Petroleira Shell irá investir R$ 3 bilhões em projetos de energia solar, eólica e térmica

Roberta Souza
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25-09-2021 10:34:26
em Energia Renovável
Shell – projetos – energia Energias renováveis e logo da Shell/ Fonte: Solar Eólica

A empresa anunciou o lançamento da marca Shell Energy, que vai atuar apenas no desenvolvimento de projetos de energia limpa

A multinacional anglo-holandesa Shell pretende investir mais R$ 3 bilhões em projetos de energia renovável até 2025 no Brasil. A estratégia de uma das maiores produtoras de petróleo e gás no mundo é ampliar os projetos de energia solar, eólica em alto-mar e termelétricas movidas a gás natural. De acordo com a Shell, o Brasil é um dos mercados prioritários no mundo, ao lado dos Estados Unidos, Austrália e Europa Ocidental. Leia ainda esta notícia: Shell, gigante global do Petróleo, irá produzir dez vezes mais combustível sustentável de aviação até 2025

A Shell projeta ampliar a comercialização de eletricidade a partir de fontes renováveis

A companhia anunciou o lançamento da marca Shell Energy, que vai atuar apenas no desenvolvimento de projetos de energia limpa. Segundo Guilherme Perdigão, diretor de Novas Energias da Shell Brasil e Shell Energy, o foco da companhia é investir em projetos de geração energia elétrica e ampliar a comercialização de eletricidade a partir de fontes renováveis.

O executivo diz que “Há um aumento do consumo de energia elétrica no Brasil e perspectiva de avanço de 5% por ano. O Brasil é uma prioridade para a Shell. Dos R$ 3 bilhões de investimentos previstos até 2025, grande parte será em projetos solares e usinas termelétricas movidas a gás”. O executivo destacou que a empresa pretende participar do leilão emergencial que será feito pelo governo para contratação de energia através de termelétricas.

Recentemente, a Shell fechou com a Gerdau para investimentos em uma nova usina de energia solar

A Shell Brasil e a Gerdau fecharam uma parceria de cooperação para efetuar investimentos em uma usina de energia solar no município de Brasilândia de Minas, em Minas Gerais. A parceria estabelece ideias iniciais para a criação e discussão de uma nova joint venture.

A usina que recebeu o nome de Aquarii terá uma capacidade instalada de 190 MW e fornecerá uma parte da energia sustentável para o mercado livre de energia, por meio da comercializadora de energia da Shell e outra parte para as unidades de Produção de aço da Gerdau, a partir do ano de 2024. A joint venture de energia solar, terá participação igualitária das duas empresas e compõe a estratégia de descarbonização e transição energética das companhias.

Se trata de um passo voluntário da Shell Brasil na oferta de mais serviços e produtos que venham da energia renovável, que está completamente alinhada com a busca de uma matriz energética mais limpa pela Gerdau.

A empresa projeta mais investimentos em energia renovável para tornar-se neutra nas emissões de carbono

A Royal Dutch Shell ou simplesmente Shell, multinacional petrolífera anglo-holandesa, anunciou recentemente que tem uma estratégia de transição energética para aliar suas operações às metas de ‘net zero’, emissões líquidas zero de carbono. A petroleira busca direcionar uma parcela maior das despesas de capital para os negócios de crescimento, como energia renovável e transição, em vez de priorizar as áreas convencionais de exploração e produção.

A revista Forbes divulgou que a empresa até 2025, a Shell tem como meta lançar 15 mil lojas de conveniência, expandir a sua carteira de serviços de varejo e implantar cerca de 500 mil pontos de carregamento de veículos elétricos. Curiosamente, a companhia lançou o Shell Café na Holanda e na Rússia. A estratégia do pilar de crescimento é introduzir novos fluxos de receita, manter a participação de mercado em setores resilientes, expandir a base de clientes e adquirir experiência na descarbonização da mobilidade e de outros setores.

Além disso, a Shell busca alcançar uma participação de dois dígitos no mercado de hidrogênio limpo até 2035. A estimativa é que esses negócios recebam 30% do orçamento de gastos de capital, enquanto a dívida líquida caia para menos de US$ 65 bilhões.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos
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