Levantamento do PNUD, com base no Atlas do desenvolvimento humano, aponta municípios com IDHM muito alto e redefine o mapa da qualidade de vida no Brasil
Os melhores indicadores de qualidade de vida do Brasil não estão concentrados apenas nas capitais.
Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), dezenas de municípios do interior registram IDHM acima da média nacional.
O levantamento foi elaborado em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro, com dados consolidados oficialmente.
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A pesquisa avaliou todos os municípios brasileiros e listou as 50 cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
Como funciona o IDH municipal
O IDHM é uma adaptação do Índice de Desenvolvimento Humano global utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1990.
O indicador mede três dimensões fundamentais:
• Educação
• Renda
• Expectativa de vida
Os resultados variam de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior é o nível de desenvolvimento humano. Cidades com índice acima de 0,800 são classificadas como de desenvolvimento humano muito alto, conforme metodologia oficial do PNUD.
Interior domina o topo do ranking nacional
O levantamento revela que o interior de São Paulo concentra mais da metade das cidades com maior IDHM do país.
Municípios como São Caetano do Sul, Jundiaí e Vinhedo aparecem à frente de diversas capitais brasileiras.
Além disso, o Sul apresenta desempenho expressivo. Santa Catarina possui sete cidades entre as 50 primeiras colocadas. No Sudeste, Vitória (ES) e Niterói (RJ) figuram entre as dez primeiras posições.
Ranking oficial das 50 cidades com maior IDHM no Brasil
De acordo com o levantamento do PNUD, os municípios com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal são:
São Caetano do Sul (SP) — 0,862
Águas de São Pedro (SP) — 0,854
Florianópolis (SC) — 0,847
Vitória (ES) — 0,845
Balneário Camboriú (SC) — 0,845
Santos (SP) — 0,840
Niterói (RJ) — 0,837
Joaçaba (SC) — 0,827
Brasília (DF) — 0,824
Curitiba (PR) — 0,823
Jundiaí (SP) — 0,822
Valinhos (SP) — 0,819
Vinhedo (SP) — 0,817
Araraquara (SP) — 0,815
Santo André (SP) — 0,815
Santana de Parnaíba (SP) — 0,814
Nova Lima (MG) — 0,813
Ilha Solteira (SP) — 0,812
Americana (SP) — 0,811
Belo Horizonte (MG) — 0,810
Joinville (SC) — 0,809
São José (SC) — 0,809
Maringá (PR) — 0,808
São José dos Campos (SP) — 0,807
Presidente Prudente (SP) — 0,806
Blumenau (SC) — 0,806
Rio Fortuna (SC) — 0,806
Assis (SP) — 0,805
Campinas (SP) — 0,805
São Bernardo do Campo (SP) — 0,805
São Carlos (SP) — 0,805
São Paulo (SP) — 0,805
Porto Alegre (RS) — 0,805
Rio Claro (SP) — 0,803
Jaraguá do Sul (SC) — 0,803
Rio do Sul (SC) — 0,802
Bauru (SP) — 0,801
Pirassununga (SP) — 0,801
São Miguel do Oeste (SC) — 0,801
Vila Velha (ES) — 0,800
Botucatu (SP) — 0,800
Ribeirão Preto (SP) — 0,800
Taubaté (SP) — 0,800
Concórdia (SC) — 0,800
Rio de Janeiro (RJ) — 0,799
Goiânia (GO) — 0,799
Guaratinguetá (SP) — 0,798
Marília (SP) — 0,798
Sorocaba (SP) — 0,798
Fernandópolis (SP) — 0,797
Panorama técnico do desenvolvimento humano brasileiro
O estudo demonstra que o desenvolvimento humano no Brasil possui forte presença em cidades médias e municípios do interior. Segundo o PNUD, o Atlas foi estruturado para apoiar decisões estratégicas e orientar políticas públicas.
Os dados indicam que educação, renda e longevidade continuam sendo os pilares centrais para elevar o padrão de vida da população.
Diante desse ranking oficial, o avanço dessas cidades sinaliza uma tendência consolidada de interiorização do desenvolvimento no Brasil?
