O casal buscou água no Norte do Paraná, comemorou a vazão de 10 mil litros por hora, mas o poço artesiano trouxe mau cheiro, laudo preocupante e a rotina de depender de caminhão pipa
O poço artesiano parecia a solução definitiva para um sítio comprado do zero no Norte do Paraná. Depois de meses de correria por energia e de uma perfuração que passou do planejado, o casal comemorou quando a água finalmente jorrou. O problema é que o alívio virou frustração quando a análise mostrou enxofre e bactérias.
Mesmo custando R$ 85 mil com bomba, mangueira e instalação, o poço artesiano não passou a ser usado como eles imaginavam. A água não ficou própria para consumo humano, e a rotina de abastecimento acabou dependendo de caminhão pipa e de alternativas para manter plantação e estrutura do sítio funcionando.
Poço artesiano era a promessa de resolver o sítio sem água e sem energia
O casal conta que comprou um sítio do zero, sem água, sem energia e sem casa, em uma área com eucalipto.
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Eles descrevem o eucalipto como um transtorno, porque dificulta investimento e plantio, exige destoca e ainda “suga” água da terra. Nesse cenário, o poço artesiano virou prioridade, já que o sítio precisava de água para qualquer plano de produção.
Antes da água, veio outra espera: a energia. Eles relatam que levaram nove meses para conseguir a ligação, mesmo tendo feito o pedido com antecedência. A sensação era de depender de prazos e decisões que não estavam nas mãos deles, o que aumentou a pressão para que o poço artesiano desse certo.
Do orçamento de 100 metros ao desespero: o poço artesiano foi ficando mais fundo e mais caro

A empresa contratada, segundo o relato, cumpriu o combinado na execução. O plano inicial era um orçamento para 100 metros, com custo de R$ 25 mil, já incluindo a instalação. Só que a perfuração avançou, chegou a 80 metros sem água e o desespero começou.
Quando apareceu um “veiozinho” por volta de 90 metros, ainda era pouco. Aos 100 metros, veio a decisão que mudou tudo: parar ou continuar. Eles escolheram continuar e passaram a ampliar a profundidade em etapas, na tentativa de não ficar sem água.
A cada avanço, o valor subia, e o orçamento de R$ 25 mil deixou de existir. O poço artesiano virou um risco financeiro real, com o dinheiro de outras prioridades sendo redirecionado para a perfuração.
A água apareceu no limite: 250 metros e a comemoração que parecia um milagre
A perfuração seguiu para 150, 200 metros e nada de água suficiente. O casal descreve choro, frustração e a sensação de estar “sem casa e sem água” depois de já ter comprometido recursos. Em um último esforço, decidiram ir até o limite de 250 metros.
Foi nesse trecho final que a água apareceu. Eles citam que o ponto exato ficou em 247 metros e descrevem a cena como um alívio enorme, com emoção ao ver a água jorrando do poço artesiano.
A vitória foi tão grande quanto a tensão que veio antes, porque só quem passa pela incerteza de furar um poço entende o peso desse momento, segundo eles.
Vazão excelente, mas água problemática: enxofre, cheiro forte e bactérias no poço artesiano
Depois da perfuração, vieram etapas obrigatórias: outorga, autorização ambiental e análise da água. O laudo demorou cerca de um mês para chegar, e foi aí que começou o novo perrengue.
A análise apontou sulfeto de hidrogênio, descrito como um gás ligado ao enxofre, e também a presença de bactérias. Na prática, a água do poço artesiano saía com cheiro forte, comparado a ovo podre.
O casal relata que, quando ligou a água pela primeira vez para levar até o barracão, a catinga foi imediata e não passou como esperavam. O poço artesiano tinha água, mas não entregava o uso completo que eles imaginavam.
O que a água do poço artesiano passou a atender e o que ficou proibido

Com o resultado, a água não foi considerada própria para consumo humano. Eles dizem que não usam para beber, cozinhar ou banho como planejavam. Ao mesmo tempo, a vazão era excelente e não dava para simplesmente abandonar tudo.
Na plantação, o uso também ficou condicionado. Eles comentam que, por gotejamento, a água foi melhor aceita, porque vai direto ao solo.
Já molhar folhas por cima trouxe prejuízo, com exemplos de mudas que morreram e folhas que “queimaram”. O poço artesiano acabou virando uma solução parcial, útil em algumas demandas, mas insuficiente para a rotina doméstica.
Sistema de filtragem virou a próxima barreira: caro e inevitável para consumo humano
Após a descoberta, o casal passou a pesquisar filtragem e afirma que não parece barato. A ideia seria instalar um sistema capaz de tornar a água segura, mas o investimento não entrou no orçamento imediato depois do impacto de R$ 85 mil.
Eles também relatam um ponto importante: o cheiro do gás pode diminuir com um procedimento simples, ao “bater” a água, porque o gás sai e o odor reduz com o tempo. Ainda assim, o problema principal permanece sendo a presença de bactérias, o que exigiria filtragem adequada para liberar o consumo com segurança.
Caminhão pipa e rotina de abastecimento: a solução provisória depois do poço artesiano
Sem água potável no poço artesiano, eles passaram a buscar água tratada pela Sanepar. Todo mês, pagam um caminhão pipa fechado de 6.000 litros para abastecer a caixa d’água da casa. Eles descrevem a situação como desgastante, com idas recorrentes para resolver o abastecimento e a sensação de “atormentar” a prefeitura.
Ao mesmo tempo, reforçam o alerta: não comprar sítio do zero sem garantir água e energia, porque esses dois itens dependem de fatores externos, do solo, de documentação e de decisões de terceiros. Casa, segundo eles, dá para construir com o tempo, mas água e energia podem travar o projeto inteiro.
Poço comunitário e novas tentativas: mais água no sítio para não depender de um só ponto
O casal conta que um poço comunitário está saindo no bairro e que a análise indicou água boa. A expectativa é usar essa fonte para consumo próprio, com limite mensal de 10.000 litros e possível taxa se ultrapassar. Eles deixam claro que não é para esbanjar e sim para o básico da casa.
Mesmo com essa alternativa, eles pretendem buscar mais opções no futuro, como um poço caipira ou poço mineiro, e também falam em procurar alguém especializado em “mina” para achar água superficial.
A lógica é não ficar refém de uma única solução, já que se uma bomba quebra ou a gestão falha, o sítio volta ao risco de ficar sem água.
As lições que o poço artesiano deixou: documentação, pesquisa e “tiozinho da varinha”
Entre as recomendações, eles defendem pesquisar bem antes de comprar sítio, checar documentação, multas e promessas de imobiliárias. Também sugerem buscar referências locais antes de furar um poço artesiano, inclusive o “tiozinho da varinha”, associado à radiestesia.
Além disso, citam que pagaram R$ 800 em uma sondagem por satélite, que indicou a área onde a água apareceria. O método não garante profundidade nem qualidade, mas, para eles, ajuda a reduzir incerteza sobre o ponto de perfuração. A mensagem central é ter o máximo de evidências antes de investir.
Você teria coragem de investir em um poço artesiano tão fundo sem saber se a água vai ser boa, ou só compraria um sítio já com água e energia prontas?


Também,250 metros!!! Foram buscar água na reserva do espírito!!! Só podia vir com enxofre!!!
Obs- brincadeiras a parte, a situação é muito decepcionante…☹️☹️☹️
Sítio não quero nem de graça nasci na cidade sítio foi feito pra animais selvagem e vegetação fosse por mim não desmaiada nem capim
KKKKK… O leite de **** dá em caixinha e os ovos de galinha sao fabricados em bandejas… A carne do churrasco quem fabrica é o açougueiro…. A petezada contaminou…
Vá se tratar doente,o que tem haver com política?
O silêncio vale ouro! Qta ****…