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Mergulhadores e arqueólogos encontram perto de uma ilha da Croácia a maior quantidade de ouro já recuperada de um naufrágio no Mediterrâneo, mais de 600 gramas entre moedas e joias bizantinas, e os objetos indicam que o navio do século VII ou VIII carregava um passageiro de elevado status

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Escrito por Carla Teles Publicado em 18/08/2026 às 19:02
Mergulhadores e arqueólogos encontram perto de uma ilha da Croácia a maior quantidade de ouro já recuperada de um naufrágio no Mediterrâneo, mais de 600 gramas entre moedas (5)
Um naufrágio na ilha de Mljet, na Croácia, revelou ouro e objetos do Império Bizantino que indicam a presença de um passageiro de alto status.
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O naufrágio repousa perto da ilha de Mljet, no Adriático, e revelou moedas bizantinas, fivelas com pedras preciosas e anel de sinete imperial. Segundo arqueólogos, mais de 600 gramas de ouro foram recuperados, maior quantidade já encontrada em naufrágio no Mediterrâneo, indicando presença de alguém de elevado status a bordo.

Um naufrágio da era bizantina localizado próximo à ilha de Mljet, no sul da Croácia, revelou mais de 600 gramas de ouro depois de anos de escavações subaquáticas. Entre os objetos recuperados estão moedas, joias e um anel de sinete imperial que levaram arqueólogos a considerar provável que o navio dos séculos VII ou VIII transportasse uma pessoa de alto escalão acompanhada de sua comitiva.

Segundo reportagem da Reuters publicada em 23 de julho de 2026, pesquisadores do Instituto Croata de Conservação apresentaram naquele mês os resultados acumulados durante cerca de uma década de trabalho no local. Os vestígios indicam que a embarcação não seria um simples navio mercante, embora a identidade de quem estava a bordo permaneça desconhecida.

Naufrágio foi descoberto perto da ilha de Mljet

Um naufrágio na ilha de Mljet, na Croácia, revelou ouro e objetos do Império Bizantino que indicam a presença de um passageiro de alto status.
Imagem: Reprodução/IA.

Os destroços estão no Adriático, nas proximidades de Mljet, ilha localizada diante da costa sul da Croácia. O naufrágio havia sido identificado mais de uma década antes da divulgação dos resultados mais recentes, dando início a um longo processo de investigação arqueológica.

Durante esse período, equipes equipadas para mergulho trabalharam gradualmente sobre os restos preservados no fundo do mar. A escavação precisou avançar de maneira cuidadosa porque cada objeto recuperado ajuda a reconstruir tanto a carga quanto o perfil das pessoas que viajavam na embarcação.

Mais de 600 gramas de ouro foram recuperados

Após limpeza e restauração, o conjunto de peças de ouro ultrapassou 600 gramas, segundo Igor Miholjek, chefe de pesquisa do Instituto Croata de Conservação citado pela Reuters.

De acordo com o pesquisador, essa seria a maior quantidade de ouro já encontrada em um naufrágio no Mediterrâneo. A afirmação se refere ao material recuperado no sítio e reforça a importância arqueológica do achado dentro do período estudado.

Moedas ajudam a situar o navio no período bizantino

Um naufrágio na ilha de Mljet, na Croácia, revelou ouro e objetos do Império Bizantino que indicam a presença de um passageiro de alto status.
Imagem: Reprodução/IA.

Entre os objetos encontrados estão moedas de ouro relacionadas à dinastia de Heráclio e que apresentam quatro imperadores. Esse material ajuda os especialistas a relacionar o naufrágio ao contexto político e econômico do Império Bizantino.

A análise conjunta dos vestígios aponta para uma embarcação dos séculos VII ou VIII, momento em que o Mediterrâneo atravessava profundas mudanças. O império ainda controlava importantes territórios e rotas, mas enfrentava perda de áreas e instabilidade crescente.

Joias indicam presença de alguém de elevado status

O ouro recuperado não apareceu apenas na forma de moedas. Os arqueólogos também encontraram fivelas ornamentadas com rubis, esmeraldas e pérolas, objetos muito diferentes de uma carga comercial ordinária.

A qualidade e o caráter pessoal dessas peças levaram os pesquisadores a considerar provável que alguém de posição elevada estivesse viajando no navio. A hipótese é de um passageiro importante acompanhado por sua comitiva, e não apenas de mercadorias sendo transportadas entre portos.

Anel de sinete imperial reforçou a interpretação

Um naufrágio na ilha de Mljet, na Croácia, revelou ouro e objetos do Império Bizantino que indicam a presença de um passageiro de alto status.
Imagem: Reprodução/IA.

Outro objeto considerado particularmente relevante é um anel de sinete de ouro com a imagem de um imperador. Para os pesquisadores responsáveis pela escavação, esse tipo de item dificilmente estaria associado a qualquer passageiro.

O anel, combinado às fivelas ornamentadas e às moedas, fortalece a interpretação de que o naufrágio preservou vestígios ligados a integrantes de uma camada social elevada. Ainda assim, os artefatos não permitem afirmar com certeza quem era o passageiro.

Navio provavelmente não era um cargueiro comum

A combinação dos objetos encontrados mudou a leitura arqueológica da embarcação. Embora navios daquele período transportassem produtos entre diferentes regiões do Mediterrâneo, o conjunto recuperado sugere uma função mais complexa para esta viagem específica.

A presença de objetos pessoais sofisticados indica que o navio poderia transportar alguém com acesso a riqueza, símbolos de autoridade e uma comitiva própria. É essa associação, e não somente a quantidade de ouro, que diferencia o achado de um simples carregamento comercial.

Descoberta ajuda a reconstruir as rotas do Mediterrâneo

Um naufrágio na ilha de Mljet, na Croácia, revelou ouro e objetos do Império Bizantino que indicam a presença de um passageiro de alto status.
Imagem: Reprodução/IA.

O interesse científico pelo naufrágio vai além das joias. Para arqueólogos, a embarcação oferece evidências sobre como pessoas, riqueza e objetos circulavam pelas rotas marítimas em uma fase de transformação entre o mundo romano tardio e o período medieval.

Justin Leidwanger, professor de arqueologia da Universidade de Stanford citado pela Reuters, classificou o sítio como especialmente importante para compreender esse período. O navio funciona como uma espécie de registro material das conexões que ainda uniam partes do Mediterrâneo.

Império Bizantino atravessava período de mudanças

O Império Bizantino sucedeu o Império Romano no Mediterrâneo oriental e tinha Constantinopla como centro político. No início do século VIII, porém, enfrentava turbulências e perda de territórios.

Essa conjuntura torna o naufrágio ainda mais relevante. Um navio que transportava ouro, joias e possivelmente um passageiro de alta posição pode oferecer informações sobre circulação de elites, riqueza e redes marítimas justamente quando essas estruturas estavam passando por mudanças profundas.

Uma década de mergulhos revelou a história aos poucos

Um naufrágio na ilha de Mljet, na Croácia, revelou ouro e objetos do Império Bizantino que indicam a presença de um passageiro de alto status.
Imagem: Reprodução/IA.

A descoberta não aconteceu em uma única expedição. A equipe do Instituto Croata de Conservação passou aproximadamente dez anos investigando o sítio subaquático, retirando e analisando objetos progressivamente.

Esse ritmo é essencial em arqueologia subaquática, porque a posição e o contexto dos artefatos podem ser tão importantes quanto as próprias peças. Retirar rapidamente o ouro sem documentar sua relação com os destroços destruiria parte das informações históricas preservadas no fundo do mar.

Ouro chama atenção, mas contexto é o maior valor científico

As mais de 600 gramas de ouro transformaram o naufrágio em uma descoberta de forte impacto visual e histórico, mas os pesquisadores estão interessados principalmente no que esse conjunto revela sobre a embarcação e seus ocupantes.

Moedas, joias, anel de sinete, localização e datação formam um mesmo quebra-cabeça arqueológico. Juntos, esses elementos indicam que o navio transportava muito mais do que uma carga valiosa: ele pode registrar a viagem de alguém inserido nas camadas mais altas da sociedade bizantina.

Achado pode ampliar compreensão sobre uma época de transição

O sítio próximo a Mljet oferece aos pesquisadores uma oportunidade rara de analisar uma embarcação dos séculos VII ou VIII em conjunto com objetos pessoais de alto valor. Por isso, o interesse científico deverá continuar mesmo depois da recuperação das peças mais chamativas.

O ouro revelou a escala da descoberta, mas o verdadeiro enigma permanece em descobrir quem viajava naquele navio e por que carregava objetos tão incomuns. Para você, o que mais chama atenção nesse naufrágio: a quantidade de ouro, as joias bizantinas ou a possibilidade de identificar quem estava a bordo? Deixe sua opinião nos comentários.

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