O Anfiteatro de Beric, em Arcugnano, cobrava até 40 euros por visitas guiadas, mas investigação iniciada em 2016 constatou que o complexo de 5 mil metros quadrados era uma construção moderna sem vestígios arqueológicos reais
Turistas chegaram a pagar até 40 euros, cerca de R$ 240, para conhecer o Anfiteatro de Beric, apresentado como uma atração ligada à Antiguidade nas colinas de Arcugnano, na província italiana de Vicenza. A investigação das autoridades, porém, concluiu que o complexo era uma construção moderna e não possuía vestígios arqueológicos.
Anfiteatro de Beric ocupava cerca de 5 mil metros quadrados e atraia turistas
O complexo foi construído por Franco Malosso, de 69 anos, e ocupava aproximadamente 5 mil metros quadrados.
Para reproduzir a aparência de uma antiga estrutura arqueológica, foram utilizados cimento, gesso, pedra tratada e poliestireno, material conhecido como isopor.
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O espaço recebia visitantes em passeios guiados. A atração era vinculada às culturas grega e romana e apresentava referências a personagens como Júlio César, Cleópatra e Julieta Capuleto.

Investigação começou em 2016
As autoridades começaram a investigar o local em 2016. Durante o processo, foi constatado que não existiam vestígios arqueológicos sob as estruturas construídas nas colinas de Arcugnano.
A constatação mostrou que aquilo que era apresentado aos visitantes como uma atração relacionada ao passado antigo havia sido produzido com materiais modernos.

Justiça determinou prisão e recuperação do terreno
O tribunal condenou Franco Malosso a dois anos e quatro meses de prisão por construção ilegal e falsificação de obras de arte.
Além da pena, foram aplicadas multas e determinada a restauração do terreno onde o Anfiteatro de Beric foi construído. A área está localizada em uma região submetida à proteção paisagística.
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