Campo hidrotermal Lost City, no Atlântico, revela torres de até 60 metros, vida sem luz solar e condições químicas que podem explicar a origem da vida na Terra
Certamente, o campo hidrotermal Lost City é um dos ambientes mais extremos e fascinantes do fundo do Oceano Atlântico, onde torres de até 60 metros sustentam vida sem luz solar, por meio de reações químicas, desafiando conceitos tradicionais sobre a origem da vida na Terra.
O que é o campo hidrotermal Lost City
O Lost City consiste em uma rede de chaminés de calcário submersas formadas por serpentinização, processo químico que ocorre em fendas tectônicas profundas.
Diferente de outras fontes, essas estruturas liberam fluidos transparentes em vez de fumaça escura.
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Localizado no Maciço de Atlantis, o campo apresenta torres brancas que podem atingir 60 metros de altura.
A interação entre água e rochas cria energia química, sustentando microrganismos que vivem nesse ambiente isolado.
Como se formam as torres gigantes de pedra
As torres do Lost City crescem continuamente quando minerais dissolvidos em fluidos alcalinos entram em contato com a água fria do oceano. Esse processo de precipitação mineral ocorre há pelo menos 30.000 anos.
Esse longo período torna o sistema um dos mais antigos conhecidos. As formações são compostas principalmente por carbonatos de cálcio, ao contrário das fontes de fumaça negra, que possuem sulfetos metálicos.
Enquanto as fontes tradicionais atingem até 400°C, o Lost City opera entre 40°C e 90°C. Além disso, seus fluidos possuem pH altamente alcalino, diferindo das condições ácidas de outros sistemas hidrotermais.
Como existe vida sem luz solar
A vida no Lost City é sustentada pela quimiossíntese. Microrganismos convertem gases como hidrogênio e metano em energia, formando a base de uma cadeia alimentar que inclui caracóis e pequenos crustáceos.
Esse modelo biológico desafia a ideia de que a luz solar é essencial para a vida. O ecossistema mostra que processos químicos podem sustentar organismos mesmo em ambientes extremos e isolados.
Essa descoberta amplia a compreensão sobre a habitabilidade em outros corpos celestes. Condições semelhantes podem existir em luas geladas, onde reações químicas substituem a luz solar como fonte de energia.
Indicadores oficiais e características do sistema
As expedições científicas confirmam que o Lost City está localizado a 30°N no Oceano Atlântico, próximo à Cordilheira Mesoatlântica, a uma profundidade entre 700 e 800 metros abaixo da superfície.
As torres atingem até 60 metros de altura, sendo um dos principais marcos do local. O ambiente apresenta alta concentração de metano e hidrogênio natural, fundamentais para a manutenção da vida microbiana.
A exploração do campo exige tecnologia avançada e cooperação internacional. Os dados indicam que o local é um santuário único de biodiversidade microbiana e, ao mesmo tempo, extremamente frágil.
O que o Lost City revela sobre a origem da vida
Cientistas apontam que ambientes como o Lost City podem ter servido como berço da vida na Terra primitiva. A química alcalina e a energia disponível criam condições favoráveis para a formação de moléculas orgânicas estáveis.
Esse cenário sugere que a vida pode ter surgido em ambientes sem luz solar, baseados em reações químicas entre rochas e água. A descoberta reforça novas hipóteses sobre o surgimento dos primeiros organismos.
Ao estudar esse ecossistema, pesquisadores conectam geobiologia e astrobiologia. O Lost City se consolida como um modelo natural que ajuda a entender tanto o passado quanto o possivel futuro da vida no universo.
Mesmo com avanços, o campo ainda é pouco explorado. Sua preservação é considerada essencial para garantir novas descobertas científicas e aprofundar o conhecimento sobre sistemas extremos que ainda desafiam a ciência modrena.
Com informações de BMC News.


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