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Petrobrás já entrega mais valor para acionistas e apesar de menor, ainda será lucrativa

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 28/12/2019 às 21:09
Petrobras acionista lucrativa
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Devido a um plano forte de desinvestimentos da Petrobras, a estatal está bem posicionada na Bolsa produzindo “mais com menos”

Em 2015, ganhou força o plano da Petrobras de venda de ativos , por necessidade diante da dívida alta, as ações da empresa na bolsa de SP eram cotadas em média a 10 reais. Essa matéria leva em consideração dados do especialista em petróleo e gás Marcelo Gauto, além de comentários de profissionais atuantes no mercado.

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Após 4 anos, a Petrobrás já vendeu mais de 30 bilhões de dólares em ativos que dispunha. Apesar de encolher em patrimônio, a produção de petróleo aumentou, bem como a rentabilidade, sendo que hoje as ações da empresa na bolsa são cotadas a 30 reais. A estatal está produzindo mais, com menos. Na tabela abaixo  disponibilizada pelo Brasil Energia, é possível ver os principais desinvestimentos ( Está desatualizada, faltam algumas vendas como o Frade e a BR Distribuidora):

 

Crédito do gráfico: Editora Brasil Energia Jun/2019 Petrobras

Crédito do gráfico: Editora Brasil Energia Jun/2019 Petrobras

A Petrobras será uma empresa bem menor, mas bastante rentável apesar de seus últimos desinvestimentos. O principal impacto do aumento de preços dos produtos em relação a venda dos ativos foi que os mesmos foram trazidos a valor de mercado, operavam a margem negativa e estavam levando a empresa à insolvência.

Em 2018, a Petrobrás lucrou US$ 3,85 por barril refinado (o equivalente a R$ 0,10 por litro de derivado vendido). Esta quantia não veio do aumento de preços e equacionamento da dívida, mas da venda de ativos, reestruturação da dívida por taxas de juros menores e pelo aumento de produção do pré-sal, entre outros fatores.

Petrobras investirá US$ 49,5 bilhões em projetos E&P

Os investimentos da Petrobras para 2020 serão de 12,2 bi, 2021 com 14,3 bi, 2022 será 16,0 bi, 2023 será o maior valor 21,0 bi e 2024 fica com 15,3 bilhões de dólares.

Dos investimentos previstos, o pré-sal fica com a maior parte, 59%, que se divide em Búzios, parte de exploração e outros. 5% serão investidos em projetos onshore e P&D. O percentual para águas profundas no pós-sal fica com 29%.

Ainda, no pós-sal, o valor destinado ao ativo contemplará nove projetos: Roncador, Albacora, Albacora Leste, Tartaruga Verde, Barracuda-Caratinga, Marlim, Marlim Sul, Marlim Leste, localizados na Bacia de Campo e ainda, Sergipe-Alagoas.

Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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