A mansão mais cara do Brasil, no Jardim Pernambuco, no Leblon, entrou em demolição após ser comprada pela Mozak em 2024; o terreno de 11 mil m² dará lugar ao Estância Pernambuco, empreendimento com 10 residências, VGV próximo de R$ 360 milhões e sete unidades já vendidas antes da conclusão.
A mansão mais cara do Brasil, imóvel de 2.500 m² construídos em um terreno de 11 mil m² no Jardim Pernambuco, no Leblon, Rio de Janeiro, começou a ser demolida em 2026 para abrir espaço a um novo empreendimento residencial. O casarão havia sido anunciado por R$ 220 milhões antes de ser adquirido pela construtora carioca Mozak.
A compra foi concluída em 2024, depois de uma negociação que se estendeu por cerca de seis anos. Durante esse período, a família de Neymar chegou a tentar adquirir a propriedade, segundo Breno Elehep, sócio da Mozak. O preço efetivamente pago pela construtora não foi divulgado.
Mansão mais cara do Brasil ocupava terreno de 11 mil m² no Leblon

O tamanho do imóvel ajuda a explicar por que a propriedade se tornou um ativo tão incomum em uma das regiões mais valorizadas do Rio. A residência possuía 2.500 m² de área construída dentro de um terreno de 11 mil m², dimensão difícil de encontrar na Zona Sul carioca.
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Localizada no Jardim Pernambuco, área residencial do Leblon, a mansão mais cara do Brasil reunia uma combinação rara de extensão territorial e infraestrutura. Para a Mozak, justamente o tamanho do lote tornou possível planejar algo muito maior do que a simples substituição de uma residência por outra.
Casarão havia sido anunciado por R$ 220 milhões
Quando a aquisição foi fechada em 2024, a propriedade estava anunciada por R$ 220 milhões. Esse valor, porém, não deve ser confundido com o montante efetivamente desembolsado pela construtora.
A Mozak não revelou quanto pagou pelo terreno e pelas construções existentes. Assim, R$ 220 milhões era o preço anunciado da mansão, enquanto o valor final da transação permanece sem divulgação pública nas informações apresentadas.
Família de Neymar tentou comprar a propriedade
Durante os anos em que a negociação estava em andamento, outro comprador conhecido demonstrou interesse. Breno Elehep afirmou que Neymar e sua família tentaram adquirir a propriedade enquanto a Mozak também trabalhava para fechar o negócio.
A construtora, no entanto, manteve a negociação durante os seis anos até conseguir concluir a compra. O episódio acrescenta uma camada de notoriedade a um imóvel que já chamava atenção pelo preço, localização e dimensões.
Mansão construída em 1986 tinha seis suítes e 18 banheiros
O casarão havia sido construído em 1986 pela família Amaral, antiga proprietária da rede de supermercados Disco. Ao longo das décadas, recebeu uma estrutura compatível com uma residência de altíssimo padrão.
A propriedade contava com seis suítes, 18 banheiros e 15 vagas de garagem. Também possuía piscina semiolímpica, biblioteca, sauna e heliponto, elementos que ajudam a dimensionar a escala da residência antes do início da demolição.
Estrutura chegou a ter 43 funcionários trabalhando diariamente

A dimensão do imóvel exigia também uma operação pouco comum para uma residência. Breno Elehep relatou que, em determinado período, 43 funcionários trabalhavam diariamente na propriedade.
A família proprietária chegou a construir uma versão menor da residência principal para acomodar funcionários. O detalhe evidencia que a mansão mais cara do Brasil funcionava praticamente como um complexo residencial dentro do próprio terreno.
Mozak vai substituir casarão por 10 residências
Com a demolição, o espaço passará por uma transformação completa. A Mozak planeja construir 10 residências independentes no local, dentro do empreendimento batizado de Estância Pernambuco.
A estratégia muda radicalmente a utilização econômica do terreno. Em vez de uma única grande mansão ocupando os 11 mil m², o lote será dividido funcionalmente entre dez novas casas de alto padrão, mantendo o caráter residencial da área.
Projeto terá VGV próximo de R$ 360 milhões
O Valor Geral de Vendas previsto para o Estância Pernambuco está próximo de R$ 360 milhões. O indicador corresponde à soma projetada dos valores de venda das unidades que formam o empreendimento.
A cifra supera de maneira expressiva os R$ 220 milhões pelos quais o antigo casarão chegou a ser anunciado, embora os números representem conceitos diferentes. Um era o preço pedido por uma única propriedade; o outro corresponde ao potencial de vendas de dez novas residências.
Sete das dez casas já haviam sido vendidas

Mesmo antes da conclusão da obra, a maior parte das unidades já tinha compradores. Segundo Breno Elehep, sete das dez residências estavam vendidas no momento da entrevista.
Isso significa que apenas três permaneciam disponíveis naquela etapa do projeto. O dado demonstra a demanda pelo empreendimento mesmo antes de as construções previstas para substituir a mansão mais cara do Brasil estarem prontas.
Cada residência terá projeto próprio
O Estância Pernambuco é assinado pela Bernardes Arquitetura. Embora as dez casas façam parte do mesmo conjunto, a proposta não prevê unidades simplesmente repetidas.
As residências terão desenhos diferentes entre si e poderão ser personalizadas pelos compradores. A ideia é preservar uma linguagem arquitetônica comum ao empreendimento sem transformar o projeto em uma sequência de casas idênticas.
Terreno terá trilhas, bosques e mirantes
Além das residências, o plano prevê intervenções nas áreas externas do terreno. Estão programados bosques, trilhas, mirantes e espaços destinados ao lazer.
A extensão de 11 mil m² permite que uma parcela relevante do endereço continue sendo utilizada como área aberta. Dessa forma, a substituição do casarão não significa ocupar integralmente o lote com construções.
Conclusão está prevista para o segundo semestre de 2028
A previsão informada pela construtora é entregar o empreendimento no segundo semestre de 2028. Até lá, a antiga residência dará lugar gradualmente às dez casas planejadas.
O cronograma transforma um dos imóveis mais conhecidos do mercado de alto padrão carioca em um projeto que atravessará vários anos entre aquisição, demolição e conclusão das novas unidades.
Compra encerrou negociação que durou seis anos
A chegada da Mozak ao terreno não ocorreu rapidamente. Foram cerca de seis anos de negociação até que a aquisição fosse finalmente fechada em 2024.
Breno Elehep considera o terreno especialmente difícil de reproduzir dentro do portfólio da empresa. A justificativa está na combinação entre localização no Leblon, área de 11 mil m² e baixa disponibilidade de espaços semelhantes na Zona Sul.
Mozak ampliou presença no Leblon nos últimos anos

A construtora foi fundada há 32 anos por Isaac Elehep. Inicialmente, seus projetos estavam mais concentrados na Zona Norte do Rio, na Barra da Tijuca e no Jardim Oceânico.
A mudança de posicionamento começou aproximadamente 10 a 12 anos atrás, com maior presença na Zona Sul. Ipanema, Lagoa, Gávea, Jardim Botânico e principalmente Leblon passaram a receber projetos da companhia.
Empresa chega a 100 prédios entregues em 2026
Segundo informações da própria companhia, a Mozak alcança em 2026 a marca de 100 prédios entregues no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, a segunda geração da família fundadora amplia sua participação na operação.
Breno Elehep afirma ainda que a empresa vem realizando entre três e cinco projetos por ano e mantém seis lançamentos no Leblon. O Estância Pernambuco representa uma operação em escala diferente justamente pelo tamanho e pela raridade do terreno.
Mansão mais cara do Brasil dá lugar a projeto de quase R$ 360 milhões
A transformação encerra uma etapa de quatro décadas iniciada com a construção do casarão em 1986. A mansão mais cara do Brasil, que chegou ao mercado por R$ 220 milhões e despertou interesse da família de Neymar, começa a desaparecer para que o terreno receba dez novas residências.
Com sete unidades já vendidas e conclusão prevista para 2028, um único endereço de 11 mil m² passa de uma mansão monumental para um empreendimento com VGV próximo de R$ 360 milhões. Na sua opinião, um imóvel desse porte deveria ter sido preservado ou faz mais sentido substituir a antiga residência por dez novas casas? Conte nos comentários.

