Durante reforma do Edifício Maxfield, em Los Angeles, Scott Claster encontrou um cofre coberto por concreto e aço, chamou um chaveiro e achou uma velha lancheira com joias avaliadas em mais de R$ 512 mil; ele localizou o dono, devolveu tudo e recusou recompensa de cerca de R$ 10 mil.
Um cofre escondido em meio à estrutura do Edifício Maxfield, no distrito da moda do centro de Los Angeles, transformou uma reforma comum em uma descoberta inesperada em 2012. Scott Claster, contratado para supervisionar as obras, encontrou a estrutura no mezanino enquanto a equipe começava a trabalhar no imóvel.
A história foi relatada pela CBS Los Angeles em 2015. Depois de conseguir abrir o compartimento com a ajuda de um chaveiro, Claster encontrou documentos antigos, fotografias e uma lancheira de metal que escondia joias. Uma parte das peças, levada para avaliação, já ultrapassava US$ 100 mil em valor.
Cofre estava coberto por concreto e aço no mezanino

O cofre apareceu logo no início dos trabalhos de reforma. Segundo Claster, a estrutura estava no mezanino e permanecia envolvida por concreto e aço, condição que aumentou a curiosidade sobre o que poderia existir em seu interior.
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Não havia indicação imediata de que o compartimento guardasse algo valioso. O mistério em torno do cofre foi suficiente para fazer a equipe tentar descobrir como abri-lo, em vez de simplesmente ignorar a estrutura durante a obra.
Chaveiro foi chamado para conseguir abrir a estrutura
A abertura não aconteceu imediatamente. Claster e outras pessoas envolvidas chegaram a fazer apostas sobre o que poderia estar escondido dentro do compartimento antes de recorrerem a ajuda especializada.
Com a presença de um chaveiro, o cofre finalmente foi aberto. O conteúdo inicial não parecia, à primeira vista, necessariamente compatível com uma descoberta de alto valor: havia documentos fiscais e fotografias antigas guardados no interior.
Velha lancheira escondia as joias
Em meio aos papéis e registros, porém, apareceu um objeto muito mais simples: uma antiga lancheira de metal. Dentro dela estavam joias embrulhadas, mudando completamente a dimensão da descoberta.
Claster não levou todo o conteúdo imediatamente para avaliação. Segundo o relato, apenas parte das joias encontradas no cofre foi examinada, e esse conjunto já foi estimado em mais de US$ 100 mil, equivalente a mais de R$ 512 mil conforme o valor considerado no tema.
Apenas parte das peças já valia mais de US$ 100 mil

Esse detalhe torna impossível afirmar, com base na fonte, qual seria o valor total de todas as joias existentes dentro da lancheira. O que está documentado é que uma parcela submetida a avaliação ultrapassou a marca de US$ 100 mil.
Por isso, o valor integral do conteúdo do cofre não foi estabelecido na reportagem. A cifra serve para dimensionar a importância da descoberta, mas não deve ser interpretada como avaliação definitiva de tudo o que foi encontrado.
Scott Claster decidiu procurar o verdadeiro proprietário
Depois de descobrir o valor das peças, Claster poderia ter enfrentado uma situação complexa sobre a origem daquele patrimônio. Em vez disso, procurou identificar a quem pertenciam as joias.
A busca levou a Steve Needleman, cuja família era proprietária do Edifício Maxfield. Claster conseguiu relacionar o conteúdo encontrado ao proprietário legítimo e decidiu devolver as peças.
Homem devolveu todas as joias encontradas no cofre
A decisão chamou atenção porque o valor envolvido era elevado. Mesmo sabendo que parte das joias ultrapassava US$ 100 mil, Claster não ficou com o material retirado do cofre.
Quando Needleman recebeu os objetos de volta, segundo o relato reproduzido pela CBS, reagiu com gratidão e emoção. A descoberta terminou, portanto, não com uma disputa pelo tesouro encontrado, mas com sua restituição.
Recompensa de US$ 2 mil também foi recusada
Needleman ofereceu a Claster uma recompensa de US$ 2 mil, aproximadamente R$ 10 mil dentro da equivalência usada no tema da matéria.
O supervisor da reforma também recusou esse dinheiro. Claster disse que devolver aquilo que pertencia a outra pessoa era simplesmente o que deveria ser feito e não considerava a atitude algo que exigisse reconhecimento especial.
Empregador disse não ter ficado surpreso
Naty Saidoff, empregador de Claster, afirmou estar orgulhoso da atitude, embora tenha dito que não ficou surpreso com a decisão.
Para Saidoff, o comportamento era coerente com o caráter do funcionário. A história do cofre acabou chamando atenção justamente pelo contraste entre o valor encontrado e a escolha de não obter qualquer ganho financeiro com a descoberta.
Reforma ainda trouxe outro impacto financeiro ao prédio
A história do imóvel não terminou com as joias. Segundo a reportagem, a família de Steve Needleman também forneceu documentos que foram importantes para o projeto de restauração do Edifício Maxfield.
Esses registros ajudaram a viabilizar uma isenção fiscal ligada à preservação histórica avaliada em US$ 1 milhão. Para o empregador de Claster, esse benefício relacionado ao projeto era ainda maior que o valor das joias encontradas.
Descoberta aconteceu em prédio do centro de Los Angeles
O Edifício Maxfield fica no distrito da moda do centro de Los Angeles, área marcada por imóveis comerciais e construções antigas.
Foi nesse contexto que uma obra iniciada em 2012 revelou o cofre protegido por concreto e aço. O conteúdo havia permanecido escondido até que a reforma alcançasse justamente a parte do imóvel onde estava instalado.
Cofre guardava mais do que objetos de alto valor

Além das joias, os documentos fiscais e fotografias antigas indicavam que o compartimento havia sido usado para preservar registros pessoais e financeiros.
A velha lancheira funcionava como uma camada adicional de esconderijo dentro do próprio cofre, tornando a descoberta das joias ainda menos evidente para quem finalmente conseguiu acessar a estrutura.
Valor das joias não mudou decisão de quem as encontrou
O caso ganhou repercussão não apenas porque um compartimento escondido durante uma reforma revelou peças valiosas. O elemento decisivo foi a reação de Scott Claster depois de descobrir quanto parte daquele conteúdo valia.
Ele procurou o proprietário, devolveu as joias e ainda recusou a recompensa oferecida. Dessa forma, uma descoberta potencialmente milionária em reais terminou sem benefício financeiro direto para o homem que abriu o cofre.
Cofre escondido durante reforma terminou com joias devolvidas ao dono
A descoberta começou com concreto, aço e curiosidade no mezanino de um prédio histórico de Los Angeles. Depois da abertura, o que parecia apenas um cofre antigo revelou documentos, fotografias e uma lancheira contendo joias, das quais somente uma parte já ultrapassava US$ 100 mil em avaliação.
Mesmo diante do valor, Scott Claster escolheu localizar Steve Needleman, devolver tudo e rejeitar até os US$ 2 mil oferecidos como recompensa. Se você encontrasse um cofre escondido durante uma reforma com objetos avaliados em centenas de milhares de reais, qual seria sua primeira atitude? Conte nos comentários.
