Mais finas que um fio de cabelo, as lentes inteligentes da XPANCEO combinam realidade aumentada, sensores de saúde e conectividade sem fio em algo que cabe no olho
Uma empresa sediada em Dubai está desenvolvendo algo que parece ter saído de um filme de ficção científica. São lentes de contato, daquelas que a gente coloca no olho, que fazem muito mais do que corrigir a visão.
Elas medem a glicose pela lágrima, monitoram a pressão do olho, enxergam no escuro, têm zoom e até se conectam ao celular por NFC.
A empresa se chama XPANCEO, levantou US$ 250 milhões em uma única rodada de investimento e já é avaliada em US$ 1,35 bilhão.
-
Acessível apenas por barco, casa antiga de 1862 vai à venda por R$ 19,4 milhões nos EUA com estúdio de artista famoso, píer e mais de 10 hectares preservados
-
Pesquisa revela indícios de que o autismo pode representar várias condições diferentes em vez de um único transtorno, transformando estratégias médicas, acelerando avanços na neurociência e ampliando a precisão de intervenções para milhões de pessoas
-
Cientistas criam os primeiros relógios nucleares do mundo e abrem nova fronteira na medição do tempo
-
Genes neandertais ainda vivem em você e podem influenciar a carga viral de infecções comuns, revela estudo genético sobre imunidade humana
O plano é reunir todas essas funções em uma única lente até o início de 2027.
O que essas lentes conseguem fazer
A XPANCEO já apresentou seis protótipos diferentes de lentes inteligentes em eventos de tecnologia pelo mundo.
Cada protótipo faz uma coisa diferente — mas o objetivo é juntar tudo em uma lente só.
Uma delas analisa a lágrima em tempo real e detecta níveis de glicose, cortisol, hormônios e até vitaminas B e D, tudo sem furar o dedo.
Outra mede a pressão dentro do olho com 50% mais precisão do que os métodos atuais, algo fundamental para quem tem glaucoma.
Há ainda um protótipo com visão noturna e outro com zoom óptico, usando nanopartículas embutidas na lente.

Mais fina que um fio de cabelo
O que mais impressiona é o tamanho. As lentes são mais finas que um fio de cabelo humano e feitas com materiais flexíveis que se adaptam ao formato do olho.
A radiação emitida é comparável à de um fone de ouvido comum, segundo a empresa.
A energia vem de um pequeno dispositivo externo que carrega a lente sem fio, parecido com um estojo de fones bluetooth.
Todo o processamento pesado acontece fora da lente, ela só coleta os dados e transmite para o celular ou para o dispositivo de carga.

Uma rodada de US$ 250 milhões — a maior da história em wearables
A XPANCEO fechou uma rodada de investimento Série A de US$ 250 milhões, a maior já feita no mundo em realidade aumentada e wearables.
Com isso, a empresa atingiu o status de unicórnio, avaliada em US$ 1,35 bilhão.
É o 12º unicórnio dos Emirados Árabes Unidos.
O investimento foi liderado pelo fundo asiático Opportunity Venture, o mesmo que participou da rodada anterior de US$ 40 milhões.
Quando vai estar disponível para comprar
A empresa quer unificar todos os protótipos em uma única lente comercial até o início de 2027.
Mas especialistas alertam que o caminho entre protótipo e produto de consumo costuma ser longo.
Aprovações regulatórias de saúde, testes clínicos em larga escala e fabricação em massa são etapas que podem levar anos.
Até o fim de 2026, a startup planeja desenvolver o primeiro protótipo totalmente integrado, combinando exibição de imagem, monitoramento de saúde e energia sem fio em um único dispositivo, que está programado para ser lançado ao público no início de 2027.

O celular pode mesmo ser substituído por uma lente?
A promessa da XPANCEO é ambiciosa: substituir smartphones, smartwatches e até óculos de realidade aumentada por algo invisível no olho.
Se isso vai acontecer ou não, ainda é cedo para dizer.
Mas o fato de que uma lente de contato já consegue medir glicose pela lágrima e transmitir dados sem fio mostra que o futuro da tecnologia vestível pode estar mais perto do que a gente imagina.

-
-
-
4 pessoas reagiram a isso.