A Vale e a Tesla, de Elon Musk, confirmaram os boatos sobre a possível parceria que surgiu entre as companhias no mês de março, oficializando as negociações. A Vale comercializará níquel para que a montadora produza baterias para carros elétricos em larga escala.
A notícia de que a Tesla e a Vale fecharam um acordo vazou no final de março e, mesmo sem conseguir manter o acordo em segredo, esperaram até a última sexta-feira (6) para divulgar que assinaram um contrato de longo prazo. O objetivo por trás da parceria também foi confirmado e a montadora de Elon Musk está em busca do níquel, um metal de transição utilizado para o desenvolvimento de baterias de carros elétricos que é extraído pela Vale no Canadá.
Entenda todos os detalhes sobre a parceria entre a Vale e Tesla
De acordo com a Vice-Presidente Executiva da divisão de metais básicos da Vale, Deshnee Naidoo, em nota, a empresa tem o prazer de ter a Tesla de Elon Musk, líder na produção de carros elétricos, entre seus clientes.
De acordo com a Vale, as negociações ligadas ao níquel estão alinhadas com a estratégia de expandir a exposição à indústria de carros elétricos. A brasileira já havia declarado anteriormente que vende 5% de sua produção para o segmento e pretende expandir esse percentual para uma faixa de 30% e 40%.
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A qualidade dos produtos entregues pela Vale que, de acordo com a empresa, possui alguns dos menores níveis de emissão de poluentes do mundo, atraindo a Tesla de Elon Musk, que deseja produzir baterias para carros elétricos com o níquel extraído.
Segundo Naidoo, o acordo entre a Vale e a Tesla reflete um compromisso compartilhado com o meio ambiente e sustentabilidade e mostra, de forma clara, que a empresa é uma fornecedora preferencial para produtos de níquel de baixa emissão de carbono e alta pureza.
A necessidade de níquel da Tesla para impulsionar o mercado de baterias para carros elétricos
O níquel explorado pela mineradora brasileira é fundamental para a produção de baterias de carros elétricos, que é o principal setor de atuação da empresa de Elon Musk. A montadora ainda carrega a meta ambiciosa em expandir sua produção em 50% este ano e, para isso, vai precisar cada vez mais de níquel.
No primeiro trimestre deste ano, a empresa entregou 310.048 mil veículos, um aumento em relação ao último trimestre de 2021, que foi de 308.600. Já a produção, no primeiro trimestre deste ano, caiu em 433 unidades em comparação ao 4º trimestre do ano passado, que foi de 305.640.
Para garantir o níquel necessário para produzir as baterias de carros elétricos e consequentemente atingir sua meta, uma das principais opções da empresa de Elon Musk seria recorrer à China. Analistas que foram entrevistados pelo Financial Times afirmam que cerca de 80% do processamento de todo o mundo do níquel é feito no país da Ásia e cerca de 60% das minas deste metal que existem no mundo são de propriedade chinesa.
A estratégia de Elon Musk
Apesar de grande parte do processamento do níquel vir da China, com a crise na cadeia de suprimentos que está afetando a indústria de veículos, a montadora de Elon Musk teve que optar por um caminho diferente.
Os componentes essenciais para o funcionamento dos veículos, os semicondutores, ainda estão em falta, e os preços para matérias-primas como o próprio níquel e o alumínio aumentaram depois que a Rússia invadiu a Ucrânia no mês de fevereiro.
Para fugir desse impasse, a Tesla tem colocado seus esforços na produção interna de seus produtos, assim como na diversificação de fornecedores, dando espaço para os acordos com a Vale.
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