O peixe-robin-do-mar é um peixe que usa raios modificados das nadadeiras peitorais para caminhar sobre o leito marinho. Algumas espécies detectam sinais químicos de presas enterradas; outras apenas caminham. O ruído semelhante ao coaxo surge da vibração da bexiga natatória, acionada por músculos especializados quando o animal é capturado diretamente.
O peixe conhecido como peixe-robin-do-mar reúne características pouco comuns: desloca-se pelo fundo do mar com seis apêndices, procura alimento sob a areia e pode produzir um ruído comparável ao coaxo de um sapo quando é capturado.
As estruturas que sustentam esse movimento não são pernas verdadeiras. Segundo o ND Mais, em conteúdo publicado em 13 de agosto de 2026, elas se originam das nadadeiras peitorais e assumiram funções de locomoção, equilíbrio e exploração do substrato. A capacidade sensorial, porém, varia entre espécies, uma diferença essencial para não apresentar todo peixe desse grupo como se tivesse exatamente o mesmo comportamento.
Peixe-robin-do-mar pertence à família marinha Triglidae

Foto: Bernard Picton
O peixe-robin-do-mar integra a família Triglidae, formada por peixes marinhos de nadadeiras raiadas. O grupo também é conhecido pelos nomes ingleses sea robin e gurnard. Seu corpo conserva a aparência geral de um peixe, mas a região das nadadeiras peitorais apresenta adaptações que permitem um contato incomum com o fundo do mar.
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Cada lado do corpo possui três raios livres, formando os seis apêndices que lembram patas. Eles são separados da parte ampla das nadadeiras peitorais e conseguem tocar o substrato de maneira independente. A aparência de um animal com seis pernas resulta, portanto, de partes modificadas das próprias nadadeiras.
Seis raios das nadadeiras sustentam a caminhada no leito marinho

Foto: Britannica
Durante o deslocamento, o peixe alterna os raios das nadadeiras contra o solo e avança sobre o leito marinho. Esse movimento permite explorar áreas próximas sem depender apenas da natação, além de manter o corpo posicionado enquanto procura presas no fundo do mar.
Os apêndices também ajudam na estabilidade quando o animal remexe o sedimento ou muda de direção. O peixe-robin-do-mar continua capaz de nadar normalmente, mas aproveita o contato direto com o solo em sua rotina de alimentação. Caminhar e nadar são formas complementares de deslocamento, não habilidades excludentes.
Algumas espécies detectam sinais químicos de presas enterradas

Foto: Britannica
Em espécies adaptadas à escavação, os raios das nadadeiras apresentam pequenas estruturas sensoriais capazes de responder a substâncias químicas. Essa característica ajuda o peixe a identificar sinais associados a presas escondidas, mesmo quando elas não estão visíveis na superfície da areia.
Testes com a espécie Prionotus carolinus registraram a localização e a retirada de mexilhões enterrados, além da resposta a compostos químicos relacionados ao alimento. Já Prionotus evolans caminha pelo fundo do mar, mas não demonstrou a mesma aptidão para cavar ou detectar esses sinais. A expressão provar a areia descreve uma capacidade de certas espécies, não uma regra de toda a família.
Escavação expõe pequenos animais escondidos sob a areia
Depois de localizar um ponto promissor, o peixe-robin-do-mar pode afastar o sedimento para alcançar presas enterradas. Esse peixe encontra no leito marinho diferentes fontes de comida, como mariscos, camarões, vermes, peixes pequenos e lulas.
Essa procura também beneficia animais oportunistas. Outros peixes podem acompanhar a escavação e capturar presas que ficaram expostas antes que o responsável pela busca consiga comê-las. O aproveitamento do alimento descoberto por outro animal é uma forma de cleptoparasitismo.
Nadadeiras peitorais abertas também participam da defesa
As nadadeiras peitorais não servem somente para nadar ou originar os seis apêndices. Em algumas espécies, o peixe exibe áreas largas e coloridas quando percebe uma ameaça, ampliando visualmente o corpo e tentando surpreender ou afastar possíveis predadores.
Quando estão recolhidas, essas nadadeiras acompanham o contorno do animal e auxiliam nas mudanças de posição. A abertura repentina acrescenta uma função defensiva ao conjunto de adaptações usado perto do fundo do mar. Uma mesma estrutura corporal participa da natação, da estabilidade e da reação a ameaças.
Bexiga natatória vibra e produz o som semelhante a coaxo
O ruído associado ao peixe não vem das seis estruturas usadas para caminhar. Músculos especializados se contraem e fazem a bexiga natatória vibrar, produzindo uma sequência sonora que pode lembrar o coaxo de um sapo para o ouvido humano.
Esse som pode ser percebido quando o animal é capturado, situação que originou parte da fama popular do grupo. A comparação descreve a semelhança acústica, mas não significa que o mecanismo seja igual ao utilizado por anfíbios. O coaxo atribuído ao peixe é produzido dentro do corpo pela vibração da bexiga natatória.
Diferenças entre espécies explicam o conjunto de habilidades
O peixe-robin-do-mar chama atenção porque reúne locomoção sobre o solo, exploração do sedimento, defesa visual e produção de som. Esse peixe, porém, não apresenta todas as características com a mesma intensidade em cada espécie, principalmente quando se trata de detectar quimicamente presas sob a areia.
Separar as habilidades comuns das capacidades especializadas torna a descrição mais fiel: todos os integrantes observados podem ter raios livres associados ao deslocamento, enquanto apenas parte deles usa esses apêndices como órgãos sensoriais refinados. A diversidade dentro da família é tão relevante quanto a aparência incomum do animal.
Na sua opinião, qual adaptação é mais surpreendente: caminhar pelo leito marinho, localizar alimento enterrado, abrir nadadeiras para defesa ou produzir um som semelhante ao de um sapo? Conte nos comentários qual delas mais chamou sua atenção.


