A Ponte Anita Garibaldi voltará a receber veículos neste domingo, com uma faixa liberada em cada sentido sobre pistas apoiadas por pilares. A operação provisória deve durar entre 30 e 60 dias, enquanto inspeções avaliam problemas em componentes de proteção, conexões dos estais e condições para reabertura completa da estrutura.
A Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, no Sul de Santa Catarina, voltará a receber veículos neste domingo, 19 de julho de 2026, depois de permanecer nove dias totalmente bloqueada. A circulação será retomada apenas parcialmente, com uma faixa disponível em cada sentido da BR-101.
As informações foram publicadas pelo NSC Total em 17 de julho de 2026, após anúncio realizado pela CCR ViaCosteira, responsável pela administração do trecho. A reabertura não encerra as intervenções, pois técnicos ainda analisam os problemas encontrados e as condições necessárias para restabelecer completamente o tráfego.
Reabertura parcial encerra nove dias de bloqueio total

A interdição começou em 9 de julho, depois que uma anomalia foi identificada durante inspeções na estrutura. A circulação foi suspensa nos dois sentidos entre os quilômetros 312 e 315 da BR-101, obrigando motoristas a utilizar o traçado antigo da rodovia em Laguna.
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Com a liberação deste domingo, carros, ônibus e caminhões poderão voltar a atravessar a Ponte Anita Garibaldi, mas em capacidade reduzida. O retorno dos veículos não representa uma normalização completa, já que metade das faixas permanecerá indisponível durante a operação provisória.
Veículos passarão pelas pistas apoiadas em pilares
O tráfego será concentrado nas pistas sustentadas por pilares, que não dependem diretamente dos cabos do trecho estaiado. Essa separação permite restabelecer parcialmente a circulação enquanto as equipes continuam trabalhando nas áreas que exigem análise e intervenção.
A solução foi adotada para combinar mobilidade e segurança. Em vez de manter toda a ponte fechada até o fim das avaliações, a concessionária utilizará somente os segmentos considerados compatíveis com a operação temporária, preservando as restrições no restante da estrutura.
Apenas uma faixa ficará aberta em cada sentido
Os motoristas encontrarão uma faixa liberada no sentido Norte e outra no sentido Sul. A redução da capacidade poderá provocar lentidão, principalmente nos períodos de maior circulação, quando o volume de veículos se aproximar do limite suportado pela passagem provisória.
A configuração deverá exigir atenção redobrada de quem percorre a BR-101. Mesmo sem o bloqueio total, a travessia continuará diferente da operação normal, porque os veículos precisarão compartilhar um corredor mais estreito e sujeito a retenções.
Operação provisória poderá durar até 60 dias
A previsão apresentada pela concessionária indica que o tráfego restrito poderá permanecer entre 30 e 60 dias. Esse período será utilizado para concluir estudos técnicos, acompanhar o comportamento da estrutura e realizar os trabalhos considerados necessários.
O prazo não significa que a circulação total será automaticamente restabelecida ao final de 60 dias. A liberação completa dependerá dos resultados das inspeções e do laudo que reunirá os dados obtidos durante as intervenções, podendo ocorrer antes ou depois, conforme a avaliação técnica.
Inspeções encontraram problemas em componentes da estrutura
A Agência Nacional de Transportes Terrestres informou que as verificações localizaram problemas em componentes de proteção e nas conexões entre cordoalhas e estais, na região identificada como Vão 35. A causa exata da ocorrência ainda estava sob investigação.
Relatórios técnicos divulgados durante a interdição também apontaram rompimentos em cabos internos de protensão e recomendaram a suspensão imediata da circulação até a realização das medidas emergenciais. As análises buscam determinar a extensão do problema e sua origem, sem antecipar conclusões ainda não confirmadas.
Laudo técnico decidirá quando todas as pistas poderão reabrir
Mesmo que os reparos emergenciais sejam concluídos dentro do cronograma, a circulação integral dependerá de um laudo elaborado após a avaliação das informações coletadas. O documento deverá indicar se a estrutura reúne condições para receber novamente o fluxo normal da rodovia.
Até a conclusão dessa etapa, a Ponte Anita Garibaldi permanecerá sob acompanhamento técnico. A prioridade será confirmar o desempenho dos componentes afetados antes de retirar as restrições, evitando que a pressão por uma reabertura rápida substitua os critérios de segurança.
Filas chegaram a 13 quilômetros na BR-101
Na tarde de sexta-feira, a Polícia Rodoviária Federal registrou aproximadamente nove quilômetros de congestionamento no sentido Norte, entre Porto Alegre e Florianópolis. No sentido Sul, de Florianópolis para Porto Alegre, a lentidão chegou a cerca de 13 quilômetros.
Pela manhã, as filas eram menores, com aproximadamente quatro quilômetros no sentido Norte e oito quilômetros no Sul. O crescimento ao longo do dia mostrou o impacto do bloqueio sobre uma das principais ligações rodoviárias de Santa Catarina, especialmente nos horários de maior movimento.
Desvio pela Ponte de Cabeçudas concentrou os congestionamentos
Durante a interdição, os veículos foram direcionados para o traçado antigo da BR-101, utilizando a Ponte de Cabeçudas. Como essa rota possui pontos de parada e menor capacidade, o aumento do volume provocou retenções prolongadas nos dois sentidos.
A Ponte Anita Garibaldi foi construída justamente para ampliar a fluidez da travessia em Laguna e reduzir antigos gargalos. Com seu fechamento, parte do tráfego retornou ao caminho utilizado antes da inauguração da estrutura, reativando limitações que haviam sido aliviadas pela duplicação da rodovia.
Retorno dos veículos deverá aliviar, mas não eliminar as filas
A expectativa é que a reabertura parcial reduza a pressão sobre o desvio e diminua os congestionamentos acumulados nos últimos dias. Entretanto, a disponibilidade de apenas uma faixa por sentido poderá continuar produzindo filas, principalmente diante de acidentes, panes ou aumento repentino do fluxo.
Para você, a operação com uma faixa em cada sentido é a melhor alternativa enquanto as avaliações continuam ou a estrutura deveria permanecer totalmente bloqueada até o laudo definitivo? Deixe sua opinião nos comentários e conte como a interdição da Ponte Anita Garibaldi afetou sua viagem pela BR-101.
