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Aos 18 anos, estudante assume loja da família com dívida de mais de S$ 30 mil, usa ChatGPT para organizar 8 mil produtos e, aos 21, mantém negócio lucrativo enquanto paga a própria universidade

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Escrito por Roberta Souza Publicado em 14/09/2026 às 17:06 Atualizado em 14/09/2026 às 17:07
Lin Enqi tinha apenas 18 anos quando ela e a irmã assumiram a loja da família em Singapura, pressionada por uma dívida superior a S$ 30 mil e pela queda nas vendas. Em vez de depender apenas dos métodos tradicionais, a jovem incorporou o ChatGPT à rotina para organizar milhares de produtos, testar promoções e acelerar pesquisas. Hoje, aos 21 anos, ela concilia a universidade com a administração do negócio, que voltou a operar com lucro.
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Lin Enqi tinha apenas 18 anos quando ela e a irmã assumiram a loja da família em Singapura, pressionada por uma dívida superior a S$ 30 mil e pela queda nas vendas. Em vez de depender apenas dos métodos tradicionais, a jovem incorporou o ChatGPT à rotina para organizar milhares de produtos, testar promoções e acelerar pesquisas. Hoje, aos 21 anos, ela concilia a universidade com a administração do negócio, que voltou a operar com lucro.

Aos 18 anos, enquanto muitos jovens ainda concentravam suas preocupações nas provas e na entrada na universidade, Lin Enqi enfrentou um problema muito diferente. Ela e a irmã assumiram a operação da loja de bairro da família em Kampung Admiralty, Singapura, num momento em que o negócio enfrentava queda nas vendas e carregava uma dívida superior a S$ 30 mil.

Três anos depois, Enqi tem 21 anos, estuda administração e continua à frente do negócio familiar. Nesse intervalo, porém, uma ferramenta que inicialmente parecia distante da rotina de uma pequena loja passou a ajudá-la em tarefas que iam do cadastro de mercadorias à preparação de campanhas promocionais: o ChatGPT.

A história reúne justamente dois desafios. Primeiro, a jovem precisava recuperar um negócio pressionado financeiramente. Ao mesmo tempo, precisava encontrar uma maneira de administrar milhares de produtos, pagar funcionários e continuar os próprios estudos.

Por isso, Enqi começou a experimentar inteligência artificial como uma espécie de assistente de trabalho. O resultado não veio de uma única pergunta ao chatbot, mas da aplicação da tecnologia em diferentes processos que antes consumiam horas ou dias.

Loja tinha dívida superior a S$ 30 mil quando jovens assumiram

Enqi assumiu o negócio familiar aos 18 anos, enquanto sua irmã tinha 17. A própria estudante relembra que, naquela época, as duas precisaram aprender rapidamente sobre estoque, fornecedores, clientes e fluxo de caixa.

O cenário financeiro aumentava a pressão. Segundo a reportagem do Moneycontrol, baseada na história apresentada pela CNA, a loja acumulava mais de S$ 30 mil em dívidas, valor apresentado pela publicação como aproximadamente ₹20 lakh na conversão utilizada para o público indiano.

Além disso, as vendas estavam em queda. Portanto, simplesmente manter a operação funcionando não resolveria o problema.

As jovens precisavam reorganizar o negócio e encontrar maneiras de ganhar eficiência sem contar com a estrutura tecnológica e as equipes especializadas disponíveis para grandes redes varejistas.

Foi nesse ambiente que Enqi começou a incorporar ferramentas digitais ao trabalho.

Mais de 8 mil produtos criaram um problema enorme

Um dos primeiros desafios apareceu quando a loja adotou um novo sistema de ponto de venda.

O estabelecimento mantinha mais de 8 mil produtos, e cada item precisava entrar corretamente nas respectivas categorias do novo sistema. Fazer todo o trabalho manualmente consumiria quase uma semana, segundo o relato reproduzido pelo Moneycontrol.

Enqi decidiu testar outra alternativa.

Ela utilizou o ChatGPT para ajudar a organizar e classificar o inventário.

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Com a ferramenta, o trabalho ficou pronto em aproximadamente dois dias, reduzindo de maneira significativa o tempo necessário para reorganizar milhares de registros.

A própria Enqi posteriormente confirmou que utilizou inteligência artificial para organizar os mais de 8 mil produtos do negócio.

Assim, a primeira grande utilidade da ferramenta não envolveu substituir funcionários nem tomar decisões sozinha. O ganho apareceu principalmente na automação de uma tarefa repetitiva que consumiria vários dias.

ChatGPT também entrou na estratégia para aumentar as vendas

Depois de utilizar a ferramenta no inventário, Enqi passou a experimentar o ChatGPT em outras partes do negócio.

Uma delas envolvia uma pergunta essencial para qualquer pequeno varejista: como aumentar as vendas sem destruir a margem de lucro?

A jovem pediu sugestões à ferramenta. Entre as ideias apresentadas estava a criação de vouchers condicionados a um valor mínimo de compra.

A lógica era relativamente simples. Em vez de simplesmente aplicar descontos a qualquer compra, a loja poderia estimular o consumidor a aumentar o valor do carrinho para alcançar o benefício.

Consequentemente, a promoção buscava elevar o gasto médio sem abandonar o controle sobre as margens.

Segundo Enqi, estratégias apoiadas por inteligência artificial contribuíram para melhorar o desempenho financeiro do estabelecimento. Entretanto, as fontes disponíveis não detalham quanto cada iniciativa individual acrescentou às vendas ou ao lucro.

Loja saiu da situação deficitária e passou a operar com lucro

O resultado mais relevante aparece no próprio estágio atual do negócio.

A reportagem descreve a loja como lucrativa, depois do período marcado pela dívida superior a S$ 30 mil e pela queda das vendas.

Entretanto, é importante fazer uma distinção.

A fonte não apresenta balanços, receita anual, margem líquida ou uma cronologia detalhada mostrando exatamente quando cada parcela da dívida foi paga. Portanto, seria exagerado atribuir toda a recuperação financeira exclusivamente ao ChatGPT.

A história mostra algo diferente e, na prática, mais interessante.

Enqi utilizou inteligência artificial como uma ferramenta dentro de uma reorganização empresarial conduzida pelas próprias jovens, que também precisaram administrar fornecedores, clientes, funcionários, caixa e decisões comerciais.

Assim, a tecnologia reduziu trabalho repetitivo e ajudou na preparação de algumas decisões, enquanto a responsabilidade pelo negócio continuou com as empreendedoras.

Caso lembra histórias de jovens que transformaram pequenos negócios no CPG

A trajetória possui paralelos com outras histórias de empreendedorismo publicadas pelo CPG, embora as ferramentas utilizadas sejam diferentes.

Em Minas Gerais, por exemplo, uma estudante de 21 anos deixou o estágio para ampliar uma pequena produção de geladinhos e levou o negócio a um faturamento informado de cerca de R$ 100 mil por mês. No caso de Laura Melo, a atividade começou durante a faculdade e posteriormente ganhou loja física e produção própria.

Enqi seguiu um caminho diferente porque não começou o negócio do zero.

Ela assumiu uma operação familiar já existente e precisou lidar justamente com os problemas acumulados ao longo do tempo.

Por isso, o desafio não consistia apenas em conquistar clientes. Era necessário reorganizar processos enquanto a loja continuava funcionando.

Jovem criou um GPT personalizado para a própria loja

Depois dos primeiros experimentos, Enqi decidiu avançar.

Com apoio do Centre for Applied AI, do Nanyang Polytechnic, ela desenvolveu um GPT personalizado para atender às necessidades específicas do negócio.

O objetivo era fazer com que a ferramenta entendesse melhor a operação da loja.

O sistema passou a considerar campanhas promocionais anteriores e a ajudar na elaboração de novas ações ligadas a festivais e datas comemorativas.

Dessa forma, Enqi reduziu parte do tempo que gastava planejando campanhas.

Além disso, a ferramenta funcionava como um repositório de informações anteriores. Em vez de recomeçar o planejamento do zero a cada promoção, a jovem conseguia aproveitar o histórico do próprio negócio.

Centro de IA foi criado justamente para ajudar pequenas empresas

A participação do Nanyang Polytechnic não aconteceu por acaso.

A instituição criou seu Centre for Applied AI para ajudar pequenas e médias empresas a experimentar, desenvolver e implementar soluções de inteligência artificial. O projeto surgiu em colaboração com a Microsoft e também contempla aplicações para setores como varejo, logística, manufatura e agricultura urbana.

Portanto, a pequena loja de Enqi se encaixa diretamente no perfil de empresa que o centro busca atender.

Grandes varejistas normalmente possuem departamentos próprios de tecnologia, análise de dados e marketing. Uma loja familiar, por outro lado, raramente consegue manter equipes especializadas para cada uma dessas funções.

É justamente nessa diferença que ferramentas generativas podem ganhar relevância.

Elas não transformam automaticamente um pequeno estabelecimento em uma grande empresa, mas podem permitir que equipes reduzidas executem determinadas tarefas com menos tempo e recursos.

ChatGPT virou também uma ferramenta de pesquisa

Enqi não limitou a inteligência artificial ao estoque e às promoções.

Ela também começou a utilizar o ChatGPT para acompanhar tendências do varejo e informações relevantes para o negócio.

Antes, esse trabalho poderia exigir horas de pesquisa. Agora, a ferramenta ajuda a resumir informações e localizar fontes para que a jovem avance mais rapidamente na análise.

Esse uso mostra uma diferença importante em relação à simples automação.

Organizar milhares de produtos significa acelerar uma tarefa operacional. Já acompanhar tendências envolve usar a ferramenta para apoiar decisões.

Ainda assim, Enqi continua responsável por avaliar as informações e decidir o que realmente faz sentido para sua loja.

Aos 21 anos, ela administra o negócio enquanto estuda

O desafio não termina quando Enqi deixa a loja.

Aos 21 anos, ela também cursa administração. Em seu perfil profissional, identifica-se como estudante da NUS Business School, da National University of Singapore.

Consequentemente, sua rotina precisa conciliar a universidade com as responsabilidades empresariais.

Segundo o Moneycontrol, a jovem afirma ser financeiramente independente desde os 16 anos. Além disso, utiliza a renda obtida com o negócio para financiar a própria formação universitária.

A publicação informa um custo aproximado de S$ 10 mil por ano para sua educação.

Ao mesmo tempo, Enqi precisa lidar com despesas muito diferentes daquelas enfrentadas normalmente por uma estudante.

Entre elas aparecem salários dos funcionários e custos da operação diária da loja.

Recuperação financeira enquanto estudava aumenta peso da história

Esse detalhe muda o significado da trajetória.

Enqi não utilizou o ChatGPT apenas como exercício acadêmico ou para desenvolver um projeto temporário.

Ela aplicou a tecnologia em um negócio do qual dependiam receitas, funcionários e a própria capacidade de financiar os estudos.

Portanto, cada economia de tempo possuía efeito prático.

Se a categorização de mais de 8 mil produtos poderia consumir quase uma semana e passou a exigir aproximadamente dois dias, sobraram horas para outras responsabilidades.

Da mesma maneira, automatizar parte do planejamento promocional permitiu que a jovem dedicasse mais atenção à operação e à universidade.

Esse ganho de produtividade ajuda a explicar por que pequenas empresas podem encontrar aplicações particularmente relevantes para ferramentas de IA.

CPG já mostrou como dívida pode mudar completamente uma trajetória

O peso da dívida também aproxima a história de outras trajetórias de superação econômica.

O CPG mostrou recentemente o caso de uma brasileira que acumulou aproximadamente R$ 200 mil em dívida durante o curso de Medicina e começou a vender biscoitos para tentar reorganizar as finanças e retornar às aulas. Nesse caso, a dificuldade financeira interrompeu temporariamente a formação acadêmica.

Enqi enfrentou uma dinâmica diferente.

Em vez de abandonar os estudos para cuidar do negócio, ela tentou manter as duas atividades simultaneamente.

Assim, a recuperação da loja passou a financiar justamente sua continuidade na universidade.

IA não fez o trabalho empresarial sozinha

O elemento tecnológico torna a história atraente, mas também cria espaço para interpretações exageradas.

O ChatGPT não assumiu a loja, não pagou a dívida sozinho e não substituiu as decisões das jovens.

Enqi e sua irmã assumiram o negócio ainda adolescentes e precisaram aprender sobre fornecedores, estoque, clientes e fluxo de caixa. A própria Enqi descreve esse período como uma experiência marcada por erros, aprendizado e adaptação.

A inteligência artificial entrou posteriormente como ferramenta.

Ela acelerou tarefas, ajudou na organização de informações e forneceu ideias que a jovem poderia testar.

Portanto, a transformação ocorreu pela combinação de gestão humana + tecnologia, e não por uma solução automática produzida por um chatbot.

Ferramenta continua ganhando novas funções dentro da empresa

O uso da IA também não terminou com a recuperação inicial.

Em publicações recentes, Enqi explicou que continuou experimentando novas aplicações. Entre elas aparecem email marketing, organização de dados e análise de resultados de campanhas.

Ela também relatou ter utilizado ferramentas de IA para transformar ideias promocionais em um modelo de email integrado ao Shopify.

Além disso, passou a organizar dados de marketing para identificar métricas e compreender melhor quais campanhas funcionavam.

Assim, a pergunta deixou de ser simplesmente se uma promoção havia dado resultado.

A jovem começou a tentar entender o que poderia aprender com cada campanha e como melhorar a seguinte.

História mostra como IA pode chegar ao pequeno comércio

Grande parte da discussão sobre inteligência artificial gira em torno de gigantes de tecnologia, data centers, chips e investimentos bilionários.

A experiência de Enqi mostra outra escala.

Uma pequena loja de bairro com mais de 8 mil produtos conseguiu utilizar a mesma categoria de tecnologia para resolver problemas cotidianos de estoque, marketing e pesquisa.

Além disso, a implementação não exigiu que a jovem abandonasse completamente os processos existentes.

Ela começou por uma tarefa específica, observou o resultado e depois expandiu gradualmente o uso.

Esse processo pode representar uma rota mais realista para pequenas empresas do que tentar automatizar toda a operação de uma única vez.

De uma loja pressionada por dívida a um negócio lucrativo

Quando Enqi e a irmã assumiram a operação, ainda eram adolescentes.

A loja enfrentava queda nas vendas e carregava mais de S$ 30 mil em dívidas. Ao mesmo tempo, as jovens precisavam aprender rapidamente como administrar estoque, fornecedores, clientes e caixa.

Depois, Enqi começou a incorporar inteligência artificial à rotina.

O ChatGPT ajudou a organizar mais de 8 mil produtos, reduziu para aproximadamente dois dias uma tarefa que poderia consumir quase uma semana e passou a apoiar promoções, pesquisa e marketing.

Posteriormente, a estudante avançou para um GPT personalizado e continuou experimentando novas aplicações.

Hoje, aos 21 anos, ela continua administrando o negócio enquanto estuda administração e usa a renda da loja para financiar a própria universidade.

A trajetória não demonstra que basta abrir um chatbot para recuperar uma empresa endividada. Pelo contrário, mostra algo mais concreto: quando uma pequena equipe encontra tarefas específicas nas quais a tecnologia realmente economiza tempo, a IA pode funcionar como uma ferramenta de produtividade que antes estaria fora do alcance de um comércio de bairro.

E, nesse caso, quem descobriu isso não foi uma grande rede varejista com centenas de profissionais de tecnologia.

Foi uma estudante que precisou aprender a administrar uma loja endividada antes mesmo de completar 20 anos.

E você, usaria inteligência artificial para controlar estoque, analisar vendas e planejar promoções se tivesse um pequeno negócio?

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Roberta Souza

Autora no portal Click Petróleo e Gás desde 2019, responsável pela publicação de mais de 8.000 matérias que somam milhões de acessos, unindo técnica, clareza e engajamento para informar e conectar leitores. Engenheira de Petróleo e pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, também trago experiência prática e vivência no setor do agronegócio, o que amplia minha visão e versatilidade na produção de conteúdo especializado. Desenvolvo pautas, divulgo oportunidades de emprego e crio materiais publicitários direcionados para o público do setor. Para sugestões de pauta, divulgação de vagas ou propostas de publicidade, entre em contato pelo e-mail: santizatagpc@gmail.com. Não recebemos currículos

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