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Ele criou um boné por brincadeira, começou a ser parado por desconhecidos na rua, passou meses trabalhando escondido até 3h da manhã e acabou deixando uma carreira de 6 anos na Yelp para viver do negócio

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Escrito por Roberta Souza Publicado em 10/09/2026 às 18:12 Atualizado em 10/09/2026 às 18:13
Joey Coffin criou a Vacation Darts como renda extra enquanto trabalhava em período integral, começou a vender em fevereiro de 2025 e viu a brincadeira ultrapassar US$ 125 mil em transações em 12 meses. No início de 2026, deixou o salário fixo para apostar integralmente na própria marca
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Joey Coffin criou a Vacation Darts como renda extra enquanto trabalhava em período integral, começou a vender em fevereiro de 2025 e viu a brincadeira ultrapassar US$ 125 mil em transações em 12 meses. No início de 2026, deixou o salário fixo para apostar integralmente na própria marca

Tudo começou com uma piada entre amigos que parecia não ter qualquer potencial para virar empresa. Joey Coffin colocou a brincadeira em um boné, saiu usando a peça e percebeu que desconhecidos paravam para perguntar sobre ela. Poucos dias depois, um amigo chegou a oferecer US$ 50 para comprar o boné diretamente de sua cabeça. A reação foi suficiente para fazer o então gerente da Yelp pensar que talvez houvesse ali algo maior. Conforme relato publicado pelo Business Insider em 16 de março de 2026, aquela experiência acabaria levando Coffin, hoje com 36 anos, a construir uma marca de comércio eletrônico que ultrapassou US$ 112 mil em receita bruta e, posteriormente, a abandonar seu emprego em Big Tech.

Na época, porém, sua realidade era bem diferente. Coffin trabalhava em período integral na Yelp, onde havia ingressado em 2019 e atuava como gerente da equipe de restaurantes. A empresa própria surgiu apenas como uma renda extra, criada durante as horas que sobravam depois do expediente. Em junho de 2024, ele registrou a ideia, desenvolveu a identidade da marca, criou perfis nas redes sociais e comprou o domínio do site. Entretanto, as vendas só começaram efetivamente em fevereiro de 2025.

O crescimento veio mais rápido do que Coffin imaginava. Em 12 meses, a Vacation Darts registrou mais de US$ 125 mil em transações e mais de US$ 112,5 mil em receita bruta, segundo os números verificados pelo Business Insider. Foi então que o empreendedor percebeu que continuar dividindo sua energia entre o emprego e o negócio poderia limitar justamente aquilo que estava começando a funcionar. No início de 2026, ele deixou a Yelp e passou a trabalhar integralmente na própria empresa.

Um boné feito por causa de uma piada chamou tanta atenção que um amigo ofereceu US$ 50 para tirá-lo de sua cabeça

A origem da Vacation Darts dificilmente poderia parecer menos empresarial.

Coffin tinha uma brincadeira segundo a qual certas extravagâncias cometidas durante as férias simplesmente “não contavam”. A ideia era brincar com aquela versão mais despreocupada das pessoas quando estão viajando e decidem sair um pouco da rotina.

Então, ele transformou a piada em uma identidade visual e colocou o desenho em um boné produzido numa gráfica no centro de Toronto.

Foi quando algo inesperado aconteceu.

Pessoas começaram a pará-lo por causa do boné.

Mais tarde naquela mesma semana, enquanto estava em um bar, um amigo ofereceu US$ 50 pela peça que Coffin estava usando.

Para ele, aquilo funcionou como uma primeira validação.

Não havia pesquisa de mercado sofisticada.

Não existia uma grande rodada de investimento.

Também não havia uma estrutura de comércio eletrônico consolidada.

Existia apenas uma ideia que parecia provocar uma reação imediata em quem a encontrava.

Histórias assim ajudam a explicar por que pequenos experimentos podem se transformar em negócios muito maiores. Recentemente, por exemplo, uma militar começou uma renda extra dentro de casa e chegou a processar até 12 encomendas por dia, mostrando uma trajetória semelhante de testar primeiro e expandir somente depois que a demanda apareceu.

Durante o dia ele gerenciava uma equipe na Yelp; às 18h30 começava o segundo turno e frequentemente só parava às 2h ou 3h

A parte menos glamourosa começou quando Coffin decidiu transformar a ideia em produto.

Enquanto seus amigos saíam para assistir futebol, ele voltava para casa e começava a trabalhar novamente.

Por volta das 18h30, passava a desenvolver o site da Vacation Darts.

Depois precisava criar páginas dos produtos.

Organizar a loja.

Pensar na marca.

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Produzir conteúdo.

E resolver todas as pequenas tarefas necessárias para colocar um comércio eletrônico em funcionamento.

Em algumas noites, continuava trabalhando até 2h ou 3h da manhã.

Ao mesmo tempo, no dia seguinte, ainda precisava cumprir normalmente suas responsabilidades na Yelp.

Inicialmente, a empolgação ajudava a sustentar a rotina. Entretanto, conforme a empresa crescia, aquela divisão começou a cobrar um preço.

Coffin contou que sentia estar entregando apenas 50% de si para o emprego e 50% para a marca, quando queria concentrar sua energia em uma única direção.

Consequentemente, algo que havia começado com entusiasmo passou a ser desgastante.

A renda extra começou a vender em fevereiro de 2025 e ultrapassou US$ 125 mil em transações em apenas 12 meses

Embora a estrutura inicial tenha sido criada em junho de 2024, a Vacation Darts ainda levou alguns meses até começar a gerar receita.

As primeiras vendas aconteceram em fevereiro de 2025.

A partir daí, entretanto, a resposta surpreendeu o fundador.

Segundo os dados apresentados ao Business Insider, o negócio ultrapassou US$ 125 mil em transações ao longo de 12 meses, com mais de US$ 112,5 mil em receita bruta. O veículo afirma ter verificado tanto o emprego anterior de Coffin quanto os dados financeiros da empresa por meio de documentação.

É importante, porém, não confundir receita com lucro.

Os US$ 112,5 mil representam receita bruta, não o dinheiro líquido que Coffin colocou no bolso.

Uma empresa de comércio eletrônico possui despesas com produtos, fabricação, operação, tecnologia, logística e outras necessidades. O Business Insider não apresenta, no trecho publicado, um valor equivalente de lucro líquido.

Ainda assim, o crescimento mostrou algo que para Coffin era mais importante naquele momento: havia consumidores dispostos a comprar.

Quanto mais atenção dedicava ao negócio, maior parecia ser seu potencial.

Foi essa percepção que começou a mudar seus planos profissionais.

Ele não saiu do emprego primeiro para depois descobrir se a ideia funcionaria; esperou o negócio provar que havia mercado

Esse ponto diferencia bastante a história de uma narrativa de empreendedorismo baseada apenas em risco.

Coffin não pediu demissão assim que teve a ideia.

Primeiro, continuou recebendo seu salário.

Depois, montou a marca paralelamente.

Em seguida, começou a vender.

Então, acompanhou o crescimento durante meses.

Somente quando os números indicaram que a empresa realmente possuía tração é que decidiu fazer a transição.

No início de 2026, Coffin deixou a Yelp e transformou a Vacation Darts em sua ocupação principal.

Ele próprio reconheceu que abandonar uma renda previsível para depender de algo construído por conta própria provocava nervosismo.

Por outro lado, a decisão não foi tomada às cegas.

Nas palavras do empreendedor, ele não teria deixado Big Tech sem evidências de que o negócio poderia funcionar.

Essa estratégia também aparece em outras trajetórias de renda extra. Uma atriz começou criando vídeos para marcas e chegou a US$ 10 mil mensais poucos meses depois, mas o crescimento aconteceu gradualmente, conforme clientes e receita começaram a aparecer.

A publicidade praticamente não existia no início: memes, indicação e conteúdo orgânico fizeram o trabalho

Outro detalhe chama atenção.

Nos dois primeiros meses de lançamento dos produtos, Coffin afirma que não estava comprando publicidade tradicional.

A divulgação acontecia principalmente de maneira orgânica.

Ele publicava conteúdo nas redes sociais.

As pessoas compartilhavam memes.

Consumidores indicavam a marca.

E outros usuários começavam a entrar em contato.

Assim, o humor que havia criado o produto também se transformou em sua principal ferramenta de marketing.

Isso funcionava porque Coffin não estava tentando vender apenas um boné ou uma peça de roupa.

Ele tentava vender uma identificação.

A pessoa precisava olhar para a brincadeira, reconhecê-la e pensar que aquilo representava algo que ela própria já havia sentido durante uma viagem.

Segundo Coffin, comunidade, humor e identificação permaneceram no centro da marca justamente porque eram os elementos que haviam despertado a reação inicial.

Quando influenciadores reagiam às publicações, ele entrava nas mensagens privadas e tentava transformar uma curtida em oportunidade

Coffin também desenvolveu uma estratégia bastante simples para ampliar o alcance.

Quando uma celebridade ou influenciador curtia uma publicação, respondia a algum conteúdo ou demonstrava qualquer interesse, ele aproveitava aquela pequena abertura.

Mandava uma mensagem direta.

Em vez de esperar que a pessoa descobrisse sozinha toda a marca, Coffin iniciava a conversa e apresentava seus produtos.

Foi dessa maneira que começou a conversar com influenciadores e atores.

A estratégia exigia pouco investimento financeiro, mas dependia de atenção constante às interações.

Além disso, reforçava um princípio que ele considera fundamental para novos empreendedores: criar algo que tenha uma ligação autêntica com o próprio fundador e, ao mesmo tempo, seja compreensível para outras pessoas.

No caso da Vacation Darts, a piada interna só conseguiu virar negócio porque deixou de ser interna.

Outras pessoas entenderam a brincadeira imediatamente.

Até inteligência artificial entrou no negócio para ajudá-lo a responder mensagens e interpretar o desempenho da marca

À medida que as tarefas aumentaram, Coffin começou a usar ferramentas de inteligência artificial como apoio.

Uma das aplicações era relativamente simples: melhorar ou reescrever mensagens que pretendia enviar para possíveis contatos.

Entretanto, ele também utilizava IA para interpretar informações.

Coffin contou que podia fornecer dados recentes do painel da Meta e pedir um resumo do que havia acontecido nos últimos dias, além de utilizar a tecnologia para testar ideias e aperfeiçoar prompts.

Isso não significa que a inteligência artificial tenha criado a Vacation Darts ou produzido automaticamente seu crescimento.

A ideia, os produtos, a identidade e a estratégia continuavam sob responsabilidade do fundador.

Porém, a tecnologia passou a funcionar como uma ferramenta auxiliar para reduzir parte do trabalho intelectual repetitivo envolvido na operação.

Para alguém que durante meses tentava administrar um emprego integral e uma empresa durante a noite, qualquer economia de tempo podia fazer diferença.

O negócio cresceu, mas a rotina começou a afetar sua saúde mental e transformou entusiasmo em exaustão

Existe uma parte da história que poderia facilmente desaparecer atrás dos números.

O crescimento não aconteceu sem custo pessoal.

Coffin relata que dividir sua energia entre duas atividades começou a afetar sua saúde mental.

Durante o dia, precisava entregar resultados no emprego.

À noite, precisava fazer o mesmo na empresa.

Enquanto isso, amigos saíam e atividades pessoais eram substituídas por páginas de produtos, site e outras demandas.

O problema não era apenas trabalhar muitas horas.

Era sentir que nenhuma das duas atividades recebia tudo o que ele gostaria de entregar.

A marca, que inicialmente representava diversão, começou a parecer pesada.

Paradoxalmente, foi justamente o crescimento da empresa que tornou aquela rotina cada vez menos sustentável.

Quando finalmente abandonou o emprego, a sensação de empolgação voltou — mas a segurança do salário desapareceu junto

Deixar a Yelp resolveu uma parte do problema e criou outra.

Coffin finalmente poderia concentrar 100% da energia na Vacation Darts.

Por outro lado, também estava deixando para trás a previsibilidade de receber um salário regularmente.

Ele descreveu a transição como uma mistura de nervosismo e expectativa.

Não sabia exatamente de onde viria todo o dinheiro no futuro, algo que considera uma preocupação natural para qualquer empreendedor.

Ainda assim, agora o resultado dependia diretamente daquilo que ele próprio estava construindo.

Essa mudança devolveu parte do entusiasmo que havia desaparecido quando tentava sustentar duas carreiras simultaneamente.

E histórias de transição profissional como essa ajudam a explicar por que uma ideia pequena pode crescer até exigir dedicação integral, especialmente quando a validação acontece antes de a pessoa abandonar sua principal fonte de renda.

Depois de seis anos na Yelp, ele diz não ter intenção de voltar para Big Tech

Coffin entrou na Yelp em 2019.

Portanto, não estava abandonando um emprego no qual havia permanecido apenas alguns meses.

Foram anos construindo uma carreira dentro da empresa antes de a Vacation Darts aparecer.

Mesmo assim, depois de experimentar a possibilidade de desenvolver algo próprio, sua perspectiva mudou.

Ele afirma atualmente que não pretende retornar à Big Tech.

Para Coffin, a sensação de criar um produto, observar pessoas comprando e formar uma comunidade passou a ser mais importante do que a segurança oferecida pelo emprego tradicional.

Isso não significa que ele considere o empreendedorismo seguro.

Na verdade, reconhece exatamente o contrário.

A receita pode oscilar.

O negócio pode enfrentar problemas.

E o fundador passou a assumir diretamente o risco da própria renda.

Entretanto, sua percepção é de que a segurança corporativa também possui limites.

Aos 36 anos, ele trocou uma carreira consolidada por uma empresa que nasceu de algo que sequer parecia uma ideia de negócio

A sequência inteira ajuda a explicar por que a história chama atenção.

Primeiro, existia apenas uma piada.

Depois, Coffin colocou essa piada num boné.

Pessoas começaram a perguntar sobre a peça.

Um amigo ofereceu US$ 50 para comprá-la diretamente de sua cabeça.

Em junho de 2024, ele começou a estruturar a marca.

Em fevereiro de 2025, vieram as primeiras vendas.

Enquanto isso, continuou trabalhando na Yelp durante o dia e frequentemente desenvolvendo sua empresa até 2h ou 3h da manhã.

Então, em aproximadamente 12 meses, a Vacation Darts acumulou mais de US$ 125 mil em transações e mais de US$ 112,5 mil em receita bruta.

Finalmente, no início de 2026, Coffin decidiu que os números eram suficientes para assumir o risco.

Deixou a Yelp.

Hoje, trabalha integralmente no negócio que começou como renda extra e afirma não ter intenção de retornar à Big Tech.

A parte mais interessante talvez seja justamente aquilo que não aconteceu.

Coffin não começou com um plano de construir uma empresa global.

Não abandonou imediatamente o emprego.

E nem sequer tinha certeza de que estava diante de um negócio.

Ele apenas percebeu que as pessoas queriam algo que, até então, existia somente como uma brincadeira entre amigos — e decidiu continuar seguindo essa reação até descobrir onde ela poderia chegar.

E você: deixaria um emprego estável depois de ver uma renda extra ultrapassar US$ 100 mil em receita, ou continuaria conciliando os dois por mais tempo antes de assumir o risco de viver apenas do próprio negócio?

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Roberta Souza

Autora no portal Click Petróleo e Gás desde 2019, responsável pela publicação de mais de 8.000 matérias que somam milhões de acessos, unindo técnica, clareza e engajamento para informar e conectar leitores. Engenheira de Petróleo e pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, também trago experiência prática e vivência no setor do agronegócio, o que amplia minha visão e versatilidade na produção de conteúdo especializado. Desenvolvo pautas, divulgo oportunidades de emprego e crio materiais publicitários direcionados para o público do setor. Para sugestões de pauta, divulgação de vagas ou propostas de publicidade, entre em contato pelo e-mail: santizatagpc@gmail.com. Não recebemos currículos

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