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Governo Lula coloca R$ 1 bilhão na mesa para revitalizar bacias hidrográficas com 60 obras, incluindo rios São Francisco e Parnaíba, saneamento, navegação, drenagem urbana, combate à poluição e ações em áreas estratégicas de Furnas

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 11/04/2026 às 23:12
Atualizado em 11/04/2026 às 23:14
Governo Lula destina R$ 1 bilhão para revitalização de bacias hidrográficas, com obras de saneamento, navegação e combate à poluição.
Governo Lula destina R$ 1 bilhão para revitalização de bacias hidrográficas, com obras de saneamento, navegação e combate à poluição.
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Pacote bilionário amplia obras em bacias críticas, reúne saneamento, recuperação ambiental e infraestrutura hídrica em diferentes regiões do país, com foco em segurança hídrica, redução de impactos ambientais e melhoria da gestão dos recursos naturais.

O governo federal incorporou ao eixo Água para Todos, do Novo PAC, um pacote de 60 empreendimentos voltados à revitalização de bacias hidrográficas, com investimento superior a R$ 1 bilhão.

A nova rodada reúne obras e projetos para recuperação ambiental, saneamento, drenagem urbana, melhoria da navegação no rio São Francisco, monitoramento hidrometeorológico e ações em áreas ligadas aos reservatórios de Furnas.

Desse total, 12 iniciativas somam R$ 409 milhões nas bacias dos rios São Francisco e Parnaíba.

Outras 48 ações reúnem R$ 634,7 milhões na área de influência das usinas hidrelétricas de Furnas.

A distribuição foi aprovada em reunião conjunta dos colegiados responsáveis por definir a aplicação dos recursos de revitalização, sob coordenação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o MIDR.

Segundo o secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, os empreendimentos resultam de articulação entre o ministério e órgãos vinculados para ampliar a segurança hídrica nas bacias consideradas mais críticas em necessidade de investimentos.

A declaração foi divulgada pelo governo federal ao apresentar a nova carteira de obras incluída no PAC.

Investimentos em rios São Francisco e Parnaíba

Nas bacias do São Francisco e do Parnaíba, os recursos foram direcionados principalmente à recuperação hidroambiental, com foco em áreas degradadas, preservação de nascentes, recomposição vegetal e conservação do solo.

Também entram nesse bloco a melhoria da navegação no São Francisco, ações de drenagem urbana e iniciativas de monitoramento e uso de informações meteorológicas na gestão dos recursos hídricos.

Entre os projetos destacados está a revitalização do rio Verde, em Itaguaçu da Bahia, com previsão de R$ 40 milhões.

No Piauí, a recuperação de áreas de preservação permanente em trechos críticos das bacias dos rios Uruçuí-Vermelho e Gurguéia recebeu previsão de mais de R$ 83,5 milhões.

Em Minas Gerais, outra frente mira a recuperação de APPs hídricas na bacia do rio das Velhas, além de ações de conservação de solo e regularização ambiental na bacia do rio Pará.

Ainda nesse grupo, foram reservados recursos para restauração ecológica em municípios da Bahia e de Pernambuco vinculados ao São Francisco, além de intervenções em áreas de Sergipe com cercamento, recomposição florestal e estruturas de contenção de sedimentos.

O pacote inclui também R$ 95,5 milhões para drenagem urbana em São Gotardo, em Minas Gerais, e investimentos para implantação de portos públicos em Juazeiro e Petrolina, voltados à navegação regional.

Obras de saneamento dominam projetos em Furnas

Na área de influência de Furnas, a maior fatia dos recursos foi destinada a esgotamento sanitário, sobretudo em municípios mineiros.

O conjunto prevê estações de tratamento de esgoto, interceptores, redes e sistemas completos em cidades como Barbacena, Lambari, São Lourenço, Cristais, São José da Barra, Jacutinga, Ilicínea, Passa-Quatro, Guaranésia, Carmo de Minas e Conceição do Rio Verde, entre muitas outras.

Barbacena aparece entre os maiores aportes dessa etapa, com duas intervenções que, somadas, chegam a R$ 63,5 milhões.

Em Lambari, o sistema de esgotamento sanitário tem previsão de R$ 32,6 milhões.

São Lourenço recebeu R$ 32,3 milhões, enquanto Cristais conta com R$ 26 milhões.

Já São José da Barra terá R$ 26 milhões para estações de tratamento de esgoto, numa carteira que concentra boa parte das obras em Minas Gerais.

Além do saneamento urbano, a carteira de Furnas inclui projetos de saneamento rural, recuperação hidroambiental e estudos técnicos.

Um deles prevê avaliação integrada dos impactos e alternativas para mitigação da poluição hídrica na bacia do Alto Tietê, na Região Metropolitana de São Paulo.

Outro destina R$ 20 milhões à redução de restrições hidráulicas operativas nas usinas de Jupiá e Porto Primavera, com o objetivo de ampliar a flexibilidade operacional na área vinculada ao programa.

Também foi aprovado um programa produtor de água na bacia do rio Grande e ações de levantamento de áreas para restauração florestal a montante da represa do Funil.

Em Pouso Alto, por exemplo, há recursos tanto para saneamento quanto para recuperação hidroambiental.

Em Três Corações, o pacote contempla a universalização do saneamento rural em comunidades específicas, reforçando a combinação entre infraestrutura e proteção ambiental que orienta a carteira.

Origem dos recursos e histórico do programa

Os recursos dessas contas de revitalização decorrem da desestatização da Eletrobras, que estabeleceu aportes anuais para programas de recuperação de recursos hídricos.

Segundo o MIDR, os colegiados administram parte desses valores para financiar projetos nas bacias do São Francisco e do Parnaíba e nas áreas de influência de Furnas.

Dados divulgados pelo ministério informam que os aportes preveem R$ 350 milhões por ano para o CPR São Francisco e Parnaíba e R$ 230 milhões por ano para o CPR Furnas, ao longo de dez anos.

Avanço das ações desde 2023

O balanço mais recente do MIDR mostra que, desde o início das atividades dos comitês, em agosto de 2023, foram aprovados 247 empreendimentos, com cerca de R$ 5,2 bilhões em investimentos destinados à revitalização dos recursos hídricos.

Em janeiro de 2026, o próprio ministério havia informado uma carteira de 188 projetos consolidados até o fim de 2025.

A nova rodada de 60 aprovações elevou esse total e ampliou a presença de obras de saneamento e recuperação ambiental em áreas consideradas prioritárias. Na prática, o novo pacote reforça duas frentes simultâneas.

De um lado, o governo amplia intervenções em bacias historicamente pressionadas por assoreamento, degradação e baixa cobertura de saneamento.

De outro, tenta melhorar a gestão da água em áreas estratégicas para abastecimento, geração de energia, navegação e controle de impactos ambientais.

A combinação desses eixos ajuda a explicar por que o programa reúne desde obras locais de esgoto até estudos de operação de usinas e modernização do sistema meteorológico.

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Figman
Figman
12/04/2026 00:05

Sem dúvida, é isto que precisa ser feito tenta ndo reverter os efeitos danosos de seculos de agressões às bacias hidrograficas quer seja por ignorancia, quer seja por havidez.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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