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Peixe estranho caminha com seis patas no fundo do oceano, ‘prova’ a areia para encontrar presas escondidas e solta um coaxo parecido com sapo ao ser capturado, embora nem toda espécie tenha a mesma habilidade durante a busca por alimento

Imagem de perfil do autor Maria Heloisa Barbosa Borges
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 13/08/2026 às 14:18
Assista o vídeoPeixe-robin-do-mar caminha com seis apêndices, detecta presas sob a areia em algumas espécies e produz som semelhante ao coaxo de sapo.
Peixe-robin-do-mar caminha com seis apêndices, detecta presas sob a areia em algumas espécies e produz som semelhante ao coaxo de sapo.
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O peixe-robin-do-mar é um peixe que usa raios modificados das nadadeiras peitorais para caminhar sobre o leito marinho. Algumas espécies detectam sinais químicos de presas enterradas; outras apenas caminham. O ruído semelhante ao coaxo surge da vibração da bexiga natatória, acionada por músculos especializados quando o animal é capturado diretamente.

O peixe conhecido como peixe-robin-do-mar reúne características pouco comuns: desloca-se pelo fundo do mar com seis apêndices, procura alimento sob a areia e pode produzir um ruído comparável ao coaxo de um sapo quando é capturado.

As estruturas que sustentam esse movimento não são pernas verdadeiras. Segundo o ND Mais, em conteúdo publicado em 13 de agosto de 2026, elas se originam das nadadeiras peitorais e assumiram funções de locomoção, equilíbrio e exploração do substrato. A capacidade sensorial, porém, varia entre espécies, uma diferença essencial para não apresentar todo peixe desse grupo como se tivesse exatamente o mesmo comportamento.

Peixe-robin-do-mar pertence à família marinha Triglidae


Suas seis estruturas semelhantes a pernas são, na verdade, partes modificadas das nadadeiras peitorais
Foto: Bernard Picton
Suas seis estruturas semelhantes a pernas são, na verdade, partes modificadas das nadadeiras peitorais
Foto: Bernard Picton

O peixe-robin-do-mar integra a família Triglidae, formada por peixes marinhos de nadadeiras raiadas. O grupo também é conhecido pelos nomes ingleses sea robin e gurnard. Seu corpo conserva a aparência geral de um peixe, mas a região das nadadeiras peitorais apresenta adaptações que permitem um contato incomum com o fundo do mar.

Cada lado do corpo possui três raios livres, formando os seis apêndices que lembram patas. Eles são separados da parte ampla das nadadeiras peitorais e conseguem tocar o substrato de maneira independente. A aparência de um animal com seis pernas resulta, portanto, de partes modificadas das próprias nadadeiras.

Seis raios das nadadeiras sustentam a caminhada no leito marinho

O peixe pode afastar a areia para alcançar pequenos animais escondidos no fundo do mar
Foto: Britannica
O peixe pode afastar a areia para alcançar pequenos animais escondidos no fundo do mar
Foto: Britannica

Durante o deslocamento, o peixe alterna os raios das nadadeiras contra o solo e avança sobre o leito marinho. Esse movimento permite explorar áreas próximas sem depender apenas da natação, além de manter o corpo posicionado enquanto procura presas no fundo do mar.

Os apêndices também ajudam na estabilidade quando o animal remexe o sedimento ou muda de direção. O peixe-robin-do-mar continua capaz de nadar normalmente, mas aproveita o contato direto com o solo em sua rotina de alimentação. Caminhar e nadar são formas complementares de deslocamento, não habilidades excludentes.

Algumas espécies detectam sinais químicos de presas enterradas


Em algumas espécies, as estruturas também conseguem detectar sinais químicos relacionados a possíveis presas
Foto: Britannica
Em algumas espécies, as estruturas também conseguem detectar sinais químicos relacionados a possíveis presas
Foto: Britannica

Em espécies adaptadas à escavação, os raios das nadadeiras apresentam pequenas estruturas sensoriais capazes de responder a substâncias químicas. Essa característica ajuda o peixe a identificar sinais associados a presas escondidas, mesmo quando elas não estão visíveis na superfície da areia.

Testes com a espécie Prionotus carolinus registraram a localização e a retirada de mexilhões enterrados, além da resposta a compostos químicos relacionados ao alimento. Já Prionotus evolans caminha pelo fundo do mar, mas não demonstrou a mesma aptidão para cavar ou detectar esses sinais. A expressão provar a areia descreve uma capacidade de certas espécies, não uma regra de toda a família.

Escavação expõe pequenos animais escondidos sob a areia

Depois de localizar um ponto promissor, o peixe-robin-do-mar pode afastar o sedimento para alcançar presas enterradas. Esse peixe encontra no leito marinho diferentes fontes de comida, como mariscos, camarões, vermes, peixes pequenos e lulas.

Essa procura também beneficia animais oportunistas. Outros peixes podem acompanhar a escavação e capturar presas que ficaram expostas antes que o responsável pela busca consiga comê-las. O aproveitamento do alimento descoberto por outro animal é uma forma de cleptoparasitismo.

Nadadeiras peitorais abertas também participam da defesa

As nadadeiras peitorais não servem somente para nadar ou originar os seis apêndices. Em algumas espécies, o peixe exibe áreas largas e coloridas quando percebe uma ameaça, ampliando visualmente o corpo e tentando surpreender ou afastar possíveis predadores.

Quando estão recolhidas, essas nadadeiras acompanham o contorno do animal e auxiliam nas mudanças de posição. A abertura repentina acrescenta uma função defensiva ao conjunto de adaptações usado perto do fundo do mar. Uma mesma estrutura corporal participa da natação, da estabilidade e da reação a ameaças.

Bexiga natatória vibra e produz o som semelhante a coaxo

O ruído associado ao peixe não vem das seis estruturas usadas para caminhar. Músculos especializados se contraem e fazem a bexiga natatória vibrar, produzindo uma sequência sonora que pode lembrar o coaxo de um sapo para o ouvido humano.

Esse som pode ser percebido quando o animal é capturado, situação que originou parte da fama popular do grupo. A comparação descreve a semelhança acústica, mas não significa que o mecanismo seja igual ao utilizado por anfíbios. O coaxo atribuído ao peixe é produzido dentro do corpo pela vibração da bexiga natatória.

Diferenças entre espécies explicam o conjunto de habilidades

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O peixe-robin-do-mar chama atenção porque reúne locomoção sobre o solo, exploração do sedimento, defesa visual e produção de som. Esse peixe, porém, não apresenta todas as características com a mesma intensidade em cada espécie, principalmente quando se trata de detectar quimicamente presas sob a areia.

Separar as habilidades comuns das capacidades especializadas torna a descrição mais fiel: todos os integrantes observados podem ter raios livres associados ao deslocamento, enquanto apenas parte deles usa esses apêndices como órgãos sensoriais refinados. A diversidade dentro da família é tão relevante quanto a aparência incomum do animal.

Na sua opinião, qual adaptação é mais surpreendente: caminhar pelo leito marinho, localizar alimento enterrado, abrir nadadeiras para defesa ou produzir um som semelhante ao de um sapo? Conte nos comentários qual delas mais chamou sua atenção.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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