O motorista de aplicativo Emilson Cipriano parou o carro em frente ao Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e fez o parto da passageira Luzimary dos Reis no banco de trás, com o apoio de um policial civil; mãe e bebê foram levadas à Maternidade Mariana Bulhões
Emilson Cipriano aceitou uma corrida de aplicativo no Rio de Janeiro e terminou a viagem fazendo o parto da passageira dentro do próprio carro. A criança nasceu antes que o veículo conseguisse entrar no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e ele mesmo puxou o freio de mão, calçou a luva e foi para o banco de trás.
Segundo o site SóNotíciaBoa, em publicação assinada por Renata Dias no dia 19 de outubro de 2024, o motorista relatou o episódio e contou como agiu entre o pedido de socorro da passageira e o nascimento. Emilson tem formação como técnico de enfermagem, embora não exerça a profissão.
Passageira mandou mensagem pedindo para o motorista não cancelar a viagem
Luzimary dos Reis chamou o carro já em trabalho de parto e escreveu direto para o motorista. “Moço, por favor, não cancela!”, pediu ela, segundo o relato de Emilson.
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Ela explicou na mensagem que estava grávida e prestes a dar à luz. Emilson não desviou o caminho e seguiu para o endereço.
Outros dois motoristas cancelaram a corrida ao saber do parto
Antes de Emilson aceitar, dois motoristas cancelaram a viagem quando souberam que o parto estava para acontecer, conforme a publicação. Foi o terceiro chamado que deu certo.
“Eu acelerei meu carro e fui em direção a ela”, diz Emilson Cipriano
Emilson contou que apressou o trajeto até a casa da passageira e ficou tenso na chegada. “Eu acelerei meu carro e fui em direção a ela. Vi que o portão da casa dela demorou a abrir. Eu fiquei ansioso. E ela veio devagar, já com a bolsa rompida e molhada”, disse ele.
A bolsa rompida indicava que o nascimento estava próximo. Com a formação em enfermagem, o motorista percebeu a urgência do quadro.
Contrações com intervalo de menos de 5 minutos anteciparam o desfecho
Durante o trajeto, Emilson passou a cronometrar os intervalos entre as contrações. “Tava dando menos 5 minutos. Já sabia o que ia acontecer”, disse ele ao Bom da Rio.
A passageira avisava o tempo todo o que estava sentindo. “Ela estava falando: ‘Vai nascer! Vai nascer!'”, contou o motorista. “Eu fiquei com medo de acontecer alguma coisa com a mãe e a bebê.”
Motorista dirigiu na contramão e pediu escolta policial no caminho
Emilson dirigiu pela contramão para ganhar tempo até o hospital. No percurso, pediu ajuda a policiais para conseguir uma escolta até o Hospital da Posse.
Carro parou em frente ao Hospital da Posse, em Nova Iguaçu
Ao perceber que não daria tempo de entrar na unidade, o motorista parou o veículo em frente ao Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A bebê nasceu ali, dentro do carro de aplicativo.
Parto foi feito no banco de trás, com luva e apoio de um policial civil
Emilson pegou as luvas e conduziu o nascimento no banco de trás do próprio carro, com o suporte de um agente policial. “Quando olhei para trás, o bebê estava nascendo, só deu tempo de puxar o freio de mão, calçar a luva, correr para trás, fazer o parto e o Vitor correu para chamar as enfermeiras”, relatou.
Vitor é o policial civil que ajudou o motorista na hora. Foi ele quem correu até a unidade para chamar a equipe.
Funcionários do hospital chegaram depois que a criança já tinha nascido
Os funcionários do Hospital da Posse só chegaram ao carro depois do nascimento, conforme o relato publicado. O parto já havia sido feito pelo motorista de aplicativo.
“Eu fiz um parto, eu fiz um parto. Graças a Deus!”
Emocionado logo após o nascimento, Emilson gritava: “Eu fiz um parto, eu fiz um parto. Graças a Deus!”. O motorista, que não exerce a enfermagem, descreveu a si mesmo como um misto de doula com obstetra naquela situação.
Mãe e bebê passam bem e foram transferidas para a Maternidade Mariana Bulhões
Luzimary dos Reis e a filha passam bem, segundo a publicação. As duas foram transferidas para a Maternidade Mariana Bulhões depois do atendimento.
O caso foi divulgado em 19 de outubro de 2024 e ganhou repercussão por causa do vídeo e do relato do próprio motorista de aplicativo. O desfecho envolveu três pessoas que agiram no lugar de uma equipe de sala de parto: a mãe, o motorista Emilson Cipriano e o policial civil Vitor.
Na sua opinião, o que fez a diferença nesse caso foi a formação de técnico de enfermagem de Emilson Cipriano, a decisão de não cancelar a corrida ou a escolta policial até o hospital? Deixe sua opinião nos comentários.

