Petrobrás já entrega mais valor para acionistas e apesar de menor, ainda será lucrativa

Petrobras acionista lucrativa


Devido a um plano forte de desinvestimentos da Petrobras, a estatal está bem posicionada na Bolsa produzindo “mais com menos”

Em 2015, ganhou força o plano da Petrobras de venda de ativos , por necessidade diante da dívida alta, as ações da empresa na bolsa de SP eram cotadas em média a 10 reais. Essa matéria leva em consideração dados do especialista em petróleo e gás Marcelo Gauto, além de comentários de profissionais atuantes no mercado.

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Após 4 anos, a Petrobrás já vendeu mais de 30 bilhões de dólares em ativos que dispunha. Apesar de encolher em patrimônio, a produção de petróleo aumentou, bem como a rentabilidade, sendo que hoje as ações da empresa na bolsa são cotadas a 30 reais. A estatal está produzindo mais, com menos. Na tabela abaixo  disponibilizada pelo Brasil Energia, é possível ver os principais desinvestimentos ( Está desatualizada, faltam algumas vendas como o Frade e a BR Distribuidora):

 

Crédito do gráfico: Editora Brasil Energia Jun/2019 Petrobras

Crédito do gráfico: Editora Brasil Energia Jun/2019 Petrobras

A Petrobras será uma empresa bem menor, mas bastante rentável apesar de seus últimos desinvestimentos. O principal impacto do aumento de preços dos produtos em relação a venda dos ativos foi que os mesmos foram trazidos a valor de mercado, operavam a margem negativa e estavam levando a empresa à insolvência.

Em 2018, a Petrobrás lucrou US$ 3,85 por barril refinado (o equivalente a R$ 0,10 por litro de derivado vendido). Esta quantia não veio do aumento de preços e equacionamento da dívida, mas da venda de ativos, reestruturação da dívida por taxas de juros menores e pelo aumento de produção do pré-sal, entre outros fatores.

Petrobras investirá US$ 49,5 bilhões em projetos E&P

Os investimentos da Petrobras para 2020 serão de 12,2 bi, 2021 com 14,3 bi, 2022 será 16,0 bi, 2023 será o maior valor 21,0 bi e 2024 fica com 15,3 bilhões de dólares.

Dos investimentos previstos, o pré-sal fica com a maior parte, 59%, que se divide em Búzios, parte de exploração e outros. 5% serão investidos em projetos onshore e P&D. O percentual para águas profundas no pós-sal fica com 29%.

Ainda, no pós-sal, o valor destinado ao ativo contemplará nove projetos: Roncador, Albacora, Albacora Leste, Tartaruga Verde, Barracuda-Caratinga, Marlim, Marlim Sul, Marlim Leste, localizados na Bacia de Campo e ainda, Sergipe-Alagoas.

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Paulo Nogueira
Com formação técnica, atuei no mercado de óleo e gás offshore por alguns anos. Hoje, eu e minha equipe nos dedicamos a levar informações do setor de energia brasileiro e do mundo, sempre com fontes de credibilidade e atualizadas.