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O megaevento de proporções globais de 2026 que surge como a grande aposta da Ambev para curar a “ressaca” da gigante da cerveja após um 2025 ruim

Publicado em 14/02/2026 às 09:04
Atualizado em 14/02/2026 às 09:05
Ambev, Cerveja, Copa do Mundo
Imagem: Ilustração artística gerada por IA
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Após queda nos volumes, Ambev aposta em eventos, feriados e clima favorável para recuperação. Zé Delivery avança, aproxima jovens consumidores e reforça estratégia nas marcas populares e no segmento core

Após um período descrito como de “gosto amargo” para o mercado de cervejas, a Ambev projeta um cenário mais animador para 2026. A companhia aposta que a combinação entre grandes eventos e um calendário generoso de feriados deve reacender o consumo no Brasil, depois de um ano de retração nos volumes vendidos.

Eventos e feriados no radar

Durante teleconferência de resultados realizada nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, o CEO Carlos Lisboa destacou fatores que, na visão da empresa, podem mudar o ritmo do setor.

O Carnaval está em andamento no Brasil e em vários mercados latino-americanos. Depois, começamos a nos preparar para a Copa do Mundo, que terá fuso horário favorável. No Brasil, o calendário está repleto de feriados, com vários fins de semana prolongados”, afirmou o executivo.

A leitura é direta: mais ocasiões de encontro social tendem a ampliar momentos de consumo. Para a companhia, o último ano foi prejudicado justamente pela redução dessas oportunidades.

O peso de um ano desafiador

Lisboa atribuiu o desempenho mais fraco a condições climáticas adversas e a um ambiente de consumo considerado mais difícil.

Segundo ele, esses elementos reduziram as ocasiões de socialização, pressionando tanto a indústria quanto os resultados da Ambev.

No quarto trimestre, os volumes totais caíram 3,6% em relação ao ano anterior. No Brasil, a queda foi de 3,7%.

As vendas de cerveja recuaram 2,6%, enquanto as bebidas não alcoólicas tiveram retração de 6,6%. Em 2025, os volumes totais caíram 3,3%, com recuo de 4,1% no Brasil.

Foi a primeira vez que vimos um impacto tão forte em nosso setor”, disse Lisboa. Em tom analógico, comparou 2025 a uma temporada difícil, marcada por campo instável, clima frio e um jogo em constante mudança.

Fundamentos preservados

Apesar dos números, o CEO rejeitou interpretações de que haveria uma mudança estrutural no comportamento do consumidor.

Para ele, o movimento foi cíclico e influenciado por fatores específicos. Não houve, segundo Lisboa, alteração repentina nos fundamentos da categoria.

Ele ressaltou que consumidores mais engajados se aproximaram ainda mais da cerveja ao longo do ano. O que mudou, em suas palavras, foi quantas vezes “o momento certo” apareceu.

A cerveja, afirmou, segue culturalmente relevante e ligada à socialização.

Zé Delivery em destaque

Como indicativo dessa conexão, Lisboa citou o desempenho do Zé Delivery. O aplicativo encerrou 2025 com o maior resultado da história, registrando GMV 13% maior que em 2024 e alcançando R$ 4,7 bilhões.

“Em termos estratégicos, o Zé Delivery nos aproxima dos consumidores mais jovens, com quase 80% deles pertencendo à Gen Z ou aos millennials”, afirmou.

Para a companhia, a plataforma funciona como ponte com públicos que moldarão o consumo nos próximos anos.

Estratégia da Ambev para 2026

Na retomada esperada para 2026, Lisboa destacou o papel das marcas populares, classificadas como core.

Embora rótulos premium e super premium tenham crescido “um dígito alto”, ele reforçou que o core é essencial para atingir a maior parte da população, em que o preço é decisivo.

Segundo o executivo, a maioria dos brasileiros ainda depende de um salário mínimo, o que torna a acessibilidade um fator central. O core, disse, é a parte mais forte da indústria.

A Ambev fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 4,5 bilhões, queda de 9,9%. A receita líquida recuou 8,2%, para R$ 24,8 bilhões, e o Ebitda ajustado diminuiu 8%, para R$ 8,8 bilhões.

No acumulado do ano, o lucro subiu 7,7%, para R$ 16 bilhões, enquanto a receita líquida caiu 1,4%, para R$ 88,2 bilhões. Por volta das 16h09, as ações subiam 4,44%, a R$ 16,47, acumulando alta de 20,6% em 12 meses.

As informações são do NeoFeed.

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Romário Pereira de Carvalho

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