Nova linha de drywall tornará a unidade da Placo a maior e mais tecnológica da América Latina, com área adicional de 250 mil metros quadrados e início das operações previsto para 2028 no interior baiano
A expansão da Placo em Feira de Santana prevê investimento estimado em R$ 450 milhões, aumento de 75% na capacidade produtiva e aproximadamente 200 empregos diretos e indiretos. A nova linha de drywall deverá começar a operar no início de 2028 e será apresentada como a maior e mais tecnológica da América Latina.

Expansão da Placo terá nova área industrial de 250 mil metros quadrados
O projeto será implantado na fábrica da Placo Saint-Gobain localizada no Centro Industrial do Subaé, às margens da BR-324.
A unidade ganhará uma segunda linha destinada à fabricação de placas de gesso usadas em sistemas de drywall.
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Em abril de 2026, a companhia apresentou à Prefeitura de Feira de Santana uma previsão de investimento de R$ 450 milhões.
O plano também contempla a incorporação de aproximadamente 250 mil metros quadrados à área industrial.
Em julho, a empresa informou que a nova etapa receberá dezenas de milhões de euros. A expectativa é concluir as obras e iniciar a produção no começo de 2028, após o avanço das etapas administrativas, ambientais, financeiras e industriais.
Com a estrutura adicional, a capacidade produtiva da unidade deverá crescer 75%. A ampliação permitirá aumentar o fornecimento ao mercado brasileiro, especialmente diante da maior utilização de sistemas construtivos industrializados.
Projeto prevê aproximadamente 200 empregos diretos e indiretos
A expansão deverá gerar cerca de 200 postos de trabalho diretos e indiretos durante a implantação e o funcionamento da nova linha.
As oportunidades poderão envolver atividades industriais, montagem, engenharia, manutenção, transporte, logística e prestação de serviços.
A nova estrutura também deverá exigir profissionais de automação, mecânica, eletricidade industrial, segurança do trabalho, controle de qualidade e processos produtivos.
A instalação de drywall também demanda trabalhadores capacitados para interpretar projetos, normas e especificações técnicas.
O número mais recente difere de previsões apresentadas anteriormente. Em fevereiro de 2025, informações municipais mencionavam aproximadamente 200 empregos diretos e uma expansão em fases que poderia quadruplicar a capacidade produtiva.
No anúncio de julho de 2026, a projeção passou para 200 empregos diretos e indiretos, enquanto o crescimento estimado da produção ficou em 75%.
Os dados podem representar mudanças no escopo, divisão do empreendimento em etapas ou critérios diferentes de contabilização.
A Saint-Gobain informa capacitar aproximadamente 2,5 mil profissionais anualmente e manter 17 academias de treinamento no Brasil.
A empresa também desenvolve programas para instaladores e mulheres montadoras de drywall, além de cooperação com o Senai.
Fábrica funciona em Feira de Santana desde 2014
A presença industrial da Placo no município começou a ser estruturada em 2012. A unidade foi construída em aproximadamente 18 meses, com investimento inicialmente estimado em R$ 125 milhões.
A fábrica foi inaugurada em 25 de novembro de 2014 como a segunda unidade industrial da Placo no Brasil. Na época, sua capacidade projetada ultrapassava 20 milhões de metros quadrados de placas de drywall por ano.
Em novembro de 2024, a planta recebeu um projeto de modernização estimado em R$ 10 milhões. Naquele período, funcionava em três turnos diários e era a única fábrica brasileira da Placo responsável pela produção das placas Glasroc X.
O produto é destinado a aplicações que exigem maior resistência à umidade e à exposição ambiental. Em maio de 2026, a unidade conquistou quatro prêmios no Fórum Operacional do Gesso Américas, realizado em Cincinnati, nos Estados Unidos.
A localização de Feira de Santana também favorece o empreendimento. O município possui conexão com as rodovias BR-324, BR-116 e BR-101, corredores utilizados para transportar insumos e distribuir produtos ao Nordeste e a outras regiões brasileiras.
Mercado de drywall sustenta novo ciclo industrial
O consumo brasileiro de drywall chegou a aproximadamente 0,7 metro quadrado por habitante ao ano, segundo dados apresentados pela Saint-Gobain. O volume dobrou desde 2020, mas permanece abaixo do registrado em mercados mais maduros.
De acordo com a empresa, o consumo per capita é cerca de quatro vezes maior no Chile e dez vezes superior nos Estados Unidos. Essa diferença é considerada um espaço para crescimento da construção a seco no Brasil.
O drywall utiliza placas de gesso revestidas com cartão, instaladas sobre estruturas metálicas. O sistema pode ser empregado em paredes internas, forros e revestimentos, inclusive com requisitos de proteção contra umidade, fogo e ruídos.
Por utilizar componentes padronizados e montagem predominantemente a seco, a tecnologia reduz etapas no canteiro, facilita a passagem de instalações e pode diminuir o tempo de execução das obras.
Segundo a Saint-Gobain, soluções integradas de construção leve podem reduzir esse prazo em até 50%. A Placo também aponta reduções de até 80% na geração de resíduos e de até 39% nas emissões por projeto, conforme as características de cada empreendimento.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Placo Saint-Gobain, da Prefeitura de Feira de Santana, do Governo da Bahia, da Associação Brasileira da Construção Leve e Sustentável, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e da Mordor Intelligence, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
