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Com rochas de 600 milhões de anos e 200 anos de história científica, gruta em Minas Gerais revela uma caverna iluminada que parece um sonho

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 17/04/2026 às 23:53
Atualizado em 17/04/2026 às 23:57
Interior da Gruta do Maquiné em Minas Gerais com formações calcárias iluminadas e salões subterrâneos esculpidos ao longo de milhões de anos
Salões iluminados da Gruta do Maquiné revelam formações de calcário moldadas ao longo de 600 milhões de anos em Minas Gerais
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A gruta do maquiné reúne formações milenares, descobertas científicas e um percurso acessível que destaca a importância natural e histórica do local

Uma das formações naturais mais emblemáticas de Minas Gerais reúne ciência, história e turismo em um único espaço, atraindo visitantes interessados em compreender a evolução geológica e os registros do passado.
A Gruta do Maquiné, localizada em Cordisburgo, apresenta um percurso de cerca de 650 metros, onde formações calcárias foram moldadas ao longo de aproximadamente 600 milhões de anos.
O local também possui relevância cultural por estar na cidade natal de Guimarães Rosa, o que reforça seu valor simbólico no cenário brasileiro.
Esse conjunto de elementos transforma a caverna em um dos principais pontos de interesse científico e turístico do país.

Descoberta histórica marca início da exploração científica

A entrada da gruta foi identificada em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné, durante a busca por salitre para fabricação de pólvora.
Anos depois, em 1834, o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund iniciou escavações no local, estabelecendo as primeiras pesquisas científicas sistemáticas da região.
Registros históricos indicam que Lund permaneceu na gruta por cerca de dois anos, período que contribuiu para consolidar o espaço como referência na paleontologia.
A partir dessas atividades, a caverna passou a integrar estudos relevantes sobre a fauna pré-histórica brasileira.

Fósseis e vestígios revelam passado pré-histórico

As escavações realizadas resultaram na descoberta de fósseis importantes, como o tigre-dente-de-sabre e a preguiça-gigante Nothrotherium maquinense, nomeada em referência à gruta.
Mais de 12 mil peças fósseis foram enviadas à Dinamarca, onde permanecem preservadas no acervo de Copenhague, conforme registros históricos.
Além disso, a presença de pinturas rupestres indica que grupos humanos pré-históricos utilizaram o local como abrigo.
Esses elementos reforçam a importância científica e arqueológica da caverna no contexto internacional.

Estrutura do passeio destaca formações naturais

O trajeto aberto ao público percorre aproximadamente 650 metros, distribuídos em sete salões interligados por passagens estreitas.
Cada salão recebeu nomes inspirados nas formas naturais das rochas, facilitando a identificação durante a visita.
Entre os destaques, o Salão do Trono apresenta colunas imponentes, enquanto a Galeria das Fadas reúne formações que lembram cristais e estruturas delicadas.
O desnível total de apenas 18 metros torna o percurso acessível para visitantes de diferentes idades.

As visitas são realizadas com acompanhamento de monitores do Monumento Natural Estadual Peter Lund, unidade de conservação criada em 2005 pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).
Os grupos são organizados em intervalos regulares, e o percurso tem duração média de 45 minutos.
A iluminação em LED foi projetada para valorizar as formações naturais sem comprometer o equilíbrio ambiental interno.

Atrações culturais ampliam a experiência em cordisburgo

A cidade de Cordisburgo concentra outras atrações que complementam o roteiro turístico.
O Museu Casa Guimarães Rosa, instalado na residência onde o escritor nasceu em 1908, reúne mais de 700 itens, incluindo objetos pessoais e obras.
O Museu da Gruta do Maquiné apresenta uma linha do tempo sobre Lund e réplicas fósseis produzidas pela UFMG.
O Portal Grande Sertão exibe esculturas em bronze que homenageiam o universo literário da obra Grande Sertão: Veredas.
O Zoológico de Pedras apresenta representações de animais pré-históricos criadas por artistas locais.

Clima e acesso influenciam a visita

A temperatura interna da gruta permanece estável ao longo do ano, mas o clima externo influencia o conforto durante a visita.
Cordisburgo apresenta verão quente e chuvoso e inverno seco e ameno, o que pode facilitar o acesso em determinados períodos.
A cidade está localizada a cerca de 120 km de Belo Horizonte, com acesso pela BR-040 até a MG-231, próximo a Paraopeba.
O trajeto final segue por mais 5 km pela MG-421, em via asfaltada, até a entrada da gruta.

A experiência dentro da Gruta do Maquiné permite observar formações naturais que refletem milhões de anos de transformação geológica.
Ao mesmo tempo, o entorno preserva elementos culturais que reforçam a identidade histórica da região.
Esse conjunto evidencia como ciência, natureza e cultura se conectam em um único espaço.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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