Durante um passeio com o cachorro no sul da França, Damien Boschetto encontrou um osso exposto. A escavação revelou um esqueleto de titanossauro quase completo, com cerca de 70 milhões de anos, ainda em estudo.
Um osso exposto numa encosta chamou a atenção de Damien Boschetto durante um passeio com seu cachorro no sul da França. A descoberta, feita em maio de 2022, levou à escavação de um esqueleto de titanossauro quase completo.
Descoberta começou com um osso na encosta
Boschetto caminhava com o cachorro Muffin perto de Montouliers, no departamento francês de Hérault, quando viu o fóssil. O caso relatado pela ZME Science ganhou repercussão em 2024, cerca de dois anos depois do achado.
A descoberta não ficou restrita àquele primeiro osso. Boschetto passou a escavar o local com integrantes da Associação Cultural, Arqueológica e Paleontológica de Cruzy, a ACAP. Os trabalhos revelaram partes de um mesmo animal ainda próximas de suas posições anatômicas.
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Ossos preservaram a posição do animal
Esse estado de preservação torna o fóssil incomum. Em muitos sítios da região, os ossos foram transportados pela água e acabaram espalhados antes de serem soterrados. No caso encontrado por Boschetto, grande parte do esqueleto permaneceu conectada.
O crânio, porém, não foi encontrado. Boschetto contou ao Le Monde que a equipe chegou a examinar 40 toneladas de material retirado da escavação na tentativa de localizar essa parte do animal.
A idade aproximada de 70 milhões de anos situa o fóssil no Cretáceo Superior. O Museu de Cruzy informa que a região de Montouliers e dos municípios vizinhos já forneceu restos de diferentes dinossauros desse período, incluindo outros titanossauros.
Preparação e estudo continuam
Depois da retirada do sítio, os ossos foram levados ao laboratório ligado ao Museu de Cruzy. Uma publicação da comunidade local, feita em 2024, descreveu o trabalho de remover a rocha ao redor do fóssil e proteger as peças durante a preparação.
A mesma publicação afirmou que ainda seriam necessárias a documentação, a identificação dos ossos, a análise dos dados e a publicação científica. Assim, a descoberta de um esqueleto de titanossauro está documentada, mas uma identificação mais específica do animal depende do estudo dos restos preservados.
