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O prazo de apenas 41 dias para a decomposição total no solo marca a criação de tecidos vivos feitos com fungos e leveduras por pesquisadores chineses, que produziram um vestido capaz de se reparar, repelir água e mudar de cor para reduzir os resíduos da moda.

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 04/09/2026 às 16:58 Atualizado em 04/09/2026 às 17:46
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Pesquisadores do Instituto de Avançados da Tecnologia de Shenzhen criaram tecidos vivos a partir de fungos para substituir tecidos sintéticos, apresentando um vestido conceitual com capacidade de regeneração, mudança de cor e descarte biodegradável em 41 dias.

A busca por materiais sustentáveis para a indústria da moda levou cientistas chineses a criarem uma plataforma de tecidos vivos programáveis. A inovação utiliza recursos biológicos preservados do próprio organismo para substituir materiais sintéticos convencionais.

O processo começa com o cultivo do fungo Cordyceps militaris em meio líquido, formando aglomerados de fios chamados de pellets miceliais. Essas estruturas são colocadas em moldes e secas até formarem uma folha contínua.

Propriedades biológicas e personalização do material

Para eliminar a rigidez inicial do material, os pesquisadores aplicaram glicerol. O tratamento tornou as folhas flexíveis, permitindo que a peça fosse dobrada, cortada e costurada da mesma forma que um tecido tradicional.

A adição de leveduras geneticamente modificadas permitiu a produção de cores como azul, vermelho, laranja e roxo sem pigmentos tradicionais. O material gera tons e reage a nutrientes para criar padrões e regenerar partes danificadas.

Funcionalidades avançadas e aplicação prática

Aplicação de nutrientes sob condições úmidas ativa o crescimento de fios fúngicos que reparam o material. Certos nutrientes também geram uma superfície repelente à água, permitindo que o líquido escorra sem a necessidade de compostos químicos externos.

O uso do fungo Aspergillus niger adicionou proteção contra raios ultravioleta à estrutura. Para testar o uso real dos tecidos vivos, a equipe produziu um vestido funcional composto por partes costuradas que reúnem todas as funções biológicas.

Limitações técnicas e desafios para o mercado

A peça conceitual apresentou descarte sustentável ao se decompor quase totalmente no solo em 41 dias. O ciclo de vida estendido e a capacidade de autorreparo visam reduzir o acúmulo de resíduos têxteis no meio ambiente.

Apesar dos testes bem-sucedidos relatados na revista Science Advances, a tecnologia enfrenta desafios antes de chegar às lojas. Os cientistas trabalham para escalar a produção e testar a durabilidade e a resistência do material às lavagens.

Fonte: New Atlas

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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