A grega Cristina Rapti-Tzelepi, de 54 anos, deu à luz Georgia, de 3,5 kg, em Atenas, em 9 de setembro de 2026, usando um embrião congelado por 22 anos. A gravidez veio após a morte do único filho, Giorgos, de 21 anos, em acidente de trânsito em outubro de 2025
Cristina Rapti-Tzelepi, de 54 anos, deu à luz uma menina em um hospital de Atenas, na Grécia, a partir de um embrião que estava congelado havia 22 anos. A decisão de usar o embrião veio depois que ela e o marido, Constantinos Raptis, de 60 anos, perderam o único filho, Giorgos, de 21 anos, em um acidente de trânsito.
As informações foram publicadas pela revista People, em setembro de 2026, com base em entrevista do casal à agência Associated Press (AP).
Giorgos, de 21 anos, morreu em acidente de trânsito em outubro de 2025
O casal grego perdeu Giorgos, o único filho, em um acidente de trânsito em outubro de 2025. Menos de um ano depois, Cristina e Constantinos tiveram o segundo filho.
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“Ocorreu um acidente e perdemos nosso filho”, contou Cristina à AP, em tradução do grego. “Algum tempo depois, mesmo em profundo luto, decidimos utilizar os embriões que já haviam sido criopreservados”, acrescentou.
Limite de idade para fertilização in vitro na Grécia apressou a decisão
O casal agiu rápido em parte por causa do limite de idade imposto pelo governo grego para que mulheres façam procedimentos de fertilização in vitro (FIV). Aos 54 anos, Cristina tinha menos de um ano para obter a aprovação antes de atingir a idade limite, segundo a AP.
“Devido às restrições de tempo e aos limites de idade rigorosos impostos pela legislação, tivemos que agir muito rapidamente”, disse Cristina. “Eu tinha apenas dois meses e meio”, explicou, sobre o prazo fixado pelo governo.
Embrião congelado havia 22 anos é caso excepcional, segundo a AP
A Associated Press classificou os 22 anos como um “período excepcionalmente longo para um óvulo fertilizado congelado ser usado para gerar uma gravidez”.
O recorde, porém, é maior. De acordo com o Guinness World Records, o embrião humano mais antigo usado em uma gravidez bem-sucedida tinha mais de 31 anos, quase uma década a mais que o de Cristina.
Georgia nasceu com 3,5 kg em Atenas, em 9 de setembro

Foto AP/Thanassis Stavrakis
Cristina Rapti-Tzelepi deu à luz a filha em um hospital de Atenas na quarta-feira, 9 de setembro de 2026, informou a AP. A recém-nascida pesava 3,5 kg.
O casal deu à menina o nome de Georgia, em homenagem ao filho Giorgos, que morreu no acidente.
Fotos mostram a bebê de três dias em maternidade particular
Imagens feitas pela AP em 11 de setembro mostram Cristina amamentando Georgia, então com três dias, enquanto Constantinos acaricia a cabeça da filha, em uma maternidade particular em Atenas.
Nas fotos, os pais aparecem abraçados à recém-nascida. Um balão rosa de bolinhas com a frase “É uma menina” decorava o quarto.
Cristina descreve o nascimento como “novo começo” para a família
Cristina chamou a chegada de Georgia de “novo começo”. “Decidimos dar uma segunda chance à vida, recomeçar, trazer uma nova vida para nossa casa e dar continuidade à história da nossa família”, disse à AP.
A mãe afirmou que deseja que a filha cresça saudável e feliz, cheia de alegria, como o primeiro filho, que, segundo ela, encheu a casa de risos.
Constantinos diz que a filha trouxe “oxigênio” depois da escuridão
Constantinos Raptis descreveu a chegada da filha como uma fuga da escuridão. “Junto com o bebê, veio o oxigênio que nos permitiu respirar e seguir com nossas vidas”, disse à AP.
Segundo ele, antes do nascimento, a família vivia “na mais completa escuridão”. “Para nós, o mundo havia desaparecido”, afirmou o pai.
Ginecologista Kostas Pantos acompanhou o casal no tratamento
Constantinos disse que o ginecologista da esposa, o Dr. Kostas Pantos, “foi nosso companheiro nessa jornada”. No quarto do hospital, com a filha no colo, ele afirmou: “Ele nos pegou pela mão e nos tirou da nossa mais profunda escuridão. Nós escapamos daquela escuridão e acredito que agora temos muito pelo que viver”.
Cristina também falou sobre o processo. “Foi estressante, mas com força interior e com nosso médico e toda a sua equipe ao nosso lado, superamos todos os obstáculos”, disse.
Casal não descarta ir ao exterior para ter mais filhos
Por causa do limite de idade para a fertilização in vitro na Grécia, Cristina Rapti-Tzelepi e Constantinos Raptis teriam de viajar para fora do país se quiserem aumentar a família outra vez.
Segundo a Associated Press, o casal não descartou essa possibilidade.
Na sua opinião, países como a Grécia deveriam manter limites rígidos de idade para a fertilização in vitro ou avaliar cada caso individualmente? Deixe sua opinião nos comentários.
