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O Diesel russo mantém forte presença no mercado brasileiro mesmo após reajuste da Petrobras, afirma S&P

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 12/12/2023 às 21:48
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Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco (Foto: Divulgação) – Todos os direitos: EPBR
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Preço do diesel brasileiro se aproxima do produzido no Golfo do México, mas ainda mais caro que o russo. Importação de diesel russo pode reduzir custos.

As importações de diesel russo para o Brasil continuam em alta, de acordo com informações da S&P Global. Mesmo com o reajuste anunciado pela Petrobras, a demanda pelo diesel russo permanece forte e deve se manter em crescimento no ano de 2024. A perspectiva de aumento na importação de diesel russo mostra a dependência contínua do Brasil em relação aos combustíveis fósseis, em especial o petróleo, demonstrando a constante necessidade de encontrar alternativas sustentáveis para a matriz energética do país. For more information, click here.

Importação de diesel russo

Reajuste do preço do diesel

A Petrobras reduziu o preço do diesel em 6,6% para as distribuidoras na última sexta-feira (8/12). Com isso, praticamente eliminou a defasagem que existia em relação ao mercado internacional.

  • O valor do diesel brasileiro agora está próximo do produzido no Golfo do México, nos EUA, mas ainda está mais caro que o russo.

  • Os traders trabalham com a expectativa de mais um reajuste em janeiro pela Petrobras.

Petróleo estável. O preço do petróleo fechou perto da estabilidade nesta segunda-feira (11/12), com temores com uma desaceleração chinesa contrabalançando perspectivas otimistas para a demanda americana e europeia.

  • O WTI para janeiro fechou em alta de 0,13%, a US$ 71,32 o barril. O Brent para fevereiro subiu 0,25%, a US$ 76,03 o barril.

Consolidação das petroleiras. A Occidental Petroleum anunciou a compra da Crown Rock por US$ 12 bilhões. Com isso, vai reforçar seu portfólio de gás não convencional nas bacias do Permiano, a maior do país, e de Midland.

  • A aquisição vai adicionar 170 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) à produção da Occidental em 2024. E acrescentar 1,7 mil áreas exploratórias não desenvolvidas.

  • A aquisição é parte de um movimento de consolidação do mercado de petróleo norte-americano. Somente este ano, foram anunciadas duas das maiores fusões do século: Chevron/Hess e ExxonMobil/Pioneer.

Credores pressionam Unigel. Os detentores de R$ 500 milhões em debêntures emitidas pela Unigel aprovaram o início dos procedimentos para execução da dívida. A empresa, no entanto, conseguiu uma suspensão por 60 dias. As dívidas somam mais de R$ 3 bilhões.

CPI da Braskem. Deve ser instalada hoje no Senado a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o risco iminente de colapso na mina da Braskem em Mutange, em Maceió (AL).

  • Autor do requerimento da instalação, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) deve ser o relator.

COP28 sem consenso. A ‘eliminação gradual dos combustíveis fósseis’ foi retirada do rascunho do Balanço Global (GST, em inglês) – o documento mais aguardado da Conferência Climática da ONU (COP28). A conferência termina nesta terça-feira (12/12) e ainda não havia um consenso sobre os termos do documento.

  • O texto divulgado em Dubai, na segunda (11/12), chama os países para ‘reduzir tanto o consumo quanto a produção de combustíveis fósseis, de maneira justa, ordenada e equitativa’.

  • A linguagem foi criticada pela ministra Marina Silva e, caso aprovada, será uma vitória para a Opep e seus aliados.

  • E uma derrota para uma coalizão de mais de 80 países, incluindo os Estados Unidos e membros da União Europeia, que pressiona por um acordo que aborde a eliminação gradual dos combustíveis fósseis.

Próximas COPs

Próximas COPs. A COP29 será em Baku, no Azerbaijão, entre 11 e 22 de novembro de 2024. Já a COP30 será em Belém, entre 10 e 21 de novembro de 2025. A decisão foi tomada por consenso em sessão plenária na conferência.

Recorde de CBIOs. O RenovaBio estabeleceu um novo recorde de emissão de créditos de descarbonização (CBIOs) em novembro de 2023, com 4,3 milhões de títulos que comprovam a eficiência energética e ambiental na produção de biocombustíveis.

  • Até então, o maior número de CBIOs emitidos em um mês tinha sido 3,3 milhões, em outubro de 2020.

  • Até novembro, já foram emitidos 32,3 milhões de CBIOs, mais do que em todo o ano passado.

  • Cada crédito equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser lançada na atmosfera por meio dos combustíveis renováveis.

Raízen compra rede de recarga. A Raízen Power comprou toda a rede de recarga de veículos elétricos da startup Tupinambá, com 204 carregadores de corrente alternada (AC) — e potencial de expandir para mais de 600 pontos adicionais de 7,4 a 22 kW de potência.

Energia da Venezuela. O preço de importação da energia da Venezuela pela Âmbar (J&F) supera em muito patamares históricos. Segundo a Folha, despachos podem chegar a R$ 1.080 por MWh. O Ministério de Minas e Energia justifica que custo é menor que geração isolada para atendimento a Roraima.

  • A Âmbar afirma que haverá uma redução de R$ 1 bilhão nos gastos em relação às térmicas a diesel hoje existentes.

Opinião: ‘Átomos para a paz’: marco do uso pacífico da energia nuclear completa 70 anos. Desmistificar percepções negativas da fonte é um desafio crucial, escreve Marco Antonio Alves.

 

Fonte: EPBR

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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