saarinen.
O Aeroporto Dulles, nos arredores de Washington, deverá passar por uma transformação estimada em US$ 22 bilhões, com a criação ou renovação de aproximadamente 465 mil metros quadrados. O plano prevê substituir os atuais saguões C e D, ampliar o terminal principal, acrescentar portões de embarque, modernizar sistemas de bagagem e construir uma garagem vertical com capacidade para 32 mil veículos.
As informações foram publicadas pelo New Atlas em 5 de agosto de 2026, com base em dados divulgados pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos, pela United Airlines e em representações conceituais do projeto. A iniciativa deverá ser conduzida pela Autoridade Aeroportuária Metropolitana de Washington em parceria com a companhia aérea, embora ainda não exista consenso sobre o prazo necessário para concluir toda a intervenção.
Reforma alcançará 465 mil metros quadrados

O plano apresentado para o Aeroporto Dulles envolve aproximadamente cinco milhões de pés quadrados de áreas novas ou renovadas, equivalentes a cerca de 465 mil metros quadrados. A escala inclui intervenções em estruturas de embarque, circulação de passageiros, bilheteria, despacho de bagagens, salas de espera e espaços de apoio distribuídos pelo complexo.
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A proposta não se limita a reformar acabamentos ou substituir equipamentos antigos. O objetivo declarado é ampliar a capacidade operacional do aeroporto, reorganizar fluxos internos e preparar a infraestrutura para um volume maior de passageiros, sem eliminar a identidade arquitetônica que tornou o terminal principal reconhecido internacionalmente.
Investimento pode chegar a US$ 22 bilhões
O custo estimado da transformação é de aproximadamente US$ 22 bilhões, valor que coloca o projeto entre as maiores intervenções aeroportuárias anunciadas para os próximos anos nos Estados Unidos. O montante deverá cobrir novas construções, substituição de estruturas existentes, sistemas de transporte interno, modernização tecnológica e ampliação das áreas destinadas aos passageiros.
A cifra ainda está associada a um plano de longo alcance, sujeito a detalhamento técnico, licenciamento, contratação e execução em etapas. Como o projeto permanece em fase conceitual, o valor poderá ser revisto à medida que os desenhos arquitetônicos, os cronogramas e as soluções de engenharia forem definidos com maior precisão.
Saguões C e D deverão ser substituídos
Entre as mudanças mais relevantes está a previsão de substituir os atuais saguões C e D. Essas estruturas concentram parte das operações de embarque e desembarque, mas são consideradas inadequadas diante das necessidades atuais de circulação, conforto e eficiência operacional do Aeroporto Dulles.
Os novos saguões deverão oferecer áreas mais amplas, iluminação natural, espaços de espera, locais de trabalho e comodidades voltadas aos passageiros. A substituição poderá alterar profundamente a experiência de quem utiliza o aeroporto, especialmente em conexões, períodos de grande movimento e trajetos entre o terminal principal e os portões.
Novos portões ampliarão a capacidade

O projeto prevê a criação de mais portões de embarque, permitindo que o aeroporto receba um número maior de aeronaves e distribua melhor as operações. Essa ampliação deverá ocorrer em conjunto com a construção dos novos saguões e com a reorganização das áreas destinadas às companhias aéreas.
Mais portões podem reduzir limitações em horários de pico e facilitar o planejamento de novas rotas. A capacidade adicional também poderá diminuir a dependência de posições remotas, nas quais passageiros precisam utilizar veículos de transporte para chegar aos aviões estacionados longe dos edifícios principais.
Terminal principal será ampliado
O terminal principal do Aeroporto Dulles também deverá receber novas áreas, além de melhorias em espaços existentes. A intervenção inclui instalações de bilheteria modernizadas, áreas de embarque mais funcionais e uma reorganização destinada a tornar os deslocamentos internos mais intuitivos.
A expansão deverá preservar a leitura visual do edifício histórico, evitando que os novos volumes eliminem sua forma original. O desafio será acrescentar capacidade a uma obra arquitetônica protegida por seu valor histórico, conciliando eficiência contemporânea, segurança, tecnologia e respeito ao projeto concebido no final da década de 1950.
Projeto de Eero Saarinen será preservado
O terminal original foi desenhado pelo arquiteto finlandês-americano Eero Saarinen em 1958 e inaugurado em 1962. Sua cobertura curva e sua forma horizontal foram desenvolvidas para sugerir movimento e voo, transformando o edifício em uma das obras mais reconhecidas da arquitetura aeroportuária do século XX.
Saarinen também projetou estruturas como o Gateway Arch, em St. Louis, e edifícios institucionais nos Estados Unidos e no exterior. A preservação do terminal histórico é apresentada como condição central da reforma, mesmo com a necessidade de ampliar funções que não existiam ou tinham dimensão muito menor quando o aeroporto foi concebido.
Imagens foram produzidas pela United Airlines

As representações conceituais divulgadas até o momento são atribuídas à United Airlines, e não a um escritório de arquitetura anunciado oficialmente como responsável pelo projeto completo. As imagens mostram novos saguões, áreas internas mais abertas, espaços de espera, fachadas e conexões entre diferentes setores do aeroporto.
Segundo as informações apresentadas, os conceitos foram selecionados após a análise de mais de 30 propostas. Isso significa que as imagens indicam uma direção pretendida, mas ainda não devem ser tratadas como desenhos executivos definitivos, pois materiais, dimensões e soluções podem mudar durante as próximas fases.
Bagagens terão sistemas mais rápidos
A modernização inclui a instalação de sistemas de manuseio de bagagens mais rápidos. Esse tipo de infraestrutura funciona nos bastidores do terminal, transportando malas entre balcões de despacho, áreas de inspeção, aeronaves e esteiras de retirada utilizadas pelos passageiros.
Falhas ou limitações nesse processo podem provocar atrasos, extravios e congestionamentos internos. A atualização do sistema deverá acompanhar a ampliação dos portões e saguões, pois uma expansão física sem capacidade equivalente para processar bagagens poderia criar novos gargalos operacionais.
Transporte interno deverá ser substituído
Os atuais veículos utilizados para transportar passageiros entre partes do complexo deverão ser substituídos por um sistema ferroviário em formato de ferradura. A proposta busca criar uma circulação mais rápida e eficiente, reduzindo o tempo necessário para chegar aos saguões e aos portões mais distantes.
O modelo ainda dependerá de detalhamento sobre estações, capacidade, integração e frequência. A mudança poderá alterar um dos elementos mais característicos da experiência no Aeroporto Dulles, onde os veículos de transporte de passageiros fazem parte da operação desde períodos anteriores da história do terminal.
Túnel central ligará os terminais
Além do sistema ferroviário interno, o plano prevê um novo túnel central para pedestres. A passagem deverá oferecer uma alternativa direta entre os terminais e ampliar as opções de deslocamento para passageiros, funcionários e equipes operacionais.
A conexão subterrânea poderá reduzir dependências entre diferentes sistemas e criar rotas mais previsíveis. Em aeroportos de grande porte, trajetos internos influenciam o tempo de conexão, especialmente quando viajantes precisam atravessar setores distantes carregando bagagens ou tentando alcançar voos com intervalos reduzidos.
Garagem terá 32 mil vagas
Um dos elementos de maior impacto é a construção de uma garagem vertical com capacidade para 32 mil veículos. A estrutura deverá concentrar estacionamento em vários níveis, reduzindo a necessidade de ampliar extensas áreas horizontais ao redor dos terminais.
A capacidade projetada supera os números associados a alguns dos maiores estacionamentos existentes. Caso seja construída conforme anunciada, a garagem poderá disputar o título de maior estacionamento do mundo, embora essa classificação dependa dos critérios utilizados e da comparação com complexos formados por áreas principais e espaços adicionais.
Recorde atual pertence a complexo canadense

Segundo os dados citados, o recorde reconhecido pelo Guinness pertence ao estacionamento do West Edmonton Mall, no Canadá, com capacidade para aproximadamente 20 mil veículos. O centro também possui uma área adjacente capaz de receber outros 10 mil automóveis.
A garagem de 32 mil vagas do Aeroporto Dulles superaria a capacidade principal reconhecida no complexo canadense. No entanto, o eventual recorde só poderá ser confirmado após a conclusão da obra, a verificação da quantidade efetiva de espaços e a aplicação dos critérios adotados pelas instituições responsáveis pela classificação.
Estacionamento precisará de operação própria
Uma garagem com dezenas de milhares de vagas exigirá mais do que uma grande estrutura de concreto. O funcionamento dependerá de acessos viários, sinalização, sistemas de pagamento, monitoramento, elevadores, segurança, controle de ocupação e integração com as entradas do terminal.
Também será necessário evitar que a concentração de veículos crie congestionamentos nos horários de maior movimento. A eficiência do estacionamento dependerá da capacidade de distribuir o tráfego, orientar os motoristas e oferecer deslocamentos rápidos entre as vagas e as áreas de embarque.
Espaços internos priorizarão conforto

As imagens conceituais apresentam áreas amplas e iluminadas, com assentos, espaços de trabalho e ambientes destinados à permanência dos passageiros. A intenção é substituir setores considerados apertados ou pouco funcionais por instalações adequadas às necessidades atuais das viagens aéreas.
A mudança reflete uma transformação no papel dos aeroportos, que deixaram de ser apenas locais de passagem. Conexões longas, atrasos e jornadas internacionais aumentaram a demanda por áreas confortáveis, tomadas elétricas, conectividade, alimentação e espaços onde os passageiros possam trabalhar ou descansar.
Cronograma ainda permanece incerto
Não existe um prazo único confirmado para a conclusão da reforma. Uma estimativa mencionada aponta para aproximadamente dois anos, enquanto a United Airlines considera que o processo pode levar até uma década ou mais, dependendo da extensão e da sequência das obras.
Uma intervenção desse porte dificilmente ocorre sem impactos sobre as operações existentes. O cronograma deverá equilibrar construção e funcionamento cotidiano, mantendo voos, acessos e serviços enquanto saguões são substituídos, sistemas internos são instalados e novas estruturas entram em operação.
Obras poderão ocorrer por etapas
A execução provavelmente precisará ser dividida em fases para impedir a paralisação do aeroporto. Cada etapa poderá envolver áreas específicas, mudanças temporárias de circulação e transferência de operações para setores alternativos durante as intervenções.
Essa estratégia aumenta a complexidade da engenharia e do planejamento. Construir dentro de um aeroporto em funcionamento exige controle permanente de segurança, ruído, acesso e logística, além de coordenação entre autoridades, empresas aéreas, trabalhadores, passageiros e prestadores de serviço.
Projeto busca preservar passado e ampliar futuro
O plano reúne duas prioridades que podem entrar em tensão: manter o terminal histórico de Eero Saarinen e construir uma infraestrutura capaz de atender às exigências atuais. Preservar apenas a aparência externa não será suficiente caso os novos espaços prejudiquem a circulação ou criem interferências visuais sobre o edifício original.
Ao mesmo tempo, impedir qualquer mudança poderia limitar a capacidade operacional do aeroporto. A solução dependerá de integrar arquitetura histórica e expansão contemporânea, permitindo que o terminal continue reconhecível enquanto novos saguões, portões, túneis e sistemas assumem parte crescente das operações.
Aeroporto Dulles pode ganhar nova escala
A reforma de US$ 22 bilhões poderá alterar a dimensão e o funcionamento do Aeroporto Dulles, acrescentando 465 mil metros quadrados de áreas novas ou renovadas e uma garagem com 32 mil vagas. O resultado, porém, dependerá da transformação dos conceitos apresentados em projetos tecnicamente viáveis e compatíveis com as operações existentes.
A preservação do terminal de Saarinen adiciona uma responsabilidade histórica a uma obra já complexa. Na sua opinião, uma expansão dessa escala consegue modernizar o aeroporto sem reduzir a importância do edifício original, ou o crescimento inevitavelmente mudará a identidade do conjunto? Deixe seu comentário.
