A Grande São Paulo passou a contar com uma nova válvula compacta de fabricação 100% nacional para controlar a vazão da água, reduzir vazamentos e evitar rompimentos na rede, com instalação concluída em cerca de 8 horas em Itapevi
A Grande São Paulo ganhou nesta quinta-feira (9), em Itapevi, um novo mecanismo para controle da vazão da água no sistema de distribuição, com a instalação da primeira válvula compacta de fabricação 100% nacional.
O equipamento foi implantado para prevenir perdas, reduzir desperdícios e manter maior regularidade no abastecimento da população.
A nova válvula controla automaticamente a vazão da água sem necessidade de intervenção humana. O sistema também monitora a operação da rede, ajudando a reduzir a pressão nos canos e a evitar rompimentos tanto na distribuição quanto dentro das residências.
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Instalação mais rápida
A tecnologia adotada pela Sabesp permite funcionamento imediato após a instalação. Todo o processo foi concluído em cerca de oito horas, incluindo abertura da vala, posicionamento do equipamento, conexão à tubulação, recomposição do pavimento e liberação da via.
No modelo convencional, esse tipo de instalação poderia levar até 20 dias. Esse prazo mais longo costuma provocar impactos no abastecimento local e no trânsito de toda a região.
Controle da vazão da água e redução de perdas
Além de combater vazamentos, o mecanismo contribui para garantir a regularidade no fornecimento. Com o controle automático da vazão da água, a pressão na tubulação é ajustada de forma mais eficiente, reduzindo riscos de falhas na rede.
A expectativa da companhia é ampliar o uso da tecnologia na Região Metropolitana de São Paulo. Marco Antonio Lopez Barros, diretor regional da Sabesp, afirmou que a facilidade de instalação permitirá ampliar o parque de válvulas e reduzir cada vez mais a ocorrência de vazamentos.
Expansão do projeto
A inovação foi desenvolvida pela empresa suíça Georg Fischer e já havia sido instalada, com adaptações, em um projeto piloto em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. Agora, com apoio da área de Pesquisa e Inovação da Sabesp, o projeto avança para a Região Metropolitana de São Paulo com produção totalmente nacional.
Desde a desestatização da Sabesp, realizada pelo Governo de São Paulo em 2024, os investimentos em obras e tecnologia de resiliência hídrica cresceram substancialmente.
Esse avanço permitiu antecipar para 2029 o prazo de universalização de água e esgoto, dentro de um investimento total estimado em R$ 70 bilhões, enquanto a nova solução para vazão da água passa a integrar esse processo.
