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Início Guilherme Estrella, ex-diretor de exploração e produção da estatal, solicita ao TCU bloqueio de pagamentos de dividendos da Petrobras aos acionistas em 2023

Guilherme Estrella, ex-diretor de exploração e produção da estatal, solicita ao TCU bloqueio de pagamentos de dividendos da Petrobras aos acionistas em 2023

19 de janeiro de 2023 às 11:01
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O geólogo solicitou ao TCU o bloqueio do pagamento de R$ 21,99 bilhões em dividendos aos acionistas, após afirmar que a medida é desproporcional ao setor de petróleo. Guilherme Estrella destaca que a Petrobras não deveria assumir tal posicionamento.
Fonte: Brasil 247

O geólogo solicitou ao TCU o bloqueio do pagamento de R$ 21,99 bilhões em dividendos aos acionistas, após afirmar que a medida é desproporcional ao setor de petróleo. Guilherme Estrella destaca que a Petrobras não deveria assumir tal posicionamento.

Os conflitos no setor de petróleo e gás natural brasileiro seguem aquecidos nesta quinta-feira, (19/01), envolvendo novamente a estatal Petrobras. O geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor de exploração e produção da Petrobras e um dos responsáveis pelo descobrimento do pré-sal, solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU), o bloqueio do pagamento de R$ 21,99 bilhões em dividendos aos acionistas. Ele destaca que a distribuição dos valores não atende aos interesses primordiais e de caráter público da empresa no mercado nacional.

TCU recebe pedido de Guilherme Estrella para bloqueio de R$ 21,99 bilhões em dividendos que seriam pagos pela Petrobras aos acionistas da empresa

Um dos geólogos mais conhecidos de todo o Brasil e um dos responsáveis pelo time de descobrimento do pré-sal nacional, Guilherme Estrella se envolve agora em uma nova polêmica envolvendo a Petrobras.

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O especialista solicitou ao TCU o bloqueio do pagamento de R$ 21,99 bilhões em dividendos aos acionistas da estatal, com base em alguns critérios que ele julga serem desproporcionais ao mercado de óleo e gás nacional.

Ele acredita que o pagamento atual está sendo totalmente atípica e desproporcionalmente maior que as distribuições de dividendos feitas por todas as grandes petroleiras do mundo, mesmo sendo elas organizações privadas.

O ministro Augusto Nardes negou, de forma inicial, o pedido do geólogo Guilherme Estrella, solicitando novos documentos e informações da Petrobras para prosseguir com o processo.

No entanto, o especialista cobra agora que o presidente do TCU, Bruno Dantas, tome uma medida, em meio ao cenário de instabilidade no setor de petróleo e gás nacional neste início de ano.

“Esta distribuição de dividendos não atende ao melhor interesse da empresa (mesmo que se tratasse de empresa totalmente privada) e menos ainda ao fim público que inspirou sua criação. Trata-se de um verdadeiro abuso de poder de controle que, nesse caso, por agradar também aos acionistas privados, acabou sendo perpetrado sem qualquer questionamento”, afirmou Guilherme Estrella.

Futuro presidente da Petrobras, Jean Paul-Prates defende a diminuição do pagamento de dividendos da empresa aos acionistas

As discussões sobre a quantidade aceitável de pagamento de dividendos da Petrobras aos acionistas não se limitam ao geólogo Guilherme Estrella.

Isso, pois o futuro presidente indicado pelo atual presidente Lula, Jean Paul-Prates, defendeu em uma transmissão ao vivo realizada em maio de 2022, que a empresa pague menos dividendos.

Ele acredita que a postura correta da Petrobras para os próximos meses é que sejam realizados, inicialmente, investimentos em ativos e projetos no setor, para então o repasse dos dividendos aos acionistas acontecerem.

O senador defende ainda que a empresa volte a aplicar seus recursos em ativos e projetos estatais, para então se voltar ao mercado privado.

Além disso, Felipe Campos Cauby Coutinho, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), disse em entrevista a Sputnik Brasil em novembro que “as distribuições de dividendos promovidas pela direção da Petrobras em 2021 e 2022 são insustentáveis”.

No ano de 2022, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de dividendos aos acionistas em mais de R$ 43,7 bilhões, que seriam repassados em duas parcelas: uma em dezembro e a outra em janeiro de 2023.

Agora, após a solicitação do geólogo Guilherme Estrella ao TCU, é possível que esse acordo seja revisitado pela empresa.

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