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Imposto de exportação sobre o óleo cru, anunciando pelo Governo Federal no último dia de fevereiro, preocupa o setor de petróleo e gás

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 01/03/2023 às 05:32 Atualizado em 01/03/2023 às 05:33
Fernando HADDAD petróleo e gás produção exportação IBP
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A taxação ocorre quando em meio a projeções já estabelecidas ao PIB brasileiro, investimentos e a geração de mais de 400 mil novos empregos no ramo do petróleo e gás nacional no governo anterior, de acordo com a instituição

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), principal deste segmento no Brasil, está extremamente preocupado com o novo imposto de exportação de petróleo bruto que o governo federal anunciou na terça-feira (28.02.2023).

O valor estratégico é colocado na indústria de petróleo e gás e na complexa cadeia de suprimentos que a suporta. O setor responde por cerca de 15% do PIB industrial e deve gerar mais de 445 mil empregos anuais e mais de US$ 180 bilhões em investimentos na próxima década.

As exportações brasileiras de petróleo contribuíram para o superávit comercial de US$ 65 bilhões do país nos últimos quatro anos, tornando-se o terceiro item mais importante da balança comercial do país.

Esta taxação no setor de petróleo e gás pode prejudicar a credibilidade do Brasil

Consequentemente, mesmo a taxação de curto prazo das exportações pode ter um efeito significativo na credibilidade de um país em termos de estabilidade da regulamentação e, por extensão, em sua competitividade no médio e longo prazo.

Como o petróleo será tributado e enfrentará mais concorrência de nações que não tributam a commodity, a introdução desse novo imposto também afeta as possibilidades de crescimento da produção de petróleo.

As opções de investimento em exploração e produção podem ser adiadas ou mesmo canceladas devido à incerteza em torno do novo imposto, o que pode ter um impacto adverso na receita tributária dos governos federal e estadual, bem como na geração de empregos.

Fonte: Comunicado IBP

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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