A onda de calor é monitorada pelo Inmet em meio ao inverno, com previsão de até 40°C no Centro-Oeste, 38°C no Norte do Paraná e 35°C em áreas do Sul, enquanto a baixa umidade e o afastamento da massa de ar frio favorecem a rápida elevação das temperaturas no país.
Uma possível onda de calor está sendo monitorada pelo Instituto Nacional de Meteorologia em diferentes áreas do Brasil em pleno inverno, depois de as temperaturas começarem a subir rapidamente nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026. O cenário mais intenso aparece no Centro-Oeste, onde as máximas podem alcançar 40°C, enquanto o Norte do Paraná pode registrar até 38°C e partes dos três estados do Sul podem superar 30°C e chegar a 35°C nos próximos dias.
As informações foram publicadas pela NSC Total em 13 de agosto de 2026, com base no monitoramento do Inmet e em projeções do Meteored para o Sul do país. O aumento das temperaturas está associado, segundo a reportagem, à baixa umidade do ar e ao afastamento de uma massa de ar frio, fatores que favorecem o aquecimento em uma extensa faixa do território brasileiro.
Onda de calor ainda está sendo monitorada pelo Inmet

O cenário exige uma distinção importante: o Inmet monitora a possibilidade de ocorrência do fenômeno, mas isso não significa que todas as regiões citadas já estejam oficialmente sob uma onda de calor. Para essa classificação, as máximas precisam permanecer pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos, conforme o critério apresentado na reportagem.
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Os termômetros, porém, já começaram a responder à mudança das condições atmosféricas. São Paulo poderia chegar a 30°C nesta quinta-feira, depois de dias em que a máxima ficou em torno de 18°C, mostrando como a retirada do ar frio pode produzir uma elevação rápida mesmo durante o inverno.
Centro-Oeste pode registrar máximas de 40°C
A região Centro-Oeste aparece como uma das áreas mais quentes do período. Segundo a previsão apresentada, as temperaturas podem chegar aos 40°C principalmente no interior da região, em um cenário acompanhado também por baixos índices de umidade relativa do ar.
Goiânia pode registrar máxima de aproximadamente 37°C, condição semelhante à prevista para áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e oeste de Goiás. O contraste entre inverno no calendário e temperaturas próximas de 40°C ajuda a explicar a atenção dada ao episódio pelos órgãos meteorológicos.
Baixa umidade favorece aumento das temperaturas
A redução da umidade é apontada entre os elementos associados ao calor mais intenso. O ar seco já provoca alertas em uma grande área do Centro-Oeste, além de trechos do sul do Pará e de partes das regiões Nordeste e Sudeste.
Com menos umidade e redução da influência da massa de ar frio, as temperaturas conseguem subir de forma mais acentuada durante o dia. Essa combinação pode criar tardes especialmente quentes e secas nas áreas interiores, mesmo antes de eventual confirmação formal de uma onda de calor.
Massa de ar frio perde espaço sobre parte do Brasil
A mudança no padrão de temperatura também está relacionada ao afastamento do ar frio que vinha influenciando diferentes regiões. À medida que essa massa perde força, o bloqueio ao aquecimento diminui e os termômetros começam a responder mais rapidamente.
Esse processo ajuda a explicar mudanças acentuadas em poucos dias. Locais que ainda registravam máximas típicas de inverno podem passar rapidamente para marcas superiores a 30°C, especialmente onde o tempo permanece seco e com maior presença de sol.
Norte do Paraná pode alcançar 38°C
O calor também deve atingir com força áreas do Sul do Brasil. No Extremo Norte do Paraná, a projeção apresentada indica máximas que podem alcançar 38°C, valor muito elevado para o período do ano.
Curitiba, por outro lado, deve ter uma elevação mais moderada, com máximas ao redor de 26°C. A diferença dentro do próprio Paraná mostra que o aquecimento não será uniforme, com as áreas mais ao norte sentindo uma influência mais intensa do ar quente.
Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul podem passar de 30°C
Entre sábado, 15 de agosto, e segunda-feira, 17 de agosto, a chuva deve perder força em áreas dos três estados da Região Sul. Nesse intervalo, as temperaturas podem ultrapassar 30°C em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, conforme as projeções citadas pela reportagem.
Algumas áreas podem alcançar marcas próximas de 35°C. Ainda assim, o calor previsto no Sul tende a ser menos intenso do que aquele projetado para o Centro-Oeste, onde os termômetros podem se aproximar dos 40°C.
Parte do Rio Grande do Sul deve permanecer mais fria
A elevação das temperaturas não ocorrerá da mesma forma em todo o território gaúcho. No extremo Sul e no Sudoeste do Rio Grande do Sul, a previsão indica temperaturas abaixo da média durante um período mais prolongado.
Nessas áreas, o aumento mais significativo deve ocorrer somente na semana seguinte. O comportamento reforça o caráter regionalizado do episódio, com diferenças importantes mesmo entre localidades pertencentes ao mesmo estado.
O que caracteriza oficialmente uma onda de calor
Segundo o critério citado pelo Inmet, não basta que um ou dois dias sejam excepcionalmente quentes para caracterizar uma onda de calor. É necessário que as temperaturas máximas permaneçam pelo menos 5°C acima da média por cinco dias consecutivos.
Por isso, o acompanhamento dos próximos dias será decisivo. A persistência do calor é tão importante quanto o pico absoluto da temperatura, já que um registro isolado de 38°C ou 40°C não determina sozinho a classificação meteorológica do evento.
El Niño aparece entre os fatores associados ao calor
A reportagem também cita a atuação do El Niño como uma das influências que podem contribuir para temperaturas acima da média. O fenômeno está relacionado ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e altera padrões atmosféricos em diferentes partes do planeta.
Segundo o Meteored, essa configuração pode favorecer períodos mais prolongados de calor intenso no Brasil. Isso não significa que todos os episódios quentes sejam provocados exclusivamente pelo El Niño, mas o fenômeno pode atuar em conjunto com outras condições meteorológicas.
Aquecimento do Pacífico altera padrões de chuva e temperatura
O El Niño ocorre quando mudanças na circulação atmosférica e nos ventos permitem que águas mais quentes se espalhem pelo centro e pelo leste do Pacífico Equatorial. A persistência desse aquecimento modifica a distribuição de calor entre oceano e atmosfera.
Essas alterações podem interferir nos regimes de chuva e temperatura de várias regiões. No Brasil, os efeitos variam conforme a localização e a época do ano, razão pela qual diferentes estados podem experimentar respostas distintas durante o mesmo evento.
Santa Catarina também acompanha possível fortalecimento do El Niño
Além do calor previsto para os próximos dias, Santa Catarina acompanha projeções sobre a evolução do El Niño nos próximos meses. Segundo a Defesa Civil estadual, o auge do fenômeno é esperado entre novembro, dezembro e janeiro.
Projeções apresentadas em maio apontavam mais de 30% de chance de ocorrência de um evento classificado como forte ou muito forte no Estado, embora a intensidade definitiva só possa ser confirmada com a evolução das condições oceânicas e atmosféricas.
Primavera é período de atenção maior em Santa Catarina
O meteorologista Caio Guerra, citado na reportagem, classificou o cenário como preocupante especialmente para a primavera, período historicamente mais sensível em Santa Catarina quando há influência intensa do El Niño.
Isso não permite afirmar antecipadamente que desastres climáticos ocorrerão. O monitoramento serve justamente para acompanhar como o fenômeno evolui e quais impactos podem efetivamente aparecer, evitando transformar projeções probabilísticas em certezas.
Onda de calor em pleno inverno expõe contraste de temperaturas
A possível onda de calor chama atenção porque ocorre em agosto, período em que o inverno ainda domina o calendário brasileiro. O contraste é maior em regiões acostumadas a temperaturas mais baixas nesta época, especialmente no Sul e em parte do Sudeste.
Ao mesmo tempo, a previsão mostra como episódios de aquecimento podem atingir grandes áreas de maneira desigual. Enquanto o Centro-Oeste pode alcançar 40°C, o Norte do Paraná pode chegar a 38°C e áreas do Sul a 35°C, outras regiões permanecem temporariamente com temperaturas abaixo da média.
Próximos dias vão mostrar se onda de calor será confirmada
O acompanhamento das temperaturas máximas será fundamental para saber se o episódio atenderá aos critérios necessários para ser oficialmente classificado como onda de calor. A combinação de ar seco, afastamento da massa de ar frio e persistência de temperaturas elevadas mantém o cenário sob monitoramento.
Para quem vive nas regiões mais afetadas, o contraste entre inverno e máximas próximas dos 40°C deve ser um dos aspectos mais perceptíveis dos próximos dias. Você já sentiu uma mudança brusca de temperatura na sua cidade nesta semana ou o frio ainda permanece por aí? Conte nos comentários como está o tempo na sua região.

