1. Início
  2. Curiosidades
  3. Luciano Huck e Angélica cruzaram de barco o Canal de Corinto, obra sonhada desde 600 a.C. e concluída somente em 1893: o corredor de 6,3 quilômetros atravessa paredões de quase 80 metros e substituiu uma antiga rota terrestre usada para transportar pequenas embarcações pelo istmo grego
Faça um comentário 5 min de leitura

Luciano Huck e Angélica cruzaram de barco o Canal de Corinto, obra sonhada desde 600 a.C. e concluída somente em 1893: o corredor de 6,3 quilômetros atravessa paredões de quase 80 metros e substituiu uma antiga rota terrestre usada para transportar pequenas embarcações pelo istmo grego

Imagem de perfil do autor Carla Teles
Escrito por Carla Teles Publicado em 29/07/2026 às 14:34
Luciano Huck e Angélica cruzaram de barco o Canal de Corinto, obra sonhada desde 600 a.C. e concluída somente em 1893 o corredor de 6,3 quilômetros atravessa paredões de quase 80
Luciano Huck e Angélica cruzam o Canal de Corinto na Grécia entre paredões de quase 80 metros e revelam a história da obra. Imagem: Reprodução/Redes Sociais.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

O Canal de Corinto recebeu Luciano Huck e Angélica durante passeio de barco pela Grécia, atravessando 6,3 quilômetros entre paredões calcários de quase 80 metros, em uma obra imaginada desde a Antiguidade, iniciada por governantes e imperadores, concluída apenas em 1893 e criada para encurtar antigas rotas marítimas comerciais europeias.

Luciano Huck e Angélica atravessaram de barco o Canal de Corinto, na Grécia, durante uma viagem de descanso pela Europa. O passeio ocorreu na quarta-feira, 29 de julho de 2026, e foi registrado pelo apresentador nas redes sociais, com imagens do casal entre os elevados paredões rochosos da passagem.

As informações foram publicadas pelo NSC Total em 29 de julho de 2026. A travessia chamou atenção não apenas pela presença do casal, mas pela história de uma obra de 6,3 quilômetros imaginada desde aproximadamente 600 a.C. e concluída somente em 1893.

Casal atravessou passagem estreita de barco

Luciano Huck e Angélica cruzam o Canal de Corinto na Grécia entre paredões de quase 80 metros e revelam a história da obra.
Imagem: Reprodução/Redes Sociais.

Luciano Huck compartilhou uma fotografia ao lado de Angélica durante a navegação. Na imagem, os dois aparecem a bordo da embarcação, enquanto uma das paredes rochosas que delimitam o canal ocupa o fundo da cena.

O passeio integrou os dias de descanso da família na Grécia. A estreita passagem transforma a travessia em uma experiência visual incomum, pois os barcos navegam entre paredões quase verticais separados por poucas dezenas de metros.

Canal corta o istmo de Corinto

O Canal de Corinto atravessa o istmo que conecta a península do Peloponeso ao restante do território continental grego. Ao cortar essa faixa de terra, a estrutura estabelece uma ligação navegável entre o Mar Jônico e o Mar Egeu.

O corredor possui aproximadamente 6,3 quilômetros de extensão. Na base, a largura varia entre 21 e 25 metros, dimensão que limita a passagem de embarcações maiores e reforça a sensação de proximidade entre os barcos e as paredes.

Paredões chegam a quase 80 metros

As laterais são formadas por paredes de calcário que alcançam quase 80 metros em alguns trechos. A altura, combinada com a largura reduzida, produz o cenário registrado por turistas e passageiros durante a travessia.

A embarcação avança por um corredor escavado profundamente na rocha, enquanto a luz do céu aparece entre as bordas superiores. Essa configuração transformou o canal em uma atração turística, além de sua função histórica ligada à navegação.

Ideia surgiu aproximadamente em 600 a.C.

O desejo de atravessar o istmo por água remonta à Antiguidade clássica. Por volta de 600 a.C., o governante Periandro teria considerado a abertura de uma passagem capaz de evitar a longa navegação ao redor do Peloponeso.

As limitações técnicas tornavam a escavação extremamente difícil. Mesmo sem concluir um canal, os gregos antigos desenvolveram uma alternativa terrestre para movimentar pequenas embarcações e cargas através do istmo.

Diolkos transportava barcos por terra

A solução adotada foi o Diolkos, uma rota pavimentada de aproximadamente 6 quilômetros. Pequenas embarcações eram colocadas sobre plataformas e rebocadas por terra entre os dois lados do istmo.

O método permitia evitar parte do percurso marítimo, mas exigia esforço para retirar os barcos da água, transportá-los e relançá-los. O Diolkos funcionou como uma resposta prática ao mesmo problema que séculos depois seria enfrentado pelo Canal de Corinto.

Júlio César também considerou o projeto

A ideia de cortar o istmo permaneceu viva durante o domínio romano. Júlio César esteve entre as figuras históricas associadas ao interesse em criar uma ligação navegável pelo território.

O projeto não avançou durante sua época. Custos, dificuldades de engenharia, instabilidade política e os conhecimentos disponíveis impediam que uma escavação daquela dimensão fosse concluída com segurança.

Nero iniciou escavações com prisioneiros

O imperador Nero chegou a dar início ao trabalho no século I. Milhares de prisioneiros foram empregados nas escavações, mas a tentativa foi interrompida antes que a passagem pudesse atravessar todo o istmo.

A obra permaneceu incompleta depois da morte do imperador. Os cortes abandonados registraram mais uma tentativa frustrada de realizar um projeto que atravessaria diferentes governos, impérios e períodos tecnológicos.

Construção definitiva começou em 1881

Somente no fim do século XIX surgiram condições técnicas e financeiras para retomar o plano de forma definitiva. As obras começaram em 1881, envolvendo a retirada de grandes volumes de rocha e a abertura do corredor estreito.

O trabalho enfrentou dificuldades geológicas e financeiras, mas avançou até conectar os dois mares. O Canal de Corinto foi inaugurado em 1893, aproximadamente 2.500 anos depois das primeiras propostas atribuídas à Antiguidade.

Canal encurtou uma antiga rota marítima

Luciano Huck e Angélica cruzam o Canal de Corinto na Grécia entre paredões de quase 80 metros e revelam a história da obra.
Imagem: Reprodução/Redes Sociais.

A passagem foi criada para evitar que embarcações precisassem contornar o Peloponeso. Essa mudança reduziu a distância em determinadas viagens entre áreas do Mar Jônico e do Mar Egeu.

Apesar da vantagem geográfica, a largura limitada restringiu sua utilização por navios modernos de grande porte. O canal permanece importante como obra histórica, corredor para embarcações menores e atração procurada por visitantes.

Dimensões tornam a navegação incomum

A travessia exige que as embarcações sigam pelo centro de um corredor relativamente estreito. Em determinados pontos, as paredes parecem se elevar quase diretamente ao lado dos passageiros.

A combinação entre profundidade, extensão e pouca largura cria uma perspectiva difícil de perceber fora da água. É esse cenário que aparece nos registros de Luciano Huck e Angélica durante o passeio pela Grécia.

Obra moderna carrega séculos de tentativas

O Canal de Corinto reúne diferentes etapas da história da engenharia. A necessidade de encurtar uma rota marítima surgiu na Antiguidade, passou por tentativas romanas e somente foi atendida com as técnicas do século XIX.

O antigo Diolkos, as escavações interrompidas e a construção definitiva mostram que o obstáculo geográfico permaneceu relevante durante séculos. A obra atual é resultado de uma ideia repetidamente retomada por sociedades separadas por grandes períodos históricos.

Travessia turística expõe uma história maior

O passeio compartilhado pelo casal apresenta uma paisagem marcante, mas também aproxima o público de um projeto que levou cerca de 2.500 anos para sair completamente do papel. A passagem entre os paredões registra como uma necessidade antiga atravessou mudanças políticas e tecnológicas.

Você teria coragem de cruzar de barco um corredor tão estreito entre paredões de quase 80 metros, ou preferiria observar o Canal de Corinto a partir da parte superior? Conte nos comentários como seria sua reação durante essa travessia.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x