A Prefeitura de Goiânia projeta investimentos em mobilidade, drenagem, saúde, educação e revitalização urbana, com obras na Marginal Botafogo, Avenida Leste-Oeste, Perimetral Norte e região central, além de oito UPAs, novos CMEIs e projetos financiados por BNDES, Banco do Brasil, Caixa, Novo PAC e instituições de crédito internacionais até 2028.
Goiânia prepara um pacote de investimentos que pode chegar a R$ 4,5 bilhões até 2028 e alcançar alguns dos principais gargalos urbanos da capital, passando por corredores viários, macrodrenagem, saúde, educação e revitalização do Centro. Entre as frentes anunciadas estão intervenções na Marginal Botafogo e na Avenida Leste-Oeste, novas pontes, oito UPAs e a tentativa de levar aproximadamente 3 mil famílias de volta à região central.
As informações foram publicadas pelo Jornal Opção em 23 de maio de 2026, a partir de anúncios feitos pelo prefeito Sandro Mabel durante a posse de novos integrantes da administração municipal, realizada em abril no Paço Municipal. A Prefeitura pretende combinar financiamentos, recursos federais e outras fontes para executar os projetos, mas parte relevante do pacote ainda depende de licitações, crédito e avanço dos projetos técnicos.
Goiânia projeta até R$ 4,5 bilhões, mas execução dependerá de crédito e projetos
A projeção apresentada pelo prefeito considera investimentos de pelo menos R$ 1,5 bilhão por ano em determinados períodos da gestão, permitindo que o volume acumulado possa alcançar até R$ 4,5 bilhões até 2028. O valor, portanto, deve ser entendido como uma perspectiva para o conjunto das intervenções, e não como dinheiro já integralmente contratado ou disponível em caixa.
-
Elevador de vidro de 288 metros surge entre paredões na China, reforça sistema que reduziu de quase seis horas para 30 minutos o caminho escolar e amplia rota de aldeia isolada para transportar 1.200 pessoas por hora em operação conjunta
-
Homem deixa a cidade, constrói ilha flutuante com materiais descartados e relata ter vivido nela por 17 anos, cercado por casa de dois andares, horta, galinheiro, painéis solares e sistemas próprios para água e resíduos longe da rede urbana convencional
-
Cidade do litoral de SC prepara R$ 5,1 milhões para transformar acesso à BR-101 usado por moradores e turistas, com obra que começa abaixo do asfalto e chega até a ligação com a rodovia
-
Aos 14 anos, jovem do Rio começou uma favela em miniatura de 450 metros quadrados, usou tijolos reaproveitados, bonecos, tinta e virou referência em arte, cinema e atração internacional
O secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, apresentou uma referência mais conservadora ao afirmar que a equipe econômica considerava factível investir em torno de R$ 1 bilhão por ano. As duas estimativas reforçam que o tamanho efetivo do pacote dependerá da contratação dos financiamentos e da capacidade de transformar projetos em obras executáveis.
Obras viárias miram Perimetral Norte, Leste-Oeste e corredores congestionados

Mobilidade urbana aparece entre os maiores eixos do programa. A Prefeitura prevê trincheiras, pontes, passagens e ampliações de corredores para enfrentar pontos de congestionamento e criar novas conexões entre bairros de Goiânia.
Entre as prioridades mencionadas estão a Avenida Perimetral Norte, a retomada da ponte na região da Castelo Branco e a expansão da Avenida Leste-Oeste em direção a Trindade e Senador Canedo. A intenção apresentada pela gestão é transformar esse eixo em um corredor mais rápido, inclusive com sincronização dos semáforos.
Avenida Goiás Norte e bairros cortados por córregos também entram no plano
A reestruturação da Avenida Goiás Norte inclui propostas de duplicação e construção de novas pontes. O pacote também considera intervenções menores em bairros nos quais cursos d’água dificultam conexões viárias e acabam concentrando o tráfego em poucas vias.
Jardim América e Parque Amazônia foram citados entre os locais que poderão receber pontes e passagens adicionais. A lógica é criar rotas alternativas dentro dos bairros para reduzir a pressão exercida sobre os principais corredores da cidade.
Marginal Botafogo pode receber obras para enfrentar alagamentos históricos
Outro problema colocado no centro do pacote é a drenagem da Marginal Botafogo, corredor que enfrenta episódios recorrentes de alagamento. A vice-prefeita Cláudia Lira explicou que uma das dificuldades está na rapidez com que a água chega ao Córrego Botafogo.
A administração estuda intervenções de macrodrenagem capazes de reduzir esse fluxo concentrado. Entre as alternativas mencionadas está a implantação de piscinões para reter temporariamente parte da água, embora a reportagem não detalhe quantidade, tamanho, localização definitiva ou cronograma dessas estruturas.
Oito novas UPAs estão previstas dentro da expansão da saúde
A saúde também recebeu espaço relevante no plano de Goiânia. Segundo Sandro Mabel, pelo menos oito novas Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, deverão ser construídas, substituindo em alguns casos estruturas antigas consideradas inadequadas para reforma.
Cláudia Lira informou ainda que a expectativa da Prefeitura era iniciar duas dessas oito unidades ainda em 2026. A proposta também inclui modernização de unidades básicas de saúde, mas a fonte não apresenta o custo individual de cada UPA nem um calendário completo de entrega das oito estruturas.
Educação prevê oito CMEIs e ampliação da infraestrutura tecnológica
Na rede municipal de ensino, a gestão anunciou a intenção de construir oito novos Centros Municipais de Educação Infantil, os CMEIs, além de ampliar salas e manter investimentos em tecnologia educacional.
A Prefeitura informou que as salas da rede já possuíam lousas eletrônicas e que aproximadamente 15 mil tablets estavam sendo distribuídos aos estudantes. As obras educacionais aparecem, assim, ao lado da saúde e da mobilidade como parte do pacote mais amplo de infraestrutura pública.
Programa quer levar cerca de 3 mil famílias ao Centro de Goiânia
A região central também está no planejamento. O programa Morar no Centro pretende estimular a instalação de aproximadamente 3 mil famílias na área, combinando ocupação residencial com recuperação urbana.
O projeto envolve ações como recuperação de fachadas históricas, iluminação, incentivo a novos negócios e intervenções em imóveis abandonados. A aposta da Prefeitura é que aumentar a presença de moradores também eleve a circulação de consumidores e fortaleça a atividade econômica no Centro de Goiânia.
Revitalização inclui parques e investimento de R$ 2,7 milhões no Lago das Rosas
Entre os espaços públicos previstos está o Lago das Rosas, onde a Prefeitura iniciou um projeto de revitalização estimado em R$ 2,7 milhões, dividido em duas etapas.
A intervenção prevê melhorias urbanísticas, ambientais e estruturais, incluindo pista de caminhada, iluminação, drenagem, acessibilidade, playgrounds, academias ao ar livre e áreas destinadas a animais. Também estão previstas ações em elementos históricos de arquitetura Art Déco e na vegetação do parque.
Sete projetos podem entrar em licitação dentro de grupo de 19 prioridades
O desafio do pacote agora passa pela execução. Segundo a Prefeitura, sete projetos estavam sendo preparados para processos licitatórios dentro de um universo de 19 obras consideradas prioritárias.
Algumas intervenções menores já haviam começado, enquanto outras dependiam da conclusão de projetos, licitações ou retomada de contratos interrompidos. O anúncio de bilhões em investimentos, portanto, não significa que todas as obras estejam contratadas ou com máquinas no canteiro.
BNDES, Banco do Brasil, Caixa e bancos internacionais entram na busca por recursos
Para aumentar sua capacidade de investimento, Goiânia trabalha com diferentes alternativas de financiamento. Oldair Marinho afirmou que a melhora da Capacidade de Pagamento, a Capag, abriu espaço para novas operações de crédito.
BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal foram citados entre as instituições interessadas em financiar projetos. A Prefeitura também avalia propostas de instituições internacionais, comparando juros, carência e amortização. Parte das obras ainda poderá receber recursos do Novo PAC, especialmente em saúde e educação.
Casa da Mulher Brasileira também está entre estruturas que a Prefeitura quer retomar
A Casa da Mulher Brasileira, no Setor Goiânia II, aparece entre as obras sociais que a administração pretende destravar. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 10 milhões.
Segundo Cláudia Lira, a execução enfrentou problemas depois que a empresa responsável abandonou os trabalhos. A Prefeitura passou então pelos procedimentos necessários para buscar a continuidade da obra, enquanto também planeja reformas em estruturas de CRAS e CREAS.
Pacote bilionário coloca Goiânia diante do desafio de transformar anúncios em entregas
O plano reúne obras de naturezas muito diferentes: macrodrenagem na Marginal Botafogo, expansão da Leste-Oeste, novas UPAs, CMEIs, pontes, revitalização do Centro, parques e equipamentos sociais. Se o teto projetado for alcançado, o volume poderá chegar a R$ 4,5 bilhões até 2028, mas a execução continuará condicionada a financiamento, licitação e capacidade administrativa.
O tamanho do programa aumenta também a cobrança sobre os resultados. Para o morador, a diferença será medida menos pelo valor anunciado e mais pela quantidade de obras efetivamente concluídas e pelos problemas urbanos que elas conseguirem resolver. Entre mobilidade, alagamentos, saúde e recuperação do Centro, qual deveria ser a prioridade absoluta de Goiânia nesse pacote? Deixe sua opinião nos comentários.

