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Mesmo com anúncio da Petrobras de congelar o preço do Diesel, isso pode não impedir a greve dos caminhoneiros

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 28/03/2019 às 01:00 Atualizado em 28/03/2019 às 19:50

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Petrobras congela o aumento do preço do diesel  por 15 dias, mas a notícia não é suficiente para impedir a greve dos caminhoneiros prevista para o dia 30 deste mês.

O líder dos caminhoneiros, Wallace Costa Landim, acredita que a notícia de que a Petrobrás manterá o preço do diesel congelado por pelo menos 15 dias ainda não é suficiente para evitar uma greve dos caminhoneiros, prestes a estourar a qualquer momento, sob as lideranças que surgem nas redes sociais. O mesmo alega não ser a favor do movimento, mas que há de 15 a 20 grupos de articulação da paralisação no Whatsapp que fogem ao controle de lideranças sindicais .

A classe entende que os principais compromissos assumidos pelo governo Michel Temer no ano passado não estão sendo cumpridos. Na pauta de reivindicações, o primeiro pleito se trata do piso mínimo da tabela do frete, onde os caminhoneiros alegam que as empresas não estão respeitando o valor mínimo. O segundo item da pauta é o valor do óleo diesel, os caminhoneiros querem que o governo estabeleça um reajuste mensal, e não mais diariamente. “Questionam terem que pagar o diesel em dólar, tendo em vista os lucros exorbitantes da Petrobras”.

Afim de apresentar a pauta de reivindicação, Landim se encontrou com representantes do governo, um dos encontros foi no dia 15, estando com o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni e também com a Diretoria Nacional de Transportes Terrestres(ANTT) e na sexta, 22, se reuniu com o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.

Em uma nota a Petrobras informou, que segundo uma pesquisa global de preços de combustíveis, o Brasil ocupa uma posição intermediária em relação ao preço cobrado do diesel atualmente.

Nesta terça, 26, mediante aos rumores da greve a Petrobrás anunciou que vai manter os preços congelados por no mínimo 15 dias e que vai criar um cartão para os caminhoneiros que poderá significar benefícios aos consumidores. “90% da categoria apoiou a eleição de Bolsonaro. Agora esperamos uma resposta. A Petrobras não responde 100% nossas reivindicações, mas demonstra que o governo busca mecanismos para nos atender”, disse Landim.

Landim anunciou que o movimento perdeu força e que, se chegar a ocorrer greve, serão paralisações pontuais. Três Estados se negam aderir à paralisação marcada para o próximo dia 30, são eles o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.

O governo quer evitar a todo o custo, que qualquer tipo de paralisação aconteça. Não quer nem de longe enfrentar o mesmo problema que parou o país ano passado. Para Landim, o governo federal está mobilizado para atender às reivindicações dos caminhoneiros. “Os ministros disseram que até a próxima semana, o próprio presidente Jair Bolsonaro, deve se manifestar sobre os pedidos dos caminhoneiros” informou Landim.

Segundo a entidade que reúne gigantes como a BR Distribuidora, Raízen (joint venture entre Cosan e Shell) e Ipiranga (do Grupo Ultra), o maior problema para os caminhoneiros é a estagnação das vendas, não o preço do diesel.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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